Vídeo publicado pelo presidente dos EUA reúne imagens do ataque à Venezuela e sequestro de Maruro, com uma advertência de Marco Rubio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a divulgar um vídeo sobre o sequestro doo presidente venezuelano Nicolás Maduro que apresenta a operação militar em Caracas como demonstração da capacidade de Washington de impor suas decisões pela força. A montagem combina imagens de ataques e declarações de autoridades americanas. A mensagem política vem da sequência escolhida: força militar, sequestro de um chefe de Estado e advertência a quem desafiar seu governo.
pic.twitter.com/5nyt88MN3R— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) September 26, 2026
A gravação começa com imagens de Maduro desafiando os Estados Unidos antes da operação de janeiro. “Venham me buscar” e “Estou aqui esperando por vocês, covardes”, dizem as falas reproduzidas na montagem. Em seguida, aparecem cenas noturnas do ataque militar de 3 de janeiro e trechos com integrantes do governo americano, até a intervenção do secretário de Estado, Marco Rubio.
A fala de Rubio concentra o recado da montagem. “Este não é um presidente que apenas fala, envia cartas e dá entrevistas coletivas. Se ele diz que leva algo a sério, é porque está falando sério. Não brinquem. Não desafiem este presidente, porque isso não vai acabar bem”, afirma o secretário de Estado. Ele não cita outro país ou governante como alvo da advertência.
Ao encadear o desafio de Maduro, as imagens da ação militar e a ameaça verbal de Rubio, o vídeo transforma o sequestro do presidente venezuelano em vitrine da política externa de Trump. A publicação reforça a ideia de que a Casa Branca está disposta a empregar a força para alcançar seus objetivos.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por forças militares americanas em 3 de janeiro de 2026 e levados aos Estados Unidos, onde enfrentam acusações criminais. A operação atingiu Caracas e abriu uma disputa sobre a legalidade do uso da força americana em território venezuelano. Após o sequestro, Trump declarou que os Estados Unidos pretendiam conduzir temporariamente os rumos do país e explorar suas reservas de petróleo.
O presidente voltou a reivindicar a operação em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22). Ao descrever a incursão em Caracas, disse que ela ocorreu “sob minha direção” e afirmou que Washington passou a trabalhar com as autoridades venezuelanas. O relato diante dos demais chefes de Estado e a republicação do vídeo, três dias depois, dão destaque ao mesmo episódio como resultado de sua gestão.
Fonte: Brasil 247
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