domingo, 18 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro desrespeita Lula e força intervenção de mediadora no debate da Band


O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) desrespeitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre saúde pública e provocou uma intervenção da mediadora no debate da Band neste domingo (18). A jornalista pediu que o cronômetro fosse parado e advertiu o candidato do PL de que ele já havia respondido à pergunta e deveria respeitar a vez do adversário.

“Candidato Flávio, o senhor já respondeu essa pergunta. O senhor não tem o direito de se manifestar nesse momento. Vamos respeitar o candidato Lula, que está respondendo”, afirmou. Antes da advertência, a mediadora precisou chamar repetidamente a atenção dos candidatos em meio à discussão: “Um minuto, por favor. Pare o cronômetro”.

O confronto ocorreu depois que Lula questionou o significado da promessa de Flávio Bolsonaro de levar o “padrão Einstein” ao Sistema Único de Saúde. O presidente perguntou se a proposta representava uma intenção de privatização. “Será que ele quer privatizar o SUS?”, indagou. Flávio Bolsonaro passou a se manifestar durante o tempo reservado à resposta do petista, e as falas se sobrepuseram.

Depois da intervenção, Lula retomou a palavra criticando a conduta do adversário. “Não tem comportamento ético, não?”, perguntou. O presidente também afirmou que Flávio Bolsonaro não entende de saúde pública e defendeu que a escolha de um responsável pela área deve considerar o conhecimento sobre o funcionamento do SUS.


A pergunta apresentada aos dois candidatos cobrava medidas para ampliar o atendimento, reduzir a espera por especialistas, exames e cirurgias e explicar de onde viriam os recursos. Cada concorrente tinha dois minutos para responder. Flávio Bolsonaro falou primeiro e citou Claudio Lottenberg, escolhido para comandar o Ministério da Saúde caso o senador vença a eleição.

O candidato do PL prometeu um prontuário eletrônico integrado pelo CPF, telemedicina e atendimento semelhante ao da rede privada, mas não detalhou a fonte de financiamento das medidas naquela resposta. Lula, por sua vez, criticou a gestão da pandemia no governo de Jair Bolsonaro e defendeu a recuperação do sistema público. “Tenho muito orgulho de estar trabalhando para recuperar o SUS, de dar dignidade ao SUS, de dar dignidade aos médicos”, declarou.

Fonte: DCM

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