sábado, 21 de fevereiro de 2026

Depressão e soluços: o que é o “Estímulo Elétrico Craniano” solicitado pela defesa de Bolsonaro


       O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba, na unidade prisional onde cumpre pena, o tratamento de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES). O método foi solicitado para tratar sintomas como depressão, ansiedade, distúrbios do sono e episódios de soluços, segundo a petição apresentada pelos advogados. Com informações do Globo.

O chamado Estímulo Elétrico Craniano (CES, na sigla em inglês para Cranial Electrotherapy Stimulation) é uma técnica terapêutica não invasiva que aplica correntes elétricas de baixa intensidade no cérebro por meio de eletrodos posicionados geralmente nos lóbulos das orelhas.

As sessões costumam durar entre 50 minutos e uma hora, com o paciente em repouso consciente, e buscam modular a atividade neurofisiológica central.

A técnica é estudada como alternativa terapêutica para quadros como ansiedade, depressão e distúrbios do sono, embora ainda exista debate científico sobre sua eficácia e a necessidade de mais estudos clínicos de longo prazo.

No pedido protocolado nesta quinta-feira, os advogados informam que Bolsonaro já foi submetido ao procedimento anteriormente, descrito como técnica não invasiva aplicada por meio de clipes colocados nas orelhas.

Segundo a defesa, o tratamento foi iniciado durante uma internação ocorrida no fim de abril de 2025, sob orientação do psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado. Laudo anexado aos autos afirma que o protocolo busca a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”, com o paciente em repouso consciente.

Resultados relatados pela defesa

De acordo com os advogados, nos primeiros oito dias de aplicação houve melhora no sono, nos quadros de ansiedade e depressão e também nos episódios de soluços, sintoma que já havia sido comunicado ao Supremo e vinha sendo tratado com medicação que atua no sistema nervoso central.

A petição afirma que, durante o período de internação, os soluços chegaram a cessar. “O tratamento prolongado, portanto, pode trazer significativa melhora para o quadro médico de multimorbidade já descrito e comprovado nos presentes autos”, diz a defesa.

Os advogados solicitam autorização para que o profissional responsável possa entrar na carceragem três vezes por semana, independentemente das visitas ordinárias e por prazo indeterminado, além de permissão para levar o equipamento necessário à aplicação do CES.

O documento prevê que as sessões ocorram preferencialmente no fim do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitando as regras de segurança do presídio.

Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, decidir se autoriza a realização do tratamento nas dependências da unidade prisional.

Tribunal dos EUA nega liminar contra o ministro Alexandre de Moraes — Advocacia-Geral da União
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução
Fonte: DCM com informações do jornal O Globo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário