sábado, 24 de outubro de 2026

“VAR” desmente Flávio sobre Petrobras com VÍDEO em que ele defende privatização


                   O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (23), no confronto com Lula (PT) na TV Globo, que privatizará Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil caso seja eleito presidente. Após a declaração, o PT recuperou um vídeo em que o senador defende a privatização da petroleira.

“Eu não vou privatizar o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras”, afirmou Flávio. O candidato classificou como notícias falsas as declarações do adversário sobre o tema, em uma resposta na qual também prometeu reajustar o salário mínimo e as aposentadorias acima da inflação.

No registro resgatado pelo PT, Flávio afirma: “Eu sou a favor de privatizar Petrobras, sempre tenho falado isso até publicamente”. O trecho tem cerca de cinco segundos, exibe a marca do Canal UOL e traz o crédito do jornalista Tales Faria. A postagem não informa a data original da entrevista.

O PT apresentou a gravação como um “VAR” e acusou o candidato de mentir ao negar que queira privatizar a companhia. A publicação foi feita às 22h14, no horário de Brasília, enquanto os candidatos se enfrentavam na Globo.

VÍDEO: Globo desmente Flávio sobre deboche de Bolsonaro a vítimas da Covid


       Jair Bolsonaro zombando de vítimas da Covid. Foto: reprodução

Durante o debate presidencial transmitido pela Rede Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mentiu para defender a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cruzamento de dados com checagens feitas por agências de fatos e veículos da imprensa profissional, como o serviço Fato ou Fake, do g1, e o Estadão Verifica, desmente as afirmações do parlamentar sobre a atuação do ex-governo na pandemia da covid-19 e o valor do programa Bolsa Família.

Ao responder sobre a postura do ex-presidente durante a crise sanitária, Flávio afirmou que um vídeo em que Jair Bolsonaro aparece “suspirando” não se tratava de um deboche sobre pacientes em estado grave.

O senador solicitou que sua equipe publicasse no Instagram a “versão real” do trecho, alegando que o pai apenas criticava a orientação médica de esperar sentir falta de ar para procurar um hospital em um momento em que “não havia vacinas”. A checagem do Fato ou Fake classificou a declaração como falsa.

A gravação divulgada pela equipe do senador foi editada, omitindo cerca de 30 segundos do material original transmitido em uma live oficial de 18 de março de 2021. Agências de checagem relembraram que Bolsonaro imitou publicamente cidadãos sufocando por falta de ar em mais de uma oportunidade durante transmissões ao vivo naquele ano.

VÍDEO: Renata Lo Prete desmente Flávio Bolsonaro ao vivo em fala sobre desmatamento


Flávio Bolsonaro durante entrevista à TV Globo. Foto: Reprodução

A jornalista Renata Lo Prete desmentiu ao vivo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele responder sobre queimadas a uma pergunta a respeito da política de combate ao desmatamento do governo Lula. A intervenção ocorreu na entrevista concedida após o debate presidencial da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23).

Ao ser questionado se manteria a política ambiental da atual gestão federal, Flávio afirmou: “O atual governo deixa a Amazônia pra lá, a quantidade de focos de incêndio neste mês de outubro, com expectativa de superar todos os recordes da história”.

Lo Prete interrompeu o candidato para delimitar o tema da pergunta e apontar os dados divulgados neste mês pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Só para esclarecer […] eu não estava falando de queimada, eu estava falando de desmatamento e saiu um dado desse mês de recorde de baixa de desmatamento”, disse.

Os indicadores do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) apontaram que a Amazônia perdeu 3.335 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026. O número representa queda de 41,8% em relação ao ciclo anterior.


Dados do Inpe indicam menor desmatamento da série na Amazônia e no Cerrado

O resultado da Amazônia é o menor desde o início da série histórica, em 1988. No período anterior, de agosto de 2024 a julho de 2025, o Prodes havia contabilizado 5.731 quilômetros quadrados de área desmatada no bioma.

Lula “nocauteou” Flávio Bolsonaro, diz Vera Magalhães após debate da Globo


Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na Globo. Foto: reprodução

A jornalista Vera Magalhães, apresentadora do “Roda Viva”, afirmou que o presidente Lula (PT) “nocauteou” seu oponente na corrida à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante o debate da Globo na última sexta-feira (23). Para ela, o momento decisivo ocorreu quando o petista abordou o caso da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, assassinada em Niterói durante uma ação policial em 2021.

“Lula dominou o terceiro bloco do debate, como já havia vencido o segundo. Mesmo com suas dificuldades técnicas, o presidente nocauteou o adversário ao abordar o caso Ana Clara, inacreditavelmente a partir de uma deixa do próprio Flávio Bolsonaro”, afirmou Vera.

