terça-feira, 6 de outubro de 2026

Lula perdeu para abstenção e virada de Flávio foi “ilusão de ótica”, diz Lavareda


     Lula e Flávio Bolsonaro

A ultrapassagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial foi uma “ilusão de ótica”. A avaliação é do cientista político Antonio Lavareda, que explicou, em entrevista ao Programa do Noblat, no YouTube, que o senador de extrema-direita não teria experimentado uma disparada de última hora. O que ocorreu, segundo ele, foi principalmente uma perda de votos de Lula para a abstenção.

Lavareda afirmou que, nas pesquisas realizadas na véspera e na antevéspera da eleição, Flávio Bolsonaro aparecia com aproximadamente 35% dos votos considerando o total do eleitorado. Na urna, o senador terminou com 35,34%, praticamente repetindo o percentual que já vinha sendo indicado pelos levantamentos.

“Flávio foi crescendo, ultrapassou o Lula, mas isso é uma ilusão de ótica, é uma boa descrição das aparências, mas é só ilusão de ótica”, afirma Lavareda.

Para ele, a interpretação de que Flávio “passou” Lula porque cresceu muito na reta final não corresponde ao que os números mostram. Ele comparou a situação a uma corrida na qual um competidor não é necessariamente ultrapassado porque o adversário acelerou, mas porque ele próprio diminuiu o ritmo.

Segundo Lavareda, Lula tinha cerca de 39% das intenções quando considerados os votos sobre o total do eleitorado e chegou à urna com aproximadamente 34%. A diferença, de cerca de 5 pontos, teria sido absorvida principalmente pela abstenção.

“Lula perdeu votos e ficou atrás dele, como se um corredor numa disputa começasse a correr para trás e por isso fosse ultrapassado, não porque o outro estava correndo mais rápido”, explicou.

VÍDEO – “Vou tocar o terror”: Marçal quer vaga no STF de Flávio Bolsonaro vencer


      Pablo Marçal e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O empresário e influenciador Pablo Marçal afirmou que aceitaria ocupar qualquer cargo em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL), inclusive uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), caso o parlamentar vença a eleição presidencial em 25 de outubro.

Em participação no programa da BNTV Brasil, no domingo (4), Marçal declarou: “O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me por de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de direito, eu vou tocar o terror lá no STF”.

Na mesma fala, Marçal citou a possibilidade de comandar uma área que chamou de “Superinteligência”. “Se ele quiser me colocar para ser o ministro da ‘Superinteligência’, se quiser me colocar para qualquer coisa eu estou dentro”, disse.

O influenciador comentou o resultado do primeiro turno e condicionou sua disposição para integrar o governo à vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Band muda a data para o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

 Emissora adiou encontro do segundo turno. ++Record mantém data de 11 de outubro, e Globo prevê debate para o dia 23

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro avançam ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A TV Bandeirantes remarcou para 18 de outubro o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputarão o segundo turno da eleição presidencial, marcada para o dia 25 deste mês.

O encontro estava previsto para o próximo domingo (11), mas as campanhas ainda não haviam confirmado a presença dos candidatos. A Band informou que realizará o debate às 20h, com transmissão também pelo Estadão, TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan.

A mudança altera o calendário dos confrontos televisivos na reta final da eleição. A TV Record mantém debate marcado para 11 de outubro. A TV Globo prevê realizar o encontro entre Lula e Flávio em 23 de outubro.

PGE pede que TSE aceite desistência de Garotinho; medida pode levar Ruas à vitória no 1º turno

 Parecer do Ministério Público Eleitoral aponta que votos do ex-governador seriam anulados e resultado da eleição poderia ser reprocessado

Anthony Garotinho - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou nesta terça-feira (6) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceite o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A manifestação pode alterar o resultado da eleição estadual.

A PGE também apresentou uma alternativa caso o TSE não homologue a desistência: que o recurso seja rejeitado e o indeferimento do registro de candidatura seja mantido. Nas duas possibilidades, os 274.411 votos recebidos por Garotinho seriam anulados definitivamente.

Moraes arquiva inquérito contra Marcos do Val, Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio

A decisão atendeu a um pedido feito pela PGR

O ministro Alexandre de Moraes - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes arquivou o inquérito contra o senador Marcos do Val (Avante-ES) e os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, em decisão de 10 de setembro.

O magistrado também revogou as ordens de prisão contra Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, que vivem no exterior.

A investigação tratava de ataques e da divulgação de dados pessoais do delegado da Polícia Federal (PF) Fabio Shor nas redes sociais.

