sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Rainha do Pop, Madonna pede voto em Lula nas eleições: “Pela liberdade e um Brasil sem fome”
Folha acusa Nunes Marques e Mendonça de usarem TSE como instrumento de censura e favorecer Flávio Bolsonaro
Editorial critica tentativa de bloquear canais políticos no WhatsApp às vésperas do segundo turno e aponta possível favorecimento ao candidato do PL
A tentativa dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça de suspender canais políticos no WhatsApp às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais provocou duras críticas da Folha de São Paulo. Em editorial publicado nesta sexta-feira (23), o jornal acusou os magistrados de promover uma iniciativa de caráter censório, capaz de interferir na disputa eleitoral e prejudicar principalmente a mobilização digital em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sob o título “Kassio e Mendonça enxergam TSE como arma de censura”, a Folha condenou a proposta elaborada no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e destacou que, embora Nunes Marques tenha posteriormente descartado sua implementação, a iniciativa levantou questionamentos sobre a imparcialidade da Justiça Eleitoral.
Segundo informações reveladas pelo próprio jornal, os dois ministros, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fizeram circular no TSE uma minuta de resolução que determinaria a suspensão de todos os canais de conteúdo político-eleitoral do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante as 48 horas anteriores à votação.
A medida teria aplicação imediata após sua publicação e atingiria diretamente algumas das principais estruturas de mobilização política utilizadas pelas campanhas presidenciais.
Real Time Big Data: Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; disputa segue empatada
Pesquisa aponta vantagem numérica do candidato do PL, mas diferença está no limite da margem de erro; 95% dos eleitores afirmam ter voto definido
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos na disputa de segundo turno pela Presidência da República, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (23). Apesar da vantagem numérica do candidato do PL, os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os dados mostram que, no cenário de votos totais, Flávio registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 45%. Outros 5% dos entrevistados declaram voto branco ou nulo, e 1% não sabe ou não respondeu.
A diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos coloca a disputa no limite da margem de erro. O levantamento foi realizado a três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
TSE dá 24 horas para Meta e X explicarem favorecimento a Flávio Bolsonaro contra Lula
Empresas terão de esclarecer critérios de distribuição de conteúdos políticos e propaganda eleitoral, sob pena de multa diária de R$ 500 mil para cada plataforma
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta e o X apresentem, no prazo de 24 horas, explicações técnicas sobre os critérios utilizados para distribuir conteúdos políticos, veicular anúncios eleitorais e remover publicações de suas plataformas. A decisão ocorre após a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciar um suposto favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, a determinação foi assinada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva na noite de quinta-feira (22). O magistrado estabeleceu multa diária de R$ 500 mil para cada empresa em caso de descumprimento injustificado da ordem judicial.
Efeito Bolsonaro: estudantes em SC criam lista de alunas que merecem ser estupradas e picham suásticas
Joice Hasselmann faz apelo dramático às mulheres do Brasil: “não se enganem mais com esta família”
Ex-deputada afirma que até hoje faz seu mea culpa por ter ajudado a normalizar o bolsonarismo entre as mulheres
Em um dos momentos de maior carga emocional de sua entrevista à TV 247, a ex-deputada federal Joice Hasselmann dirigiu uma mensagem direta, urgente e pessoal ao eleitorado feminino brasileiro. Recordista histórica de votos para a Câmara dos Deputados em 2018, Joice fez um contundente mea-culpa pelo papel central que desempenhou na legitimação da candidatura de Jair Bolsonaro entre as mulheres, alertando para os riscos reais e cotidianos de confiar no projeto político capitaneado pelo clã.
⦾ O mea-culpa de quem abriu as portas do eleitorado feminino
Durante a campanha eleitoral de 2018, a rejeição a Jair Bolsonaro entre o público feminino era o principal obstáculo para a sua vitória. Naquele momento, cabia a Joice percorrer o país organizando encontros, palestras e comícios voltados para desconstruir a pecha de machista e misógino que cercava o então candidato.
