quinta-feira, 28 de maio de 2026

Efeito “Dark Horse”: Flávio Bolsonaro também perde para Haddad nos 1° e 2° turnos, diz Meio/Ideia


       Haddad e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também perde para Fernando Haddad (PT) nos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O resultado ocorre em meio ao desgaste provocado pelo caso “Dark Horse” e pela relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No cenário estimulado de primeiro turno sem Lula (PT), Haddad aparece numericamente à frente, com 36,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 32,7%, diferença de 3,8 pontos percentuais. A simulação consta no levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL.

O cenário é completado por Ronaldo Caiado (PSD), com 5,9%; Romeu Zema (Novo), com 2,4%; Renan Santos (Missão), com 2,1%; e Augusto Cury (Avante), com 1,6%. Outros nomes somam 4,1%. Os eleitores que não sabem em quem votar chegam a 9,1%, enquanto brancos e nulos representam 5,7%.

A pesquisa também simulou um segundo turno entre Haddad e Flávio Bolsonaro. Nesse confronto direto, o ex-ministro da Fazenda aparece com 42%, contra 41,5% do senador. Brancos e nulos somam 8%, e os indecisos chegam a 8,5%.
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 28 de maio


O empate numérico dentro da margem de erro mostra um cenário apertado, mas reforça a dificuldade de Flávio em consolidar vantagem mesmo sem Lula na disputa. A rodada anterior, feita em fevereiro, indicava Haddad com 41,8% e Flávio com 40%, também em cenário de segundo turno.

O caso “Dark Horse” entrou no centro da crise política de Flávio após a divulgação de áudios em que o senador cobra recursos de Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-banqueiro é investigado no caso Banco Master, e a relação com Flávio passou a ser explorada por adversários dentro e fora da direita.

A pesquisa também mediu rejeição. Lula lidera o índice, com 46,7% dos eleitores dizendo que não votariam nele “de jeito nenhum”. Haddad aparece em seguida, com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 39,8%. Michelle Bolsonaro registra 26%, e Romeu Zema, 18%.

O analista político Dawisson Belém Lopes escreveu em sua conta no X que é inegável a relação dos escândalos do “Dark Horse” com “derretimento” da campanha de Flávio, embora alguns jornais da imprensa tradicional tentem disfarçar isso, mencionando a Folha de S.Paulo.

“Não consigo me lembrar de mudança de rumo tão significativa desde o derretimento da Marina, em 2014. Lembrando que, quando Jair Bolsonaro leva a facada, em 2018, ele já estava em ascensão nas pesquisas”, comentou Lopes.

Para ele, não faz nenhum sentido minimizar o impacto do escândalo com Vorcaro, ainda mais considerando “um contexto de dita superpolarização, com alegada cristalização das preferências eleitorais, ver um deslocamento de 7 pontos percentuais entre os principais candidatos, em apenas 2 semanas, é impressionante”.


O Instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas por telefone entre 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Fonte: DCM

Nenhum comentário:

Postar um comentário