A jornalista destacou que o episódio se somou à revolta provocada pela fala sobre os “nove dedos” e que a defesa de Flávio ao policial acusado de matar a menina “indignou eleitores indecisos nos grupos focais”.

O confronto sobre o caso Ana Clara começou quando Lula cobrou Flávio por ter integrado a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte da criança. A mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o debate na plateia, a convite do presidente.

Depois de Lula apontar sua presença, Flávio se dirigiu a ela: “Ana Clara, eu quero falar para a senhora, prestar de verdade a minha solidariedade”. A mãe então gritou: “Ela morreu!”.

Moraes quebra sigilos de empresa de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro


      Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de uma das holdings do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi tomada na sexta-feira (23).

Moraes fixou prazo de 24 horas para o envio das informações. O cumprimento da determinação depende da formalização das notificações às autoridades responsáveis, conforme a reportagem. A ordem alcança três categorias de dados protegidos, além das restrições patrimoniais determinadas no mesmo despacho.

A decisão também inclui o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões, o cancelamento dos passaportes de Willer Tomaz, inclusive um diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de suas companhias. O valor é o teto da medida patrimonial, não uma quantia que já tenha sido localizada ou efetivamente bloqueada.

Willer Tomaz também é alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nessa frente, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro que teriam como beneficiário o senador Weverton Rocha (PDT-MA). O advogado e o parlamentar negam irregularidades.

Lula venceu o debate e tem saldo positivo entre indecisos, diz Lavareda

 Cientista político atribuiu nota 7,8 ao presidente, contra 7,0 de Flávio Bolsonaro, e apontou recuperação de Lula ao longo do confronto, com vantagem nos três últimos blocos

      Lula no debate da Globo - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve desempenho superior ao do senador Flávio Bolsonaro (PL) no último debate presidencial da TV Globo, realizado na sexta-feira (23), segundo análise do cientista político Antonio Lavareda. Em sua avaliação dos quatro blocos do confronto, Lavareda atribuiu média de 7,8 a Lula e 7,0 a Flávio, apontando vantagem do presidente em três dos quatro segmentos do programa.

“Lula venceu o debate por margem clara, embora não esmagadora”, afirmou Lavareda em sua análise. Segundo o cientista político, Flávio começou melhor, com pequena vantagem no primeiro bloco, mas Lula conseguiu se recuperar a partir do segundo e ampliou a diferença na etapa final.

O levantamento de Lavareda atribuiu as seguintes notas aos candidatos:

BlocoLulaFlávio Bolsonaro
Primeiro7,17,4
Segundo8,06,9
Terceiro7,87,3
Quarto8,46,3
Média7,87,0

A maior diferença ocorreu no quarto bloco, quando Lula recebeu nota 8,4, contra 6,3 de Flávio Bolsonaro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Professoras denunciam PMs por tomar camisetas de Lula e forçar suspeitos a usá-las


       Camisetas vermelhas de apoio ao presidente Lula. Foto: Reprodução

Duas mulheres acusaram policiais militares de coagi-las a retirar camisetas de apoio ao presidente Lula (PT), sob ameaça de prisão, durante uma abordagem na Comunidade Vitória Pantanal, em Piracicaba, no interior de São Paulo. A Polícia Civil registrou a denúncia como ameaça, constrangimento ilegal e abuso de autoridade.

As mulheres relataram que nove PMs as abordaram por volta das 9h de 21 de outubro, quando elas saíam da casa de uma delas. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes entraram no imóvel para procurar outras camisetas iguais às que as duas usavam.

No interior da residência, os policiais teriam recolhido duas peças. Uma das vítimas afirmou que os agentes exigiram que ela tirasse a camiseta que vestia e a entregasse à equipe.

A dupla também declarou ter visto os PMs obrigarem jovens rendidos na comunidade a vestir camisetas de apoio a Lula. Dois homens acabaram presos em flagrante, e um adolescente foi apreendido sob suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

‘Equipe de Flávio Bolsonaro queria atingir o canal de Lula por medo de debate’, dispara Lindbergh (vídeo)

 Segundo o petista, o senador está com medo da repercussão do debate entre os presidenciáveis nas plataformas digitais

     Lindbergh Farias -  Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

 O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comemorou nesta sexta-feira (23) a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impede o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, de suspender administrativamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que já bateu os 10 milhões de inscritos. Em vídeo na rede social X, o petista afirmou que a equipe do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) queria atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma possível suspensão da plataforma, porque o senador da extrema direita está com medo da repercussão do debate previsto para esta sexta-feira (23), a partir das 21h20, no Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. 

