quarta-feira, 27 de maio de 2026

VÍDEO: Reinaldo Azevedo ri de Flávio após humilhação por foto com Trump: “Encantamento subserviente”


                  Flávio e Trump na Casa Branca; e o comentarista Reinaldo Azevedo. Foto: reprodução

O comentarista Reinaldo Azevedo debochou do encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump na Casa Branca e tratou a agenda como uma cena de humilhação política montada para garantir uma foto. O senador, pré-candidato à Presidência, esteve no Salão Oval na terça-feira (26), acompanhado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do blogueiro Paulo Figueiredo, em meio à crise provocada por sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Em seu comentário pela Band News, Azevedo ressaltou que o encontro durou 10 minutos e foi tomado por um “encantamento subserviente” do senador. “De que maneira essa foto pode ser útil à campanha do Flávio?”, questionou.

“Eles estão em uma operação agora de ‘ah, vamos nos livrar [das polêmicas do filme] Dark Horse. E não vão conseguir”, ironizou o comentarista.

Já em sua coluna no Metrópoles, Azevedo afirmou que “raramente vi coisa tão constrangedora na política” e ironizou o esforço do filho 01 de Jair Bolsonaro para transformar o registro ao lado de Trump em demonstração de força internacional.

Para o comentarista, a passagem pela Casa Branca teve mais aparência de encenação para marketing do que de reunião política relevante. “O Zero Um viveu mais um dia ridículo”, definiu.




Azevedo também debochou das fotos divulgadas pelo grupo. Ele classificou o episódio como o dia em que Flávio conseguiu sua foto “manos-huevos” ao lado de Trump e resumiu a cena com a imagem de um político deslumbrado, com expressão de “Mamãe, veja onde estou”. A crítica mira justamente a tentativa de usar o encontro como ativo eleitoral.

“O grande evento de Flávio com Trump durou uns cinco minutos, se tanto. O valente entregou um texto a seu chefe espiritual em que pede, segundo ele próprio, que organizações criminosas no Brasil sejam consideradas terroristas e foi só. No mais, a gente tem a foto do deslumbrado segurando o púbis e aquele arzinho de ‘Mamãe, veja onde estou'”, escreveu.

Flávio disse que conversou com Trump sobre crime organizado, tarifas e minerais críticos, mesmo sem a equipe da Casa Branca incluir a suposta reunião na agenda oficial do presidente. O senador também afirmou ter pedido que facções brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

O encontro ocorreu depois de semanas de desgaste para Flávio. A AP apontou que a viagem a Washington foi usada pelo senador para reforçar sua ligação com Trump em meio ao escândalo envolvendo Vorcaro. O ex-banqueiro é investigado por fraude bilionária, e Flávio admitiu ter tratado de recursos para financiar o filme sobre o pai, embora negue irregularidades.

Azevedo também criticou o controle imposto à entrevista coletiva após a agenda. Segundo ele, jornalistas foram avisados de que o encontro seria encerrado caso houvesse perguntas fora do tema Trump. O comentarista viu na orientação uma tentativa de blindar Flávio de questionamentos sobre “Dark Horse” e sobre sua relação com Vorcaro.

“Não foi desta vez que Flávio entrou no rol dos homens imunes ao ridículo”, bricou Reinaldo Azevedo no fim de seu texto.

Fonte: DCM 

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