O caso levou Moraes a determinar, em 2024, a prisão dos dois jornalistas e o bloqueio de bens de Marcos do Val.

Em agosto de 2025, a PF anunciou os indiciamentos do senador do Avante, de Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo por obstrução de Justiça e incitação ao crime.

Após o indiciamento, o ministro do STF decidiu enviar o relatório final da PF à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão chefiado pelo procurador Paulo Gonet concluiu que as provas reunidas no inquérito não sustentavam as denúncias contra os investigados.

Caso Master: Galípolo presta depoimento à PF como testemunha

 Investigação apura suspeita de que Daniel Vorcaro tenha cooptado servidores do Banco Central

Gabriel Galípolo e Daniel Vorcaro -  Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado | Reprodução

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (6), na condição de testemunha, em uma investigação relacionada ao Banco Master. Ele foi questionado sobre o processo de fiscalização da instituição financeira. As informações são do SBT News. 

A oitiva integra o inquérito que apura suspeitas de que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha cooptado servidores do Banco Central para atuar em defesa dos interesses do Master perante a autoridade monetária.

A intimação de Galípolo havia sido determinada pela Polícia Federal em 3 de agosto. A investigação busca esclarecer se servidores do BC prestaram uma assessoria informal a Vorcaro para favorecer os interesses da instituição financeira junto ao próprio Banco Central.

Galípolo foi ouvido exclusivamente na condição de testemunha. As informações divulgadas pelo SBT News não apontam o presidente do Banco Central como investigado no inquérito.

Zema nega encontros com Vorcaro, mas almoçou com o banqueiro em 2024


     Daniel Vorcaro e Romeu Zema. Foto: Reprodução

Romeu Zema afirmou que nunca se encontrou com Daniel Vorcaro, ao comentar um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário. “Apesar de eu morar na mesma cidade que ele, quantas vezes eu estive com o banqueiro bandido? Quantas reuniões eu tive? Quantas ligações eu fiz para ele? Quantos encontros eu tive com ele? Zero”, declarou o governador de Minas Gerais.

Durante a campanha eleitoral de 2024, porém, Zema participou de um almoço com Vorcaro na casa do empresário Argeu Geo, que atua nos setores de mineração, agronegócio e seguros.

Campanha de Lula vai apostar no medo do fim de programas sociais para aumentar rejeição a Flávio Bolsonaro

 Presidente quer alertar eleitores sobre programas sociais e aposentadorias; segurança pública e combate à abstenção também serão reforçados

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva para associar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao risco de redução de programas sociais e mudanças prejudiciais aos aposentados. A estratégia faz parte da reorganização do segundo turno, depois de Lula terminar a primeira etapa da eleição atrás do adversário.

Segundo a Folha de São Paulo, Lula orientou aliados a mostrar aos beneficiários de políticas sociais que a manutenção dos programas não deve ser considerada automática. A campanha pretende sustentar que compromissos econômicos assumidos pelo adversário poderiam exigir cortes de gastos com impacto sobre ações destinadas à população de menor renda.

O alerta também será direcionado aos aposentados. A campanha pretende destacar o risco de desvinculação das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo e lembrar aos trabalhadores que, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), não houve ganho real do mínimo.

A avaliação entre integrantes da campanha é que parte do eleitorado considera os benefícios sociais consolidados e, por isso, já não associa necessariamente sua existência aos governos petistas. A estratégia para o segundo turno será argumentar que essas políticas podem sofrer alterações dependendo do resultado da eleição.

Ex-ministro de Bolsonaro investigado na Farra do INSS deve retornar à Câmara de SP


                 Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência. Foto: Reprodução/Breno Esaki

Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro (PL), deve assumir uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo pelo PSD. Conhecido anteriormente como José Carlos Oliveira, ele deve ser diplomado vereador após a eleição de Carlos Bezerra Jr. para deputado federal e de Thammy Miranda para deputado estadual. Com informações de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.

A mudança também depende da posição de Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Com a lista de suplentes do PSD em movimento, Aurélio Nomura, diretor executivo da SP Negócios, e Oliveira devem ocupar vagas no Legislativo paulistano.

