quarta-feira, 28 de outubro de 2026

VÍDEO: Prefeito bolsonarista se desculpa após chamar nordestinos de burros: “Errar é humano”


Walter Schlatter e montagem transforma o contorno do mapa da Região Nordeste em um burro. Foto: Reprodução

O prefeito de Chapadão do Sul (MS), Walter Schlatter (PP), pediu desculpas nesta terça-feira (27) após compartilhar uma montagem que transformava o mapa da Região Nordeste em um burro. Ele enviou a imagem a um grupo de mensagens com prefeitos de Mato Grosso do Sul depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Schlatter afirmou que reconhece o erro e pediu perdão aos nordestinos e às demais pessoas que se sentiram ofendidas. “Errar é humano. Reconhecer o erro é nobre, é humildade. Eu sei que vocês não têm a obrigação de me perdoar, mas eu tenho a obrigação de reconhecer o erro e pedir desculpas”, disse.

O prefeito apagou a montagem após a repercussão. A imagem associava o contorno geográfico dos nove estados nordestinos à figura de um burro, em uma publicação feita após a divulgação do resultado eleitoral.

Schlatter declarou que agiu sob “emoção” e “decepção” e disse estar chateado consigo mesmo. “Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Como eu falei, estou reconhecendo [o erro]. Mais uma vez, desculpa”, afirmou.


Prefeito manteve críticas a eleitores de Lula após apagar montagem

Mesmo após retirar a imagem, o prefeito voltou a manifestar indignação nas redes sociais. Na segunda-feira (26), ele compartilhou uma mensagem que recomendava questionar o voto de alguém antes de oferecer esmola, dinheiro ou comida.

O texto da postagem dizia: “Se votou no Lula, fale que não vai dar porque a vida dele melhorou”. A publicação vinculava a ajuda a pessoas em situação de necessidade ao voto no presidente eleito.

Walter Schlatter também figura entre os doadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa eleitoral. O prefeito destinou R$ 300 mil ao candidato.

A Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul foram questionadas sobre a existência de denúncia formal relacionada à publicação ofensiva. Até a última atualização, os órgãos não haviam respondido.

Fonte: DCM

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