Com a distância do tempo e o saldo da convivência nos bastidores, a jornalista admitiu o peso na consciência por ter emprestado sua credibilidade àquela empreitada:
“Eu normalizei o Bolsonaro entre as mulheres. Me arrependo muito e me culpo muito por isso. As mulheres tinham horror a ele, com toda a razão do mundo. Eu sabia que ele era machista, homofóbico, tudo aquilo, mas estava focada na pauta da honestidade, achando ingenuamente que ele fosse incorruptível. As mulheres iam aos eventos para me ver, eu fazia a palestra, chamava ele ao palco no final e tirávamos fotos. Fiz o movimento das ‘princesas com Bolsonaro’. Isso me corrói por dentro até hoje. Eu preciso consertar esse erro para limpar a minha história.”
Joice lembrou que, naquela época, Michelle Bolsonaro sequer participava ativamente das agendas públicas e a tarefa de humanizar a imagem do candidato recaía quase exclusivamente sobre seus ombros: “Eu peguei na mão das mulheres brasileiras e disse: ‘Confiem nele, ele não é machista’. Foi o maior erro da minha vida.”
Nova pesquisa aponta Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro; veja os números
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Lobista que deu Rolex a Flávio e organizou orgia comprou R$ 1 milhão em joias

Ministério da Justiça cobra explicações sobre denúncias de abuso em abordagem policial em Piracicaba
Há denúncias de que policiais militares teriam coagido os abordados a vestir camisetas de campanha eleitoral
Crédito: Reprodução
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), encaminhou nesta quinta-feira (22) ofícios aos órgãos de segurança do estado de São Paulo exigindo esclarecimentos sobre possíveis irregularidades cometidas durante uma abordagem policial em Piracicaba. Os documentos foram enviados à Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), à Corregedoria da Polícia Militar e à Ouvidoria das Polícias de São Paulo.
O caso ocorreu na quarta-feira (21), na Comunidade Pantanal Vitória, e resultou na prisão de dois adultos e na apreensão de um adolescente. De acordo com relatos divulgados pela imprensa, há denúncias de que policiais militares teriam coagido os abordados a vestir camisetas de campanha eleitoral, além de relatos de constrangimento ilegal e agressões físicas durante a ação.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a importância de apurar os fatos com rigor e transparência. “A atuação das forças de segurança deve estar sempre pautada pela legalidade, pelo respeito aos direitos fundamentais e pela responsabilidade institucional. Diante de denúncias dessa natureza, é fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos, com preservação das provas e garantia de uma apuração independente, sem qualquer antecipação de julgamento”, declarou o secretário.
Nos ofícios, a Senasp solicita informações detalhadas sobre a existência de procedimentos administrativos ou disciplinares já instaurados para apurar a conduta dos agentes envolvidos, bem como as providências adotadas pelas autoridades estaduais até o momento.
Bolsonaristas usam imagem de Lula como alvo em clube de tiro de São Paulo (vídeo)
Vídeo mostra homens disparando contra representação do presidente; especialista alerta para possível crime de ameaça e cobra investigação
Crédito: Reprodução/redes Sociais
Dois homens armados utilizaram uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como alvo durante uma sessão de tiros em um clube localizado na zona leste de São Paulo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a dupla aparece fazendo disparos contra o rosto do petista, enquanto ri e profere frases de provocação política, incluindo uma referência à possibilidade de o presidente não disputar a próxima eleição.
O episódio foi revelado pela Agência Pública, que identificou o local da gravação como o Clube e Escola de Tiro 556. As imagens mostram perfurações de bala concentradas na parte superior do rosto de Lula. Durante a gravação, um dos participantes afirma: “Esse não vai participar da próxima eleição.” Outro diz: “Faz o L.”
Em determinado momento, a câmera se aproxima do alvo atingido, enquanto um dos homens comenta: “Olha a carinha dele. Só na testa.” A publicação também trazia a legenda “Toma essa picanha”, em referência a uma das promessas associadas à campanha eleitoral do presidente.
