domingo, 18 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro manda esconder bandeira dos EUA e apoiadores pedem para Trump bombardear o Brasil em míssil

"Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear”, diz a frase escrita em inglês em um míssil inflável gigante levado pelos apoiadores de Flávio Bolsonaro ao ato na Avenida Paulista.

- Flávio Bolsonaro, com Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, e o míssil inflável pedindo que Trump ataque o Brasil na Paulista (Miguel Schincariol AFP / Reprodução X)

Em meio aos fatos que mostram o caráter entreguista de sua candidatura, Flávio Bolsonaro (PL) mandou, via organizadores, para que bandeiras dos EUA e de Israel fossem escondidas no ato que ocorreu na manhã deste domingo (18) na Paulista. Apoiadores, no entanto, levaram um míssil inflável pedindo para Donald Trump atacar o Brasil com armas nucleares.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os bolsonaristas com um míssil inflável na avenida Paulista onde se lê: “Trump nuke Brazil” – “Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear”, na tradução para o português.
O caso foi denunciado pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e a eleita Nat Boulos (PSOL-SP) nas redes sociais.

“Vendidos, lesa-pátria. É contra essa baixeza que lutamos. Pela soberania do nosso país, por amor ao Brasil e seu povo, é Lula 13”, escreveu Sâmia. “Olha o que eles querem pro País! É escandaloso”, emendou Nat.


Antes dos discursos, a organização do evento interveio para pedir que bandeiras de países estrangeiros, como Estados Unidos e Israel, fossem recolhidas, numa tentativa de concentrar a imagem do ato nos símbolos nacionais.

“Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, disse um membro da organização do carro de som principal. Mesmo com o pedido, agências de fotos registraram diversas bandeiras dos EUA e uma faixa escrita em inglês com pedido de liberdade pelos “patriotas”.

Fonte: Revista Fórum

Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário e telefônico

 Durante debate da Band, petista sugeriu entregar os documentos ao presidente do STF e ao presidente do TSE

      Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico durante o debate presidencial da Band deste domingo (18). Ao abordar as acusações de corrupção, Lula propôs que os dois candidatos autorizem o acesso às informações e estendam a iniciativa aos familiares, para que a população possa avaliar a conduta de cada um antes das eleições.

“Quero fazer um desafio ao Flávio. O Flávio Bolsonaro aqui, muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você e eu, amanhã, a abrirmos a nossa conta bancária, abrirmos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão”, declarou Lula.

A proposta foi apresentada como uma forma de permitir que os eleitores tenham acesso a informações sobre os dois candidatos antes de decidir o voto. O presidente afirmou que também estaria disposto a incluir os dados de seus familiares.

“Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família”, disse Lula ao detalhar o desafio feito ao adversário. O presidente também propôs que os documentos fossem entregues às autoridades responsáveis pela Justiça Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Flávio Bolsonaro desrespeita Lula e força intervenção de mediadora no debate da Band


O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) desrespeitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre saúde pública e provocou uma intervenção da mediadora no debate da Band neste domingo (18). A jornalista pediu que o cronômetro fosse parado e advertiu o candidato do PL de que ele já havia respondido à pergunta e deveria respeitar a vez do adversário.

“Candidato Flávio, o senhor já respondeu essa pergunta. O senhor não tem o direito de se manifestar nesse momento. Vamos respeitar o candidato Lula, que está respondendo”, afirmou. Antes da advertência, a mediadora precisou chamar repetidamente a atenção dos candidatos em meio à discussão: “Um minuto, por favor. Pare o cronômetro”.

O confronto ocorreu depois que Lula questionou o significado da promessa de Flávio Bolsonaro de levar o “padrão Einstein” ao Sistema Único de Saúde. O presidente perguntou se a proposta representava uma intenção de privatização. “Será que ele quer privatizar o SUS?”, indagou. Flávio Bolsonaro passou a se manifestar durante o tempo reservado à resposta do petista, e as falas se sobrepuseram.

