Documento da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos revisa caso de Juscelino Kubitschek quase 50 anos após sua morte
A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) deverá reconhecer oficialmente que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima da ditadura militar brasileira. A conclusão consta em um relatório elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso no colegiado, segundo revelou a Folha de São Paulo.
O documento, que possui mais de 5 mil páginas incluindo anexos, sustenta que a morte de JK, ocorrida em 22 de agosto de 1976 na Via Dutra, não foi resultado de um acidente fortuito, como apontaram as investigações oficiais da época e a Comissão Nacional da Verdade, em 2014. A nova análise defende a tese de que o desastre automobilístico teria sido provocado de forma intencional, em uma ação ligada à repressão política da ditadura militar.