“O presidente do TSE tinha feito uma consulta à meta e deu um prazo de 24 horas. Olha, o que a gente estava achando é que ele queria tirar o canal exército do Lula no ar, justamente na hora do debate, na hora da repercussão no debate, sim”, disse. “Vitória da democracia, muito importante”, acrescentou o petista. 

Transporte coletivo de passageiros será gratuito em Apucarana no segundo turno das eleições

 Suspensão da cobrança da tarifa será neste domingo (25/10), das 6 às 19 horas, conforme decreto municipal

A Prefeitura de Apucarana informa que o transporte coletivo urbano será gratuito neste domingo (25/10), data do segundo turno das eleições de 2026. A suspensão da cobrança da tarifa pública, das 6 às 19 horas, está prevista no Decreto Municipal nº 319/2026, assinado pelo prefeito Rodolfo Mota.

A medida tem como objetivo garantir condições igualitárias para que a população exerça seu direito e dever de voto, conforme estabelecido no decreto.

O documento também determina que o serviço de transporte coletivo, operado pela Viação Apucarana Ltda. (VAL), funcione de forma eficiente e adequada à demanda, com a disponibilização da frota necessária para atender aos usuários, observada a programação estabelecida pelo poder concedente. A mesma medida de gratuidade esteve em vigor no primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro.

Conforme o decreto, o Município pagará à VAL pela prestação do serviço de transporte gratuito de eleitores nos dois turnos das eleições.

Fonte: Pòrtal de Notícias da Prefeitura

“Flávio Bolsonaro fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, diz Camilo Santana

 Coordenador da campanha de Lula afirma que candidato do PL não cumpriu compromisso de abrir dados bancários e fiscais de familiares e do advogado Willer Tomaz

   Senador Camilo Santana (PT-CE) fala em entrevista coletiva - Crédito: Reprodução/Youtube

 O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou Flávio Bolsonaro (PL) de não cumprir o acordo firmado entre as duas candidaturas para a abertura de sigilos bancários e fiscais dos presidenciáveis e de seus familiares. A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista coletiva na sede da campanha petista, em Brasília.

O entendimento entre as campanhas previa a divulgação de movimentações financeiras e conversas dos candidatos à Presidência da República e de integrantes de suas famílias, com o objetivo de permitir a apuração de possíveis irregularidades. A iniciativa havia sido apresentada inicialmente por Lula durante o debate presidencial promovido pela Band.

Durante a coletiva, Camilo afirmou que Flávio Bolsonaro não teria atendido às condições estabelecidas para a abertura dos dados. O senador também mencionou o advogado Willer Tomaz ao cobrar o cumprimento integral do compromisso.

“O candidato Flávio fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, declarou Camilo Santana. Ainda segundo ele, o documento apresentado pelo PL permite a abertura dos sigilos de Flávio apenas após decisão da Justiça.

Fonte: Brasil 247

Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro: Dark Horse e suspeita de dinheiro do PCC em campanha

 Ação no TSE aponta R$ 69 milhões em transferências ligadas ao filme. Petição inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar, candidato a vice do senador da extrema direita na eleição presidencial

Lula, Flávio Bolsonaro, PCC e cartaz do filem Dark Horse
Crédito: Divulgação I Agência Senado I Reprodução

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, por suspeitas de financiamento eleitoral ilícito e abuso de poder econômico. O documento pediu que investigadores apurem se recursos provenientes de estruturas financeiras investigadas por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) beneficiaram a campanha do senador, direta ou indiretamente. O pedido consta na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do petista. A petição também solicitou investigação sobre movimentações de aproximadamente R$ 69 milhões vinculadas ao filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

Além de Flávio Bolsonaro, o documento incluiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) entre os investigados. A coligação solicita a cassação do registro ou diploma da chapa presidencial e a declaração de inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos. A iniciativa consta de uma. 

O processo chegou à Corregedoria-Geral Eleitoral, sob responsabilidade do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Os advogados sustentam que a produção cinematográfica, apresentada como um projeto comercial, pode ter funcionado como instrumento de promoção política financiado por recursos sem identificação adequada de origem.

A campanha também pede que a Justiça Eleitoral investigue se parte do dinheiro destinado ao projeto audiovisual sustentou atividades políticas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo iniciativas que, segundo a petição, favoreceram a candidatura presidencial de seu irmão. A AIJE apresentada pela coligação do presidente Lula tem nº 0603371-06.2026.6.00.0000.