Lula avalia indicar novo ministro do STF após segundo turno

 Presidente considera aproveitar atual composição do Senado; Pacheco e Tebet estão entre nomes mencionados no governo

Luiz Inácio Lula da SIlva - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia apresentar ainda em 2026 uma nova indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), logo após o segundo turno das eleições. O cálculo do Palácio do Planalto é aproveitar a atual composição do Senado para tentar garantir a aprovação do escolhido antes da posse da nova bancada eleita. A informação é do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Integrantes do governo e dirigentes do PT consideram que uma votação neste ano poderia ser mais favorável ao Planalto diante da perspectiva de fortalecimento da direita no Senado a partir de 2027.

Bolsonarista Douglas Ruas é investigado por peculato, lavagem e organização criminosa


     O deputado estadual Douglas Ruas (PL). Foto: ALERJ/Divulgação

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu investigação contra o deputado estadual bolsonarista Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo fluminense, por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, delitos licitatórios e organização criminosa. O procedimento tramita sob segredo de Justiça.

Os promotores apuram o crescimento patrimonial de empresas ligadas a Ruas, entre elas a empreiteira Saur Construção, Terraplanagem e Locação e a administradora financeira DM Invest Consultoria e Participações.

Para o MP-RJ, a expansão financeira das companhias coincidiu com a ascensão política de Ruas e de seu pai, Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo. Testemunhas ouvidas pela promotoria afirmaram que atuavam no suposto esquema ilícito.

A investigação também considera uma auditoria realizada na gestão interina do desembargador Ricardo Couto sobre contratos firmados quando Ruas comandava a Secretaria das Cidades no governo de Cláudio Castro (PL).

Candidatos com Lula no nome têm desempenho superior aos que usaram Bolsonaro

 Entre os 11 candidatos que incorporaram “Lula” ao nome, três foram eleitos e um avançou ao segundo turno.

      Lula no Flow - Crédito: Ricardo Stuckert

Candidatos que adotaram “Lula” no nome de urna tiveram desempenho eleitoral superior ao registrado por concorrentes que utilizaram “Bolsonaro”, quando desconsiderados os integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os 11 candidatos que incorporaram “Lula” ao nome, três foram eleitos e um avançou ao segundo turno.

O levantamento foi publicado pelo jornal O Globo nesta terça-feira (6), com base nos resultados do primeiro turno das eleições de 2026. Do outro lado, também houve 11 candidatos sem parentesco com Jair Bolsonaro que utilizaram “Bolsonaro” no nome de urna, mas somente dois conquistaram mandato.

Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno presidencial, outros 11 candidatos recorreram ao nome “Lula” durante a campanha eleitoral.

Entre os eleitos está Lula da Fonte (PP), que conquistou uma cadeira de deputado federal por Pernambuco com 147.913 votos.

No Piauí, Júlio César O Julim do Lula (PSD) foi eleito senador ao receber 989.146 votos. No Rio Grande do Norte, Samanda de Lula (PT) também conquistou uma vaga no Senado, com 635.924 votos.

Outro candidato que avançou na disputa foi Cadu de Lula (PT), concorrente ao governo do Rio Grande do Norte. Ele terminou o primeiro turno na segunda colocação e enfrentará Allyson Bezerra no segundo turno.

Sete candidatos que utilizaram “Lula” não conseguiram se eleger. A lista inclui Carlin Lula (Avante-MG), Carlos Lula (PSB-MA), Dr. Célio, Lula do Bem (PL-SP), Lula da Tapioca (Mobiliza-PB), Lula de Alagoas (PT-AL), Lula Tio do Biscoito (PT-MG) e Panayotis do Lula (PT-RJ).

Carlos Lula terminou a eleição como suplente após receber 22.550 votos. Lula de Alagoas obteve 727 votos, enquanto Lula Tio do Biscoito recebeu 3.904.

Mendonça manda excluir posts falsos que dizem que Lula jogou bandeira do Brasil no chão

 Ministro determinou retirada de 16 publicações e afirmou que vídeo mostra presidente entregando símbolo nacional a fotógrafo

Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O ministro André Mendonça determinou que plataformas digitais retirem do ar 16 publicações que afirmam falsamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jogou ou deixou a bandeira do Brasil no chão após votar no domingo (4), em São Bernardo do Campo (SP).

A decisão foi publicada na segunda-feira (5) e estabeleceu prazo de até 24 horas para a exclusão do conteúdo. Na manhã desta terça-feira (6), porém, ao menos dez das publicações indicadas pelo ministro ainda permaneciam disponíveis nas redes sociais.

Mendonça fundamentou a medida no vídeo completo do episódio, divulgado pela GloboNews. As imagens mostram que Lula entrega a bandeira nacional ao fotógrafo de sua campanha, contrariando a versão disseminada nas publicações de que o presidente teria atirado o símbolo ao chão.

