O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado e uma das vitrines do bolsonarismo no Paraná, virou um problema político para Ratinho Júnior (PSD) e Sergio Moro (PL) depois que a Operação Compliance Zero voltou a iluminar propostas no Congresso para elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Filipe não foi apontado como investigado pela Polícia Federal (PF) na fase que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), deflagrada nesta quinta-feira (7). Mas a coincidência legislativa é explosiva: o paranaense apresentou na Câmara dos Deputados o PL 4395/2024, com a mesma ideia central que agora aparece no coração político do caso Master.
O projeto de Filipe foi protocolado em 14 de novembro de 2024. A ementa registrada pela Câmara dizia que a proposta alterava o limite de cobertura do FGC para até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ. A proposição foi retirada pelo próprio autor em 3 de fevereiro de 2026, depois do avanço da crise em torno do antigo Banco Master.