Secretário que pediu prisão de petistas a PMs se pronuncia: “Brincadeira”


O secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), James Mota. Foto: Reprodução

O secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), James Mota, afirmou que os áudios em que pede a prisão de eleitores petistas eram uma “brincadeira” entre policiais militares. Sargento da PM e afastado da função após o vazamento, ele reconheceu que passou do tom nas conversas.

Em uma das gravações, Mota diz: “Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo”. Ele também afirma que haveria uma forma de prender “legalmente” e chama petistas de “vagabundos”.

Ao comentar o caso, Mota sustentou que as conversas ocorreram em um grupo de amigos militares, onde haveria provocações políticas recíprocas. “Foi uma brincadeira, e claramente houve uma distorção das falas”, declarou, ao admitir que usou expressões mais fortes.

Em outro áudio, o secretário relata ter abordado pessoas que distribuíam material de campanha de Lula perto de escolas no primeiro turno. “Bora ficar só dentro de casa também não. Só reclamando, só colocando culpa em Alexandre de Moraes, em Lula. Bora para cima, meu filho”, afirmou.

Flávio Bolsonaro já teve sigilo quebrado; saiba o que foi revelado


Flávio Bolsonaro na Alerj. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, teve o sigilo bancário quebrado na investigação sobre suspeitas de rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os extratos de duas contas em seu nome registraram R$ 474 mil em depósitos em espécie, distribuídos em 184 operações entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018, período em que exerceu mandato de deputado estadual.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou Flávio em novembro de 2020 por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os promotores sustentaram que parte dos salários de funcionários teria custeado despesas pessoais e familiares e ampliado o patrimônio do então deputado. Em fevereiro de 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a quebra de sigilo bancário.

A maior parte dos depósitos em espécie tinha valor de R$ 2 mil, sem identificação de quem fez as operações. Em 27 de junho de 2017, os extratos apontaram dez depósitos desse valor; no dia seguinte, outros oito. Em 13 de julho daquele ano, houve mais 15 depósitos de R$ 2 mil.

Na denúncia, o MP classificou o fracionamento como um método típico de ocultação de recursos. “Esse método de depósitos de dinheiro em espécie de forma fracionada representa uma das mais clássicas tipologias de lavagem de dinheiro”, afirmou o órgão.

Movimentação bancária e despesas do casal

Flávio Bolsonaro em sua franquia da Kopenhagen. Foto: Reprodução
As contas registraram R$ 12,8 milhões em créditos ao longo dos 12 anos analisados. Após excluir resgates de aplicações financeiras, empréstimos e financiamentos, os créditos totalizaram R$ 8,7 milhões.

Os extratos indicaram ao menos R$ 2 milhões recebidos da Alerj. A Bolsotini, loja de chocolates ligada a Flávio, repassou outros R$ 978 mil entre 2015 e 2018, conforme os registros bancários examinados na investigação.

O Ministério Público também apontou que, entre 2010 e 2014, as despesas de Flávio e da esposa ultrapassaram em R$ 978 mil as receitas de origem lícita consideradas pelos promotores. A denúncia definiu o montante como “correspondente à estimativa de parte do enriquecimento ilícito” do casal.

Em diversos meses, os extratos não registraram pagamentos da escola das filhas, enquanto câmeras de uma agência bancária mostraram o ex-assessor Fabrício Queiroz quitando parte dessas despesas em dinheiro.

Depois de assumir o mandato de senador, em 2019, Flávio se mudou para Brasília e comprou, em janeiro de 2021, uma casa de R$ 5,97 milhões. O BRB financiou R$ 3,1 milhões do imóvel. Em abril daquele ano, ele registrou no mesmo endereço um escritório individual de advocacia, que emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em 62 notas fiscais entre 2023 e julho de 2026.

Fonte: DCM

Dados internos apontam tendência de virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro, diz ex-diretor do Datafolha

 Mauro Paulino afirma afirma que indicadores por idade, gênero e religião mostram avanço do presidente Lula na reta final da eleição

         Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales

A evolução dos indicadores eleitorais nas últimas semanas aponta para uma possível ultrapassagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. A avaliação é de Mauro Paulino, ex-diretor-geral do Datafolha, que identifica uma tendência de crescimento do petista e de enfraquecimento do candidato do PL às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25).

Paulino apresentou sua análise nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa Pulso Político, conduzido pela jornalista Daniela Lima, no UOL. O especialista, que atualmente dirige a Brazil Pulse, afirmou que os dados detalhados das pesquisas indicam uma movimentação favorável a Lula, embora o levantamento mais recente do Datafolha tenha registrado empate entre os candidatos.

“Estamos às vésperas de uma ultrapassagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro”, declarou Paulino.