A utilização da imagem de Lula como alvo de disparos levantou questionamentos sobre possíveis ameaças e incitação à violência política, especialmente diante de episódios anteriores de ataques contra o petista e de investigações sobre planos de assassinato de autoridades brasileiras.
☉ Empresário publicou vídeo e apagou gravação após ser procurado
Segundo a reportagem, o responsável por publicar o vídeo em seu status do WhatsApp foi identificado como Maurício Archangelo, empresário que possui negócios na zona leste da capital paulista.
Procurado pela reportagem em 21 de outubro, Archangelo afirmou inicialmente não se lembrar da gravação. Após ser informado de que o conteúdo estava disponível naquele momento em seu perfil, disse que verificaria a publicação e encerrou a ligação.
Pouco depois, o vídeo foi retirado do ar.
Em um segundo contato, o empresário declarou desconhecer o assunto, voltou a desligar e bloqueou o número utilizado pela reportagem. A Agência Pública tentou novamente obter esclarecimentos por outro telefone, mas Archangelo não respondeu às perguntas. Ele apenas questionou como os jornalistas haviam conseguido acessar seu status do WhatsApp.
O perfil público do empresário no Instagram também apresenta registros relacionados a armas de fogo. Entre as publicações identificadas pela reportagem estão uma fotografia de Archangelo em um clube de tiro e uma imagem de um bebê com uma arma posicionada na parte de trás da fralda.
☉ Especialista aponta possibilidade de crime de ameaça
A conduta registrada no vídeo pode ter consequências criminais, segundo avaliação de Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz.
O especialista considera que disparar contra a representação de uma pessoa, acompanhado de manifestações que sugerem sua eliminação, pode configurar crime de ameaça, previsto no Código Penal brasileiro.
A legislação estabelece a possibilidade de responsabilização de quem ameaça outra pessoa, por palavras, gestos ou meios simbólicos, de provocar um mal injusto e grave. O eventual enquadramento depende, entretanto, da análise das circunstâncias e dos elementos reunidos em uma investigação.
Langeani destacou a gravidade do episódio diante do histórico de violência política envolvendo Lula.
“Vindo de pessoas que têm acesso a arma de fogo e se tratando de políticos como Lula, que já tiveram a caravana em 2018 atingida por tiros e que na época da tentativa de golpe, em 2023, foi demonstrado que havia um plano para matá-lo também a tiros, isso é algo bastante grave e que deve ter providências sérias das autoridades”, afirmou à Agência Pública.
“Estavam com camiseta normal”: testemunha conta como PM forjou flagrante com roupas pró-Lula
Globo não fará checagem ao vivo na TV, mas entidades jornalísticas e acadêmicas verificarão falas de Lula e Flávio
Debate presidencial terá fiscalização simultânea por jornalistas e pesquisadores em plataformas digitais, após pressão de mais de 1,1 milhão de pessoas por correções na televisão
O debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para esta sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo, contará com diferentes iniciativas de checagem de informações em tempo real. Embora a emissora tenha decidido não interromper sua transmissão televisiva para corrigir eventuais declarações falsas, o ICL Notícias e uma rede de entidades jornalísticas e acadêmicas anunciaram operações independentes de verificação das falas dos candidatos.
Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, e pela Agência Brasil, a cobertura reunirá diferentes frentes de combate à desinformação. A Globo utilizará a página Fato ou Fake, do G1, em parceria com O Globo, Extra, Valor Econômico e Rádio CBN. Paralelamente, profissionais de comunicação, pesquisadores e organizações especializadas acompanharão o confronto e divulgarão análises ao vivo em canais digitais.
A decisão da Globo ocorre após uma mobilização que ultrapassou 1,1 milhão de assinaturas em defesa da checagem durante a transmissão pela televisão. A campanha ganhou força depois do debate da Band, realizado no domingo (18), quando declarações dos presidenciáveis, especialmente de Flávio Bolsonaro, foram contestadas por agências de verificação.