Depois da intervenção, Lula retomou a palavra criticando a conduta do adversário. “Não tem comportamento ético, não?”, perguntou. O presidente também afirmou que Flávio Bolsonaro não entende de saúde pública e defendeu que a escolha de um responsável pela área deve considerar o conhecimento sobre o funcionamento do SUS.

Manifestação pró-Lula reúne multidão em Curitiba; VÍDEO


     Mais de 50 mil pessoas na capital do Paraná

Uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu uma multidão em Curitiba, capital do Paraná, neste domingo (18), a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais. Mais de 50 mil pessoas participaram.

A mobilização ocorreu no mesmo dia em que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) realizaram uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. A diferença populacional entre as duas capitais é grande: Curitiba tem cerca de 1,8 milhão de habitantes, enquanto São Paulo possui quase 12 milhões.

Os números de público divulgados para Curitiba ainda não foram confirmados por uma contagem independente. mas fala-se em 50 mil pessoas, enquanto em São Paulo o ato do representante da extrema-direita reuniu 70 mil pessoas.


Fonte: DCM


Justiça obriga Veja a publicar resposta de Lula sobre Vorcaro e Flávio Bolsonaro


          O presidente Lula (PT). Foto: Adriano Machado/Reuters

Por determinação da Justiça Eleitoral, a Veja publicou um direito de resposta da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reportagem sobre Daniel Vorcaro e o suposto financiamento de um filme sobre o petista. A manifestação nega qualquer vínculo entre Lula e o ex-banqueiro, contesta as informações divulgadas pela revista e apresenta acusações contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A resposta foi publicada após a reportagem “Primeiras Confissões”, da edição nº 3.016, de 9 de outubro de 2026. “Lula é o único candidato que não mantém e nunca manteve vínculo com Daniel Vorcaro”, afirma a campanha. O texto também compara a situação do ex-banqueiro durante os dois governos: “Por dever moral e republicano, cabe lembrar: no governo Bolsonaro, Vorcaro se tornou banqueiro; no governo Lula, virou prisioneiro”.

A campanha menciona a investigação contra Flávio Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeitas de crimes no financiamento de “Dark Horse”. “Quem é investigado pelo STF por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro no inquérito do Banco Master é o candidato Flávio Bolsonaro, que foi flagrado pedindo dinheiro ao líder do esquema, mentiu repetidamente à população e nunca prestou contas do valor arrecadado”, diz a manifestação. O documento também cita encontros, festas, mensagens e viagens como indícios da relação entre o senador e Vorcaro, segundo a campanha.

PF abre inquérito para apurar relação de Flávio Bolsonaro com alvo da Operação Sem Desconto

 Investigação foi distribuída ao STF e apura suspeita de conta bancária conjunta entre o senador e o advogado Willer Tomaz

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar possíveis crimes financeiros envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e o advogado e empresário Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto. A apuração inclui indícios de que os dois teriam compartilhado uma conta bancária.

A investigação foi distribuída ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (16) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O caso está sob coordenação do núcleo da Polícia Federal responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e à evasão de divisas.

O inquérito também apura a atuação de Tomaz em possíveis irregularidades envolvendo uma empresa de apostas esportivas e uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).

⦾ Investigação teve origem em dados de Willer Tomaz

Segundo a CNN Brasil, a apuração começou a partir da análise de informações armazenadas na nuvem de dados do advogado, que foi alvo de mandado de busca e apreensão em agosto, no âmbito da Operação Sem Desconto.

Os investigadores identificaram “movimentações bancárias de elevada materialidade” e “circulação antecipada de documentos relacionados a processos judiciais”.

Em relação a Flávio Bolsonaro, a suspeita de uma conta bancária compartilhada teria surgido em trocas de e-mails entre uma instituição financeira e o escritório de advocacia ligado a Tomaz, apontado como amigo do senador.