Diante das imagens, o ministro considerou que as postagens individualizadas divulgavam uma informação falsa sobre o episódio e, por isso, deveriam ser removidas.

“Mostra-se adequada, portanto, a remoção apenas das publicações especificamente individualizadas em que se reproduz a afirmação factual de que Luiz Inácio Lula da Silva jogou, atirou ou deixou a bandeira do Brasil no chão”, afirmou Mendonça na decisão.

O episódio ocorreu quando Lula chegou para votar nas eleições gerais, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente, candidato à reeleição pelo PT, carregava uma bandeira nacional durante a chegada ao local de votação.

Eduarda Campopiano é denunciada ao MP-SP por transfobia contra Erika Hilton

 Representação de Sofia Favero acusa deputada eleita do PL de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero contra parlamentar do PSOL

Eduarda Campopiano - Crédito: Reprodução

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após publicar nas redes sociais uma mensagem em que se refere à deputada federal Erika Hilton (PSOL) como “homem biológico”.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (5) pela também deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.

Na representação, Favero sustenta que a publicação pode configurar transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero e pede a abertura de investigação e a responsabilização de Campopiano.

A postagem foi feita após as eleições de domingo (4). Ao comentar os resultados das urnas, Campopiano dirigiu-se a Erika Hilton e escreveu: “como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”.

A denúncia argumenta que a declaração constitui um ataque dirigido à identidade de gênero de Erika, mulher trans que exerce mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Moraes autoriza Débora do Batom a passar para o regime semiaberto

 Condenada a 14 anos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, cabeleireira ficou conhecida por pichar a estátua A Justiça com batom vermelho

Após pedido de Moraes, Secretaria de SP afirma ao STF que "Débora do Batom" não violou tornozeleira eletrônica - Crédito: Joedson Alves/Agência Brasil / Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Débora recebeu pena de 14 anos de prisão por crimes relacionados à invasão e à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A cabeleireira ganhou notoriedade após escrever “perdeu, mané” com um batom vermelho na estátua A Justiça, obra de Alfredo Ceschiatti instalada diante da sede do STF. O episódio ocorreu durante os ataques de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo.

Com a autorização de Moraes, Débora poderá passar do regime fechado para o semiaberto. Nessa modalidade, o condenado pode exercer trabalho externo durante o dia, mas deve retornar ao estabelecimento prisional para o recolhimento noturno e permanecer no local nos dias de folga.

A pena de 14 anos imposta a Débora foi dividida entre cinco crimes. Pelo delito de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ela foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão. A condenação por golpe de Estado corresponde a outros cinco anos.

Miriam Leitão critica euforia do mercado com Flávio Bolsonaro: “Por quê?”


          A jornalista Miriam Leitão durante participação na “Central das Eleições”, da GloboNews. Foto: Reprodução

A jornalista Miriam Leitão criticou nesta segunda-feira (5) a euforia do mercado financeiro após o primeiro turno da eleição presidencial, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na GloboNews, ela questionou a alta dos ativos sem que o candidato do PL tenha detalhado medidas fiscais durante a campanha.

“O mercado hoje comemorou. Bolsa subiu, eu vi. Dólar caiu. Felizes da vida. E aí você pergunta, por quê mesmo? Não, porque o Flávio vai fazer o ajuste fiscal, mas qual o ajuste que ele disse? Em algum momento ele explicou o ajuste? Não”, afirmou a comentarista.

Miriam também ironizou as referências genéricas a cortes de despesas e impostos atribuídas ao candidato. “Ele vai dar uma tesourada, mas tesourada é o quê? O que é uma tesourada? Tesourada não é nada, né? Vai cortar imposto, mas qual é o imposto que ele disse que vai cortar?”, disse.

O Ibovespa subiu mais de 7% e atingiu recorde após a divulgação do resultado eleitoral. No mesmo movimento, o dólar caiu cerca de 4%, em uma reação associada por analistas à expectativa de uma agenda econômica mais alinhada aos interesses dos investidores.

Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro nesta terça

 Ex-governador de Goiás receberá candidato do PL em Goiânia e formalizará posição no segundo turno; Romeu Zema também declarou voto no senador

    Ronaldo Caiado  - Crédito: Divulgação

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciará nesta terça-feira (6) seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, na disputa do segundo turno contra o presidente Lula. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em comunicado da assessoria de Caiado.