Ministro do TSE rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para barrar mensagens do governo Lula
Corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, considera que comunicações sobre Bolsa Família, vacinação e outros serviços públicos não apresentam indícios de propaganda eleitoral
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, rejeitou o pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para suspender o envio de mensagens do governo federal à população sobre programas sociais, benefícios e serviços públicos. Na avaliação do magistrado, não há, até o momento, elementos concretos que indiquem utilização eleitoral dessas comunicações em favor da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão, segundo o G1, foi tomada no âmbito de uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada por Flávio contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira. O processo continuará em tramitação, e os três investigados terão cinco dias para apresentar defesa.
Na ação, a campanha de Flávio Bolsonaro acusa o governo de abuso de poder político, econômico e de autoridade, sob o argumento de que recursos e estruturas da administração federal estariam sendo utilizados para beneficiar eleitoralmente a chapa formada por Lula e Alckmin.
Entre as comunicações questionadas estão mensagens relacionadas ao Bolsa Família, Farmácia Popular, prova de vida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), campanhas de vacinação e outros serviços oferecidos pelo governo federal.
Ao examinar o pedido de urgência, Cueva considerou que a suspensão indiscriminada dessas mensagens poderia comprometer o acesso da população a informações essenciais, inclusive aquelas destinadas à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
“A legislação eleitoral não impõe a paralisação dos serviços públicos nem impede a transmissão de informações necessárias à sua execução”, afirmou o ministro.
Nunes Marques manda investigar canal “Exército do Lula” após ação de Flávio Bolsonaro
Presidente do TSE deu 24 horas para Meta apresentar relatório sobre possível atuação coordenada de perfis ligados ao canal após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques comanda a Corte em eleição marcada por recorde de processos e diferenças na velocidade de julgamento de ações envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Gustavo Moreno/STF
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta investigasse o funcionamento do canal “Exército do Lula” e apresentasse, em até 24 horas, um relatório técnico sobre possíveis irregularidades na circulação de conteúdos políticos nas redes sociais. De acordo com matéria publicada nesta quinta-feira (22) pelo G1, a decisão atendeu a um pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. O magistrado também solicitou informações ao Google sobre eventual amplificação coordenada de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro de 2026.
A determinação de Nunes Marques concentrou-se na verificação de possíveis ações coordenadas entre diferentes contas e plataformas digitais. O ministro exigiu que a Meta apresentasse dados sobre o comportamento dos perfis envolvidos e demonstrasse como aplicou as medidas previstas em seu plano de conformidade eleitoral, documento que reuniu compromissos da empresa para prevenir e reduzir riscos à integridade das eleições.
O pedido da campanha de Flávio Bolsonaro questionou o funcionamento do canal e buscou verificar se a empresa adotou as providências previstas no acordo firmado com a Justiça Eleitoral. A decisão não estabeleceu previamente a existência de irregularidades, mas exigiu elementos técnicos que permitissem avaliar as atividades apontadas no processo.
Advogada de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 33 milhões de fundo sem dono identificado
Responsável jurídica pela campanha do senador, Maria Cláudia Bucchianeri recebeu pagamentos por serviços advocatícios que não foram detalhados publicamente
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, responsável pela área jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), recebeu R$ 33 milhões em 2025 de um fundo de investimentos cujo cotista não tem a identidade divulgada publicamente. Os pagamentos foram realizados por serviços advocatícios, mas a natureza específica dos trabalhos não foi esclarecida pela profissional.
As informações foram reveladas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, em reportagem publicada na coluna do Metrópoles. Segundo a apuração, os recursos foram transferidos pelo V3 Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Multicarteira, uma estrutura financeira fechada que possui apenas um cotista, classificado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como investidor não residente.