A assessoria de imprensa de Flávio negou a existência da conta conjunta. Em nota, Tomaz também contestou a informação e afirmou que ela não corresponde à verdade.

VÍDEOS: Atos pró-Lula tomam ruas de todo o Brasil a uma semana do 2° turno

     Manifestação de apoiadores de Lula em Brasília – Foto: Reprodução


Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizam manifestações em dezenas de cidades brasileiras neste domingo (18), a uma semana do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). A programação reúne atos políticos, carreatas, apresentações musicais e encontros culturais nas cinco regiões do país. Em Brasília, manifestantes se concentraram na Esplanada dos Ministérios durante a manhã, enquanto outras atividades estão previstas para a tarde em capitais e municípios do interior.

Na capital federal, a mobilização começou às 9h, em frente ao Museu Nacional da República. Segundo o PT, o ato integra a iniciativa “Bora Virar”, organizada para ampliar o diálogo com a população, conquistar novos votos e incentivar a participação no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Vias próximas à Esplanada dos Ministérios foram bloqueadas para a circulação de veículos. Lula estava em Brasília, mas não participou da manifestação. O presidente se prepara para um debate eleitoral previsto para a noite, em São Paulo.

No Rio de Janeiro, uma das principais atividades anunciadas é o “Ato Musical pela Democracia”, marcado para as 16h, no Posto 5 de Copacabana. Convocado por Caetano Veloso e organizado pela Mídia Ninja e pelo 342 Artes, o encontro tem participações anunciadas de Djavan, Simone, Marina Sena, João Bosco, Frejat e Fernanda Abreu. Também foi programada uma mobilização estudantil na região da Candelária, às 11h. A convocação do evento musical apresenta como pautas a defesa da democracia, a liberdade de expressão artística e o direito à reunião pacífica.

Janones é convocado por Lula para ajudar em debate contra Flávio na Band

    André Janones e Lula – Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados/Renato Pizzutto/Band

O deputado federal André Janones (Rede-MG) cancelou sua participação em uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para este domingo (18), no Rio de Janeiro, após ser convocado pelo petista para acompanhar o debate presidencial da Band. O encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcado para as 20h, será o primeiro confronto direto entre os dois candidatos nesta eleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones afirmou que estava viajando de carro para São Paulo para auxiliar Lula durante o programa. Segundo o parlamentar, a escolha do transporte permite acompanhar permanentemente as movimentações das duas campanhas.

“Eu fui chamado agora pelo presidente Lula para acompanhar ele no debate. Eu tenho que analisar tudo que está acontecendo dos 2 lados, do nosso e do de lá, por isso eu estou indo de carro para São Paulo. Estou viajando só de carro porque no carro eu não fico desconectado nenhum minuto. Se eu for de avião, não posso”, afirmou.

Janones ganhou destaque na campanha de reeleição de Lula por meio do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado no WhatsApp. O grupo reúne mais de 5 milhões de seguidores e foi alvo de disputas judiciais durante a corrida presidencial.



“Eu vou tá lá dentro do estúdio junto com o presidente Lula. Mas não é eu que vou tá lá não sic, são vocês, são esses mais de 5 milhões e 200 mil soldados da democracia. Soldados do exército de Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou o parlamentar.

Bolsonarista Gayer pode perder o mandato por gastos suspeitos; entenda


       Gustavo Gayer – Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Gustavo Gayer (PL), candidato ao Senado por Goiás nas eleições de 2026, é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pode resultar na cassação de seu registro ou diploma. O processo, apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), aponta suspeitas de abuso de poder econômico e gastos não declarados com propaganda eleitoral. A ação foi ajuizada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e pela coligação Goiás Pode Mais.