Flávio será recebido por Caiado em Goiânia. O anúncio está previsto para a tarde e deverá contar também com a participação do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Depois do encontro, está prevista uma entrevista coletiva.

Caiado disputou o primeiro turno da eleição presidencial e terminou na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos, equivalentes a cerca de 2,6 milhões de votos.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira posição, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula obteve 45,16%. Os dois voltarão a se enfrentar nas urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Lula perdeu votos principalmente no interior e em cidades pequenas na comparação com 2022

 Queda chegou a 7,2 pontos em municípios de até 5 mil habitantes; cidades de até 50 mil concentraram metade das perdas do petista

       Coletiva presidente Lula  - Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A queda da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os primeiros turnos de 2022 e 2026 foi proporcionalmente mais intensa no interior do Brasil e, sobretudo, nas cidades pequenas. Nos municípios com até 5 mil habitantes, o petista perdeu 7,2 pontos percentuais, enquanto nas cidades com mais de 500 mil moradores o recuo foi de apenas 1,1 ponto.

Os dados fazem parte de levantamento do cientista político Marco Antonio Faganello, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizado a partir do cruzamento dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações do Censo de 2022 e do PIB municipal. A análise foi divulgada pelo pesquisador e detalhada em reportagens da Agência Pública e do Estado de Minas.

O contraste entre capitais e interior é significativo. Nas capitais, Lula praticamente preservou o percentual obtido quatro anos antes, com redução média de apenas 0,6 ponto percentual. No conjunto dos municípios do interior, a queda chegou a 4,1 pontos.

O tamanho das cidades também teve peso relevante. Quanto menor o município, maior foi, em média, a perda proporcional do presidente. Segundo Faganello, quando são considerados os municípios de até 50 mil habitantes, esse conjunto responde por aproximadamente 50% da perda de votos registrada por Lula entre as duas eleições.

A análise encontrou redução da participação de Lula nos votos válidos em 98% dos municípios avaliados. Entre 5.561 cidades que tinham mais de 95% das seções totalizadas no momento do levantamento, o presidente havia ampliado sua votação proporcional em apenas 102.

PL rejeita acordo com STF e já mira impeachment de Moraes e Dino


Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Foto: Reprodução

O PL decidiu rejeitar qualquer acordo político com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e passou a discutir a apresentação de um pedido de impeachment contra ele no Senado em 2027. A sigla também coloca o ministro Flávio Dino entre os possíveis alvos da ofensiva.

Integrantes do partido avaliam que sinais atribuídos a ministros vistos como próximos ao governo poderiam abrir uma negociação envolvendo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A direção partidária, porém, não pretende vincular essas questões a uma trégua com Moraes.

O movimento ocorre após a defesa de Bolsonaro protocolar um novo pedido de revisão criminal. O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, indicou que pretende levar o processo a julgamento depois do segundo turno.

O ex-presidente Michel Temer também entrou nas conversas políticas por ter manifestado apoio a Flávio Bolsonaro antes de outros candidatos derrotados e partidos. Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e mantém interlocução com o ministro e com a família Bolsonaro.


O festival de erros dos institutos de pesquisa não pode ficar impune


       Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Folhapress

Os principais institutos de pesquisa do país chegaram à véspera do primeiro turno das eleições de 2026 apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. O resultado das urnas neste domingo (4), porém, mostrou uma ordem diferente: Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. (Tribunal Superior Eleitoral)

Segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 56.104.268 votos e Lula, 53.876.617. A diferença entre os dois foi de 2.227.651 votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. (Tribunal Superior Eleitoral)

Nenhum dos cinco levantamentos finais citados pelo Metrópoles colocou Flávio numericamente à frente. O Datafolha apontava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%. A Quaest registrava 46% a 45%. No Real Time Big Data, eram 43% para Lula e 39% para Flávio. A AtlasIntel indicava 47% a 44,1%, enquanto a CNT mostrava 47,8% a 42,1%. (Metrópoles)

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Sheinbaum alerta para tentativas de ingerência da direita internacional na eleição do Brasil

 Presidenta mexicana também afirma que seu principal aliado é o povo do México e critica a direita por autoritarismo e racismo

A presidente do México, Claudia Sheinbaum  -  (Crédito: REUTERS/Raquel Cunha)

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (5) que é preciso aguardar o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil antes de avaliar o resultado da disputa. Ao comentar os relatos de uma possível interferência dos Estados Unidos em favor do candidato da ultradireita, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mandatária declarou que “a direita internacional, sim, quer intervir”.

