O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe por um tratamento de estímulo elétrico craniano (CES) para melhorar sua qualidade de sono, ansiedade, depressão e crises de soluço. A decisão, tomada em 1º de março de 2026, permite que o médico Ricardo Caiado, responsável pelo procedimento, acesse as dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, três vezes por semana, nas segundas, quartas e sextas-feiras à noite.
O tratamento de estímulo elétrico craniano envolve a aplicação de correntes elétricas de baixa intensidade no cérebro, por meio de eletrodos colocados nos lóbulos das orelhas do paciente, enquanto ele permanece consciente e em repouso. As sessões duram entre 50 minutos e uma hora e são consideradas uma abordagem complementar, não medicamentosa, indicada para problemas como ansiedade, estresse, insônia e disfunções emocionais.
De acordo com o médico Ricardo Caiado, o CES tem respaldo internacional e é adequado para contextos clínicos em que há disfunções do eixo emocional-autonômico, como é o caso de Bolsonaro, que sofre de crises de soluço recorrentes, além de outros problemas de saúde, como a ansiedade. O tratamento é uma alternativa aos métodos convencionais de combate a esses sintomas.

A autorização de Moraes também incluiu a permissão para que o médico porte os aparelhos necessários ao procedimento, como os clipes auriculares bilaterais, que devem ser devidamente vistoriados pelo estabelecimento. A medida foi tomada em resposta ao pedido da defesa de Bolsonaro, que buscava a liberação do tratamento para o ex-presidente enquanto ele se encontra em custódia.
A decisão judicial é mais um episódio no contexto jurídico e político que envolve o ex-presidente Bolsonaro, que está sendo investigado e processado por diversos casos, incluindo sua responsabilidade em eventos que ocorreram durante seu mandato. O tratamento de estímulo elétrico craniano, portanto, surge como um desdobramento dessa situação, destacando a necessidade de cuidados médicos específicos durante o período de transição e enfrentamento das questões legais.
Bolsonaro, que já enfrentou problemas de saúde durante seu governo, agora busca melhorar sua qualidade de vida com o CES, uma alternativa que, segundo especialistas, pode ser eficaz em casos como o dele. O tratamento, além de ser uma medida de saúde, também está inserido em um momento de atenção pública às condições do ex-presidente, que segue sendo um personagem de relevância no cenário político brasileiro.
Fonte: DCM
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