A investigação solicitada envolve materiais de campanha utilizados em Goiânia no domingo (4), data do primeiro turno das eleições. Os autores questionam a instalação de placas, bandeiras e wind banners, peças publicitárias verticais, em canteiros e áreas gramadas da cidade. Fotografias anexadas ao processo mostram parte desses materiais exposta em espaços públicos, inclusive sem pessoas responsáveis por segurá-los.

Um dos principais pontos da ação é a origem dos recursos utilizados para produzir os wind banners. De acordo com os autores, a prestação de contas da campanha registra R$ 48.807 em despesas com materiais gráficos contratados junto à Gráfica Monte Cristo. Entretanto, a documentação consultada não permitiria identificar de maneira inequívoca os valores destinados especificamente às peças questionadas.

Kassio manda retirar vídeo de Lula sobre repasses de Vorcaro a Flávio Bolsonaro


    Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de um vídeo publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que afirmava que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “recebeu quase 70 milhões de Vorcaro”. A decisão provisória atende a um pedido do PL.

No vídeo, Lula também disse haver “73 milhões no bolso dos Bolsonaros”. Nunes Marques avaliou que os elementos disponíveis não permitem afirmar que os valores ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido entregues diretamente ao senador.

“Os elementos disponíveis, neste exame preliminar, não demonstram que os valores mencionados na propaganda tenham sido pessoalmente recebidos pelo representante”, escreveu o presidente do TSE.

O ministro afirmou que operações, tratativas ou repasses envolvendo terceiros, empresas ou projetos não autorizam, sem prova objetiva adicional, a declaração categórica de que Flávio Bolsonaro recebeu diretamente as quantias.

Alcolumbre articula reeleição ao comando do Senado e tenta dividir bancada do PL

 Presidente da Casa busca apoio de partidos aliados, negocia cargos e aposta em dissidências no partido de Flávio Bolsonaro para derrotar Rogério Marinho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre – 7/8/25 - Crédito: Edilson Rodrigues/Senado

 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações para permanecer no comando da Casa, independentemente de quem vença a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Diante da decisão do PL de lançar o senador Rogério Marinho (RN) como adversário, Alcolumbre trabalha para dividir a bancada da legenda, consolidar o apoio de outras siglas e ampliar sua influência sobre os parlamentares que assumirão seus mandatos em 2027.

Segundo o G1, a movimentação ganhou força depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou que o partido não apoiará a recondução de Alcolumbre. A legenda elegeu 19 senadores nas eleições de 2026 e contará com uma bancada de 29 integrantes na próxima legislatura, tornando-se uma força decisiva na disputa pela presidência do Senado.

A estratégia de Alcolumbre consiste em impedir que o crescimento do PL se traduza automaticamente em votos para Marinho. O presidente da Casa avalia que mantém relações políticas com integrantes da bancada adversária e pretende explorar essas alianças para enfraquecer a candidatura anunciada pela direção partidária.

⦾ Alcolumbre tenta dividir o PL e ampliar apoio no Senado

Um dos principais nomes dessa articulação é o senador Eduardo Gomes (PL-TO), atual vice-presidente do Senado e integrante do grupo político de Alcolumbre. De acordo com aliados ouvidos pela reportagem, Gomes deverá ser escolhido relator do Orçamento de 2027, embora um entendimento anterior previsse que a função seria destinada a um parlamentar do MDB.

A possível indicação é interpretada como um gesto em direção aos senadores do PL que mantêm proximidade com o atual presidente da Casa. O objetivo é demonstrar que a permanência de Alcolumbre no comando do Senado poderá assegurar espaços de influência à legenda, mesmo sem o apoio formal de sua direção.

Nos bastidores, Alcolumbre reconhece a legitimidade do PL para apresentar uma candidatura própria, mas recorda que o partido já enfrentou dificuldades em disputas anteriores pela Mesa Diretora. Em 2025, a sigla optou por apoiar sua eleição, evitando um confronto direto.