A declaração foi dada durante a tradicional entrevista coletiva matinal, conhecida como Mañanera. Questionada sobre a eleição brasileira, Sheinbaum afirmou que prefere esperar a conclusão do processo antes de fazer novos comentários. “É preciso esperar o segundo turno, vamos esperar e, uma vez que todo o processo termine, já poderemos dar mais opinião”, disse.

A presidenta mexicana também foi questionada sobre a possibilidade de o México perder aliados na América Latina caso a ultradireita conquiste a Presidência do Brasil. Sheinbaum respondeu que o principal aliado de seu governo é o povo mexicano e afirmou que não haveria problema para sua administração caso a direita vencesse a eleição brasileira.

“Nosso principal aliado é o povo do México. Enquanto estivermos próximos do povo, representando o povo e governando pelo povo e para o povo, não haverá nenhum problema no México”, afirmou.

Venezuela: ALBA Movimentos exige libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores

 O manifesto aponta a falta de sustentação probatória no sequestro de Maduro e Cilia Flores, e alerta para o perigoso precedente estabelecido pelo processo ao pretender instituir os tribunais dos EUA como jurisdição extraterritorial ilimitada sobre Estados soberanos

Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas, Venezuela - Crédito: REUTERS/Carlos Jasso

teleSUR – O movimento social ALBA Movimentos e a Assembleia Internacional dos Povos divulgaram um manifesto internacional para exigir a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores. A declaração sustenta que eles foram sequestrados ilegalmente por tropas dos Estados Unidos sem terem cometido nenhum crime e sem que existisse uma declaração formal de guerra.

A denúncia afirma que a operação militar executada em 3 de janeiro de 2026 em território venezuelano violou diretamente o artigo 2.4 da Carta das Nações Unidas. A incursão armada também ignorou os procedimentos formais de extradição e a imunidade diplomática que protege constitucionalmente um chefe de Estado em exercício.

Os signatários sustentam que as acusações judiciais de Washington carecem de sustentação probatória e se apoiam na narrativa inconsistente do chamado Cartel de los Soles.

O texto destaca que a verdadeira motivação por trás da captura militar é forçar a submissão do governo bolivariano para controlar os recursos petrolíferos do país.

Lula reafirma confiança na vitória no segundo turno: ‘não há razão para perdermos’

 Presidente Lula reconhece avanço de candidatos ligados ao crime organizado nas eleições, e promete um combate efetivo

Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou nesta segunda-feira (5) sua confiança de que será reeleito ao cargo, após sair derrotado no primeiro turno da eleição.

No último domingo (4), o presidente Lula obteve, com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um total de 45,16% dos votos, ante 47,03% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Não há nenhuma razão para que não sejamos eleitos presidente da República no segundo turno”, afirmou Lula durante reunião de coordenação.


“Não há nenhuma razão, econômica, social e política”, afirmou Lula, reforçando que um eventual novo mandato seu garantirá a segurança pública à população e defendendo maior cooperação com os estados.

“Do jeito que está não deu resultado. O crime organizado ganhou a parada. E ganhou aqui e em muitos países do mundo”, afirmou Lula, ao pedir a aprovação da PEC da Segurança Pública.

“Toda eleição fico decepcionado porque todas quero ganhar no primeiro turno”, afirmou Lula, ao criticar Flávio Bolsonaro como “herdeiro do fascismo”.

“São vinte dias em que teremos que colocar para fora aquilo que deveríamos estar colocando o ano inteiro, tentando desnudar o que está por detrás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país”.

Fonte: Brasil 247

Aliados recomendam que Flávio Bolsonaro fuja de debates com Lula no 2º turno


     O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Sergio Lima / AFP

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) aconselham o senador a evitar uma sequência de debates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A orientação discutida na campanha é selecionar os encontros considerados mais relevantes ou até recusar todos, apesar de os dois candidatos agora disputarem diretamente a Presidência. Com informações de O Globo.

A tendência entre integrantes do grupo, segundo O Globo, é que Flávio participe apenas de um eventual debate da TV Globo. Há aliados que defendem que ele não compareça a nenhum encontro nas três semanas finais de campanha.

Flávio e Lula não se enfrentaram nos debates do primeiro turno. O candidato do PL condicionava sua participação à presença do petista e justificou a ausência no debate promovido pela Band, em agosto, com a frase: “Quem está lá não é meu adversário”.

Na ocasião, participaram Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A estratégia de vincular a presença de Flávio à decisão de Lula mudou apenas na reta final da primeira etapa da disputa.