quarta-feira, 4 de novembro de 2026

O brasileiro eleito pela primeira vez como deputado na Flórida

 

Felipe Sousa-Lazaballet, eleito deputado estadual na Flórida (EUA). Foto: reprodução

O brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, foi eleito deputado estadual na Flórida pelo Partido Democrata e se tornará o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele venceu a republicana Bonnie Jackson nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

A votação terminou na última terça-feira (3). Com o resultado, Lazaballet também se torna o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma vaga na legislatura estadual da Flórida.

O deputado eleito é o primeiro ex-beneficiário do DACA a integrar um Legislativo estadual nos EUA. Criado no governo Barack Obama, o programa oferecia proteção temporária contra deportação e autorização de trabalho a jovens imigrantes que chegaram aos Estados Unidos antes dos 16 anos.

Lazaballet chegou aos Estados Unidos aos 14 anos, com a mãe, uma empregada doméstica natural do Ceará. Ele viveu cerca de 15 anos em situação migratória irregular e, aos 26 anos, obteve autorização para trabalhar por meio do DACA.



Trajetória migratória e propostas para a Flórida

Em 2020, Felipe se casou com Luis Sousa-Lazaballet, quando já possuía o green card obtido por uma petição familiar. No ano seguinte, ele se naturalizou cidadão estadunidense.

Antes de disputar o cargo, o democrata atuou em organizações de defesa dos direitos de imigrantes e da comunidade LGBTQIA+. Ele também trabalhou durante cinco anos na administração do prefeito de Orlando, Buddy Dyer.

Na campanha, Lazaballet apresentou propostas para enfrentar o aumento do custo de vida, ampliar a oferta de moradias acessíveis, reforçar o financiamento das escolas públicas e melhorar o acesso da população aos serviços de saúde.

Em entrevista ao g1, ele relatou ataques da adversária republicana por ser imigrante e estar havia dez anos na Flórida. “Cheguei nos EUA com 14 anos, literalmente com uma mala, um coração cheio de sonhos e nada mais”, disse. “Minha história de superação indica que eu sei o que é sofrer e ter que lutar pelo sonho americano”.

Fonte: DCM

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