segunda-feira, 28 de julho de 2025

Moraes proíbe uso de farda por militares réus e exige troca de roupa para depoimento

Ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, surpreende advogados. Troca foi exigida no início das audiências

Alexandre de Moraes (Foto: Victor Piemonte/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (28) que os militares réus por participação na tentativa de golpe de Estado compareçam às audiências de interrogatório vestidos com roupas civis, e não com fardas. A medida, adotada durante as oitivas de acusados presos, foi questionada pelas defesas, que alegaram surpresa e ausência de previsão formal nos autos.

Segundo a Folha de S. Paulo, a ordem de Moraes foi comunicada após o início das audiências, o que gerou tumulto e atrasos. Os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, por exemplo, precisaram se ausentar momentaneamente para trocar a vestimenta militar por roupas civis.

O juiz auxiliar Rafael Henrique Tamai Rocha, do gabinete de Moraes, explicou que a exigência partiu do ministro-relator com o argumento de que “a acusação é voltada contra os militares, e não contra o Exército Brasileiro como um todo”. Ainda segundo Tamai Rocha, a decisão buscaria evitar associação institucional entre as Forças Armadas e os crimes investigados.

Defesas reagem com críticas - A defesa do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira criticou duramente a exigência e afirmou que não houve notificação formal sobre a proibição do uso de farda. “Ele está fardado porque é militar da ativa e está preso em unidade militar. Por óbvio, ele fica fardado na unidade militar em que está preso. O que sugeriram é algo que atenta tanto contra a dignidade do oficialato quanto do acusado”, afirmou um dos advogados.

Os defensores também destacaram que Oliveira não dispunha de roupas civis adequadas para uma audiência. “Foi sugerido a ele que pegasse uma roupa emprestada sob pena de não participar do interrogatório”, acrescentaram.

Luciano Pereira, advogado do também tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, relatou que a situação se repetiu com seu cliente: “ele precisou buscar uma roupa emprestada que não era sua para participar de um momento tão sublime e importante para ele, que aguardou mais de 8 meses preso para poder falar”.

A ordem de Moraes representa mais um capítulo da condução rigorosa dos processos relacionados à tentativa de golpe, que envolvem também civis e outros membros das Forças Armadas.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Conservadorismo recua no Brasil em 2025, aponta Ipec

Índice caiu para 0,652, puxado por mulheres, idosos e população de baixa renda. Apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo registrou maior queda

      (Foto: Arquivo/ABr)

O conservadorismo no Brasil teve leve retração em 2025, segundo o Índice de Conservadorismo Brasileiro, divulgado pelo Ipec em parceria com o instituto Ipsos. O levantamento revelou que o índice caiu de 0,665 em 2023 para 0,652 neste ano, em uma escala de 0 a 1. A pesquisa abordou temas considerados polêmicos, como legalização do aborto, pena de morte, casamento homoafetivo, redução da maioridade penal e prisão perpétua para crimes hediondos, informa o Metrópoles.

Apesar do recuo, o conservadorismo ainda permanece acima dos níveis mais baixos registrados em 2021 (0,639) e 2022 (0,637). De acordo com os dados de 2025, 49% da população brasileira se enquadra na faixa de “alto” grau de conservadorismo, 44% no grupo “médio” e apenas 8% no grupo de “baixo” grau.

◈ Grupos que puxaram a queda - A redução foi impulsionada principalmente por mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, indivíduos com menor escolaridade, famílias com renda reduzida e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste. A tendência progressista desses segmentos contrasta com o avanço do conservadorismo em outros setores.

◈ Avanço entre homens e elite - Homens, pessoas com ensino superior e brasileiros com renda familiar acima de cinco salários mínimos apresentaram aumento no conservadorismo. O índice entre os homens subiu para 0,681, superando a média nacional. Também se destacou o crescimento entre moradores de capitais, tradicionalmente mais progressistas