As projeções de aliados indicam que Alcolumbre poderia reunir pelo menos 49 votos, número alcançado por Rodrigo Pacheco na eleição de 2023. Outros interlocutores apresentam uma estimativa mais conservadora, de 44 votos. Em ambos os cenários, os cálculos apontam uma vantagem inicial para o atual presidente, embora a composição definitiva dos apoios ainda dependa das negociações.

O movimento também envolve a tentativa de reunir outras legendas em torno de uma candidatura capaz de enfrentar o peso da bancada bolsonarista.

Na terça-feira (13), os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA), líderes de suas respectivas bancadas, anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre.

“Eu tive a oportunidade de exercer o meu voto favorável à sua Presidência e posso exercê-lo de novo pelo trabalho, pela sua perseverança, pela sua presença no Senado Federal discutindo as matérias”, declarou Otto Alencar.

Vorcaro sugere torcida pela morte de Lula após cirurgia no cérebro: “Na traaaveeeee”

       Lula e Daniel Vorcaro. Fotomontagem: Brenno Carvalho/Agência O Globo e Ana Paula Paiva/Valor


Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, registram uma ironia sobre a cirurgia de emergência no cérebro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao encaminhar uma notícia sobre o procedimento, Vorcaro escreveu: “Na traaaveeeee”. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo.

A conversa ocorreu uma semana depois de Vorcaro se reunir com Lula no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024. O empresário havia tentado obter uma audiência com o presidente antes do encontro.

A Polícia Federal encontrou as mensagens no aparelho de Vorcaro. O conteúdo indica que a reunião no Planalto não aproximou o dono do Banco Master do presidente.

Vorcaro enviou o link sobre a saúde de Lula ao sócio Augusto Lima. A mensagem tratava da internação do presidente no Hospital Sírio-Libanês.

TSE rejeita pedido do Novo para barrar atos com artistas pró-Lula

 Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirma que não há provas de que manifestações sejam comícios disfarçados e alerta para risco à liberdade de expressão

TSE - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o pedido do Partido Novo para suspender manifestações do movimento Brasil nas Ruas, programadas para este domingo (18) em diferentes cidades do país.

O partido alegou que os atos, convocados para a reta final do segundo turno presidencial, poderiam funcionar como “showmícios” em benefício da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sigla também pediu que os organizadores fossem obrigados a apresentar documentos financeiros e preservar comunicações relacionadas à preparação dos eventos.

Na decisão, Cueva afirmou que não há elementos suficientes para concluir que as manifestações sejam comícios ou reuniões eleitorais destinados a promover a candidatura petista por meio de apresentações artísticas.

“Não se verifica, neste momento processual, demonstração suficiente de que os eventos anunciados constituam comícios ou reuniões eleitorais destinadas à promoção da candidatura mediante apresentações artísticas, de modo a justificar sua suspensão preventiva”, escreveu o ministro.

Após entrevista de Roberta Luchsinger, Fábio Luís diz que comprovará sua inocência nos autos

 Defesa nega irregularidades, contesta declarações à CNN e denuncia vazamentos com objetivo de interferir na pauta da imprensa durante o período eleitoral

Roberta Luchsinger, em entrevista à CNN - Crédito: Reprodução Youtube

 Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, afirmou, por meio de sua defesa, que não cometeu nenhuma irregularidade e que comprovará sua inocência nos autos das investigações. Em nota divulgada neste sábado (17), após a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, o advogado Guilherme Suguimori Santos contestou as acusações públicas da entrevistada e afirmou que elas são incompatíveis com o depoimento prestado por ela às autoridades.

O documento também sustenta que Fábio Luís se colocou à disposição da Justiça desde o início das apurações e teve seus dados bancários, fiscais e telemáticos abertos. A defesa denuncia o que considera indícios de manipulação e direcionamento das investigações, além de vazamentos ilegais com finalidade eleitoral.