A boa notícia para Lula nas novas pesquisas internas do PT divulgadas pelo governador do Piauí
Canal “Exército do Lula” ultrapassa 8 milhões de apoiadores e Janones convoca mais “soldados” para reta final
Canal de apoio à reeleição do presidente Lula amplia vantagem sobre a “Tropa do Flávio”, que reúne 2,1 milhões de seguidores, em meio a debate no TSE sobre restrições às plataformas
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, ultrapassou a marca de 8 milhões de seguidores nesta quinta-feira (22). Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o grupo de mobilização digital em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou uma vantagem expressiva sobre a “Tropa do Flávio”, canal ligado à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que contabiliza 2,1 milhões de participantes.
A diferença supera 5,9 milhões de seguidores, enquanto a estrutura digital comandada por Janones enfrenta a possibilidade de restrições determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às vésperas da votação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones comemorou o crescimento da comunidade e convocou os apoiadores a intensificarem a mobilização. O parlamentar estabeleceu como nova meta alcançar 10 milhões de seguidores antes da eleição e relacionou esse objetivo à possibilidade de vitória de Lula.
“Pessoal, urgente, acabamos de chegar em 8 milhões de soldados, mas dessa vez, em vez de comemorar, eu vou explicar pra vocês por que, se chegar em 10 milhões, a eleição tá ganha, o Lula tá reeleito”, afirmou Janones.
Ex-aliado de Bolsonaro, Julian Lemos pede voto em Lula e critica Flávio (vídeo)
Em manifestação pública, Lemos afirmou que o futuro do Brasil, a soberania nacional e a democracia estão em jogo
Julian Lemos, ex-deputado federal - Crédito: Reprodução Youtube
O ex-deputado federal Julian Lemos, que atuou na coordenação da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, voltou a fazer duras críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em manifestação pública, Lemos afirmou que o futuro do Brasil, a soberania nacional e a democracia estão em jogo no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
“Não podemos entregar o futuro de 200 milhões de brasileiros a uma aventura política. O que está em jogo é a soberania do nosso país, a nossa democracia e o futuro das próximas gerações”, declarou o ex-parlamentar.
Na mesma manifestação, Lemos explicitou sua posição na disputa presidencial e convocou seus seguidores a apoiar o candidato petista.
Ministra do TSE critica “judicialização excessiva” das eleições e diz despachar até 50 processos por dia
Sobrecarga leva gabinete a assinar votos de madrugada em cenário de volume recorde de ações na Corte
Estela Aranha - Crédito: Secom / TSE
O avanço desenfreado de processos na disputa presidencial levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a enfrentar um cenário de forte sobrecarga de trabalho. O diagnóstico foi apresentado pela ministra Estela Aranha durante sessão do tribunal nesta quinta-feira (22), ao detalhar a rotina exaustiva enfrentada por seu gabinete para manter em dia a análise das ações eleitorais.
Para conseguir acompanhar o ritmo das demandas provocadas pela “judicialização excessiva”, a magistrada relatou que as deliberações se estendem frequentemente pela madrugada. “Ontem, até a minha equipe, que não está aqui, estava reclamando que o meu último voto foi assinado às 2h59 da manhã para tentar manter o ritmo”, afirmou a magistrada, ressaltando que analisa e despacha entre 40 e 50 litígios diariamente. Ela destacou ainda que o fluxo intenso impacta diretamente o trabalho da Procuradoria Eleitoral, responsável por emitir pareceres em cada caso.
A dimensão da sobrecarga fica evidente nos números registrados pela Corte neste pleito. Até a noite de quarta-feira (21), o TSE já somava pelo menos 804 ações protocoladas sobre a corrida presidencial, marca que representa mais do que o dobro dos 325 processos registrados no mesmo período de 2022 e supera amplamente as 388 ações de 2018. Sob a responsabilidade dos juízes auxiliares, as representações tratam do cotidiano das campanhas — como requisições de remoção de conteúdos, irregularidades na propaganda e impulsionamentos negativos —, além de desafios complexos, como desinformação em grupos de mensagens instantâneas e o uso ilícito de inteligência artificial ou alterações digitais.





