Investigadores pretendem ouvir servidores e parlamentares. Suspeita é de que dirigentes partidários tenham pressionado deputados para favorecer prefeitos aliados
Crédito: Divulgação/ Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) planeja rastrear o caminho de emendas parlamentares sob suspeita de terem sido indicadas por dirigentes partidários, com o objetivo de apurar se houve pressão da cúpula de legendas sobre deputados federais para favorecer prefeitos aliados, segundo reportagem de Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
A força policial não descarta colher depoimentos de servidores e de congressistas para esclarecer detalhadamente os mecanismos e procedimentos adotados na indicação e destinação dos recursos públicos.
As investigações ganharam novos elementos após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhar para a Polícia Federal as manifestações prestadas pelos presidentes nacionais do PL, Valdemar Costa Neto, e do PSD, Gilberto Kassab.
Em sua resposta enviada ao STF, Valdemar Costa Neto negou qualquer ingerência e assegurou que não dispõe de “cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”. Já Gilberto Kassab declarou que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação das verbas na condição de dirigente partidário.
O ministro Flávio Dino determinou o congelamento de R$ 119 milhões vinculados ao presidente nacional do PL. O montante refere-se ao que a Polícia Federal apontou como uma suposta “cota parlamentar” mantida por Valdemar sobre emendas de comissão da Câmara dos Deputados.
O magistrado do STF aguarda ainda o envio de esclarecimentos por parte dos demais dirigentes de partidos políticos, além de explicações oficiais do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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