“Assim como fez em diversas acusações anteriores, inclusive na operação do INSS em que não foi nem sequer indiciado, Fábio Luís comprovará sua inocência nos autos, após ter contato com dados e provas concretas”, afirma a nota.

“Três perguntas, três mentiras”: tucano histórico expõe as contradições de Flávio no JN


Flávio Bolsonaro fala ao microfone. Foto: Reprodução

José Aníbal, ex-senador por São Paulo pelo PSDB, acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de responder com “três mentiras” a perguntas sobre salário mínimo, aposentadorias e gastos com saúde e educação durante entrevista a Renata Lo Prete, na TV Globo. Em publicação nas redes sociais, o tucano afirmou que as respostas contradizem declarações recentes do candidato e de sua equipe econômica.

“Ele é um político sem qualquer compromisso com o que fala”, escreveu Aníbal. O ex-senador disse que a entrevista começou com três perguntas “aparentemente combinadas”, sem apresentar, na postagem, evidências de combinação prévia.

A crítica se refere às declarações de Flávio de que manteria os reajustes do salário mínimo acima da inflação, não desvincularia a correção das aposentadorias do mínimo e não proporia mudar a Constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação.

Deixa o Flávio falar(5). A entrevista da Globo começou com três perguntas, aparentemente combinadas. Respondidas de bate pronto com três mentiras. Ele é um politico sem qualquer compromisso com o que fala. Como o pai que falava em mudar tudo e entregou sorrindo centenas de milhares de cadáveres, Flavio esconde o jogo.

VÍDEO: vereador bolsonarista quebra vidro de carro com haste de bandeira do Brasil


O vereador bolsonarista Denys Morais (PRD) da cidade de Almirante Tamandaré (PR). Reprodução

O vereador bolsonarista Denys Moraes (PRD-PR), de Almirante Tamandaré, foi identificado como o homem que usou a haste de uma bandeira do Brasil para quebrar o vidro traseiro de um carro no Centro de Curitiba, na noite deste sábado (17).

O ataque aconteceu na esquina das ruas XV de Novembro e Dr. Muricy, após um ato de apoio a Flávio Bolsonaro que contou com a presença de Sérgio Moro, Carlos Bolsonaro e outras lideranças políticas.

As imagens mostram pessoas chutando o carro e arremessando objetos para dentro do veículo antes de o vereador quebrar o vidro com a haste da bandeira. Após o ataque, Moraes deixou o local.

O motorista e sua companheira não ficaram feridos e registraram boletim de ocorrência.

Lula tem 51% dos votos válidos contra 49% de Flávio Bolsonaro, aponta Vox Brasil

A maioria dos eleitores também acreditam que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acham que o senador vai vencer. Instituto Vox Brasil foi um dos poucos que projetou Flávio Bolsonaro à frente no 1º turno.


Pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada na madrugada deste domingo (18), confirma a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente liderando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais por 51% a 49% dos votos válidos. O Vox Brasil foi um dos poucos institutos de pesquisa a apontar que o senador terminaria o primeiro turno à frente.

Na pesquisa estimulada, divulgada neste domingo, Lula tem 46,4% das intenções de voto contra 44,6% de Flávio Bolsonaro, com 5% de brancos e nulos e 3,9% de indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual mostra uma situação de empate técnico, com o presidente à frente, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não são informados dos nomes dos candidatos, Lula é citado por 44,9% e Flávio Bolsonaro por 43,8%.

A maioria dos eleitores também acreditam que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acham que o senador vai vencer. Outros 11,5% não souberam responder.

Lula e Flávio Bolsonaro também registram a mesma rejeição, segundo o Vox Brasil: 45,3% – 4,7% dizem rejeitar os dois candidatos e 2,4% não rejeitam nenhum.

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%.

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Instituto já apontava virada

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 9 de outubro, o Instituto Vox Brasil já mostrava Lula à frente de Flávio Bolsonaro, com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% – diferença de 1,5 pontos, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.