terça-feira, 21 de julho de 2026

PF deflagra Operação Infiltrados contra grupo que desviou R$ 45 milhões da Caixa e vazou dados sigilosos

Organização criminosa atuava com apoio de servidores públicos, advogados e contraventores no Rio de Janeiro e em São Paulo

Polícia Federal
Crédito: Divulgação/Arquivo/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Infiltrados com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa acusada de promover a subtração eletrônica de valores de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal, além de praticar atos de obstrução de justiça e acesso ilícito a informações sigilosas.

A ação ostensiva conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF). Para o cumprimento das medidas judiciais, cerca de 120 policiais federais foram mobilizados para cumprir 25 mandados de busca e apreensão expedidos para diferentes localidades nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. As diligências concentram-se nos municípios de Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Cabo Frio, Indaiatuba e Salto.

⊚ Esquema milionário e infiltração no serviço público

As apurações realizadas pelos investigadores revelaram que a organização criminosa causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 45 milhões. O montante foi subtraído de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal por meio do acesso ilícito a dados sigilosos armazenados na instituição financeira.

Para além das fraudes e subtrações eletrônicas, o grupo operava em rede de conluio. A estrutura contava com a participação direta de servidores públicos e advogados, articulados para embaraçar e prejudicar eventuais investigações das autoridades, além de garantir o vazamento contínuo de informações privilegiadas e confidenciais.

⊚ Suporte da contravenção e enquadramento penal

Segundo os dados divulgados pela corporação, ficou identificado também que a organização criminosa recebia suporte direto de contraventores. A atuação dessa rede paralela facilitava a corrupção de agentes públicos e a contratação de advogados encarregados especificamente de impedir a apuração do esquema e de obter acesso a dados sob segredo de justiça.

Diante do conjunto de provas colhido até o momento, os envolvidos poderão responder pelos crimes de:

    •    Organização criminosa
        Obstrução de justiça
    •    Violação de sigilo funcional

A Polícia Federal ressalta que outros delitos correlatos poderão ser atribuídos aos investigados no decorrer do desdobramento das apurações.

Fonte: Brasil 247

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