Corregedor-geral acata pedidos da campanha de Lula para apurar abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a abertura de três novas ações de investigação judicial eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme informou a Veja nesta sexta-feira (6). Derrotado na disputa presidencial, o parlamentar agora passa a ser alvo de nove processos desse tipo na corte eleitoral, após decisões assinadas pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que atendeu a solicitações apresentadas pela campanha do presidente Lula (PT). Nesse primeiro momento processual, a instância avaliou exclusivamente a admissibilidade das representações para verificar o cumprimento dos requisitos formais, enquanto o exame detalhado do mérito das acusações ocorrerá no decorrer da instrução probatória. Caso sejam julgadas procedentes, as Aijes podem resultar na decretação de inelegibilidade de Flávio e dos demais investigados.
Entre os alvos das novas medidas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também figura como investigado em duas das ações instauradas, acompanhado pelo deputado federal e candidato a vice-chapa Alfredo Gaspar (PL-AL). A primeira investigação detalhada pelo tribunal examina a circulação do filme Dark Horse e busca esclarecer se os recursos financeiros solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, beneficiaram diretamente a candidatura presidencial de Flávio, seja por meio da utilização da obra cinematográfica como peça de propaganda ou pela aplicação de valores inclusive nos Estados Unidos. Uma segunda frente processual concentra-se justamente na atuação da família Bolsonaro em território norte-americano, investigando a pressão exercida por Eduardo e aliados políticos sobre o governo dos Estados Unidos com o objetivo de articular retaliações contra o Brasil.