A avaliação ocorre após a divulgação, na quinta-feira (22), de uma pesquisa Datafolha que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro com 50% dos votos válidos cada um. Apesar da igualdade no resultado geral, o ex-diretor do instituto considera que a análise dos diferentes segmentos do eleitorado revela mudanças que podem alterar o equilíbrio da disputa nos últimos dias de campanha.

“Os dados internos, todas as evoluções apontam para uma recuperação de Lula e uma leve queda na preferência por Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Temendo derrota, Eduardo defende fuga de Flávio Bolsonaro em caso de derrota para Lula

 Ex-deputado cassado questiona a segurança das urnas eletrônicas em podcast nos EUA e recomenda que o irmão deixe o país se perder o segundo turno

Eduardo Bolsonaro  - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deveria deixar o Brasil caso seja derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Durante uma entrevista a um podcast estadunidense, Eduardo também voltou a levantar suspeitas de fraude nas urnas eletrônicas, embora tenha admitido não possuir provas de irregularidades no sistema eleitoral brasileiro.

As declarações, segundo o G1, ocorreram durante uma participação presencial de Eduardo no programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político estadunidense Steven Crowder. A entrevista abordou a disputa presidencial brasileira, a situação judicial da família Bolsonaro e a possibilidade de derrota de Flávio nas urnas.

Ao ser questionado sobre o que a família faria caso o senador não conquistasse a Presidência, Eduardo chegou a mencionar, em suposto tom de brincadeira, uma intervenção militar dos EUA. “Mandar os fuzileiros navais”, respondeu, antes de rir.

Crowder reagiu afirmando que uma operação desse tipo provocaria protestos da esquerda nos Estados Unidos. O apresentador também fez referência à possibilidade de uma ação militar para retirar pessoas de uma prisão.

Na sequência, Eduardo passou a defender que Flávio deixasse o território brasileiro caso Lula fosse reeleito.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, declarou.

A recomendação foi apresentada depois de Eduardo acusar Lula de ameaçar seu irmão durante um debate presidencial. Segundo ele, o presidente teria mencionado a possibilidade de Flávio perder o mandato parlamentar e passar a ser investigado.

“Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, afirmou Eduardo.

Lula cresce, Flávio Bolsonaro cai e eleição fica empatada, revela Ipespe

 Nova pesquisa mostra que vantagem do senador caiu de cinco para apenas um ponto percentual; presidente avança na reta final da disputa

Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: Mauro Pimentel e Evaristo SA / AFP

A nova pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada nesta sexta-feira (23), mostra o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A diferença entre os candidatos caiu para apenas um ponto percentual, configurando empate técnico às vésperas da votação.

No levantamento estimulado, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto, contra 47% de Lula. Outros 3% declararam voto branco ou nulo, enquanto 2% não souberam responder. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Vantagem de Flávio despenca de cinco pontos para um

A evolução das três rodadas revela uma trajetória de aproximação entre os candidatos. Na primeira pesquisa, realizada entre 6 e 8 de outubro, Flávio tinha 49%, contra 44% de Lula. Na segunda rodada, o senador recuou para 48%, enquanto o presidente avançou para 46%. Agora, o petista chega a 47%, reduzindo a diferença para apenas um ponto.

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Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio caiu de 52,7% para 50,5%, enquanto Lula cresceu de 47,3% para 49,5%. Em duas semanas, a vantagem do candidato do PL despencou de 5,4 para apenas um ponto percentual.

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A pesquisa espontânea confirma o movimento de aproximação. Lula passou de 43% para 46% nas três rodadas, enquanto Flávio recuou de 48% para 47%.

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Ministro do TSE barra suspensão de canal Exército do Lula sem decisão do plenário da Corte

 Segundo o ministro Floriano de Azevedo Marques, o presidente do TSE, Kassio Nunes, também não poderá usar competências das plataformas digitais para impor novas restrições à campanha do PT

André Janones, Lula, Kassio Nunes Marques e Floriano de Azevedo Marques
Crédito: Ricardo Stuckert I Antonio Augusto/TSE I Tom Molina/STF

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23) que o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, não poderá voltar a suspender administrativamente o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). De acordo com a decisão, eventuais medidas para interromper ou restringir o funcionamento da plataforma de mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dependem de uma decisão judicial do plenário do tribunal.

O magistrado também proibiu que Nunes Marques utilize as competências administrativas de fiscalização das plataformas digitais para impor novas restrições ao “Exército do Lula”. A determinação permanece em vigor até que o plenário da Justiça Eleitoral examine a controvérsia em um processo judicial.

“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, afirma um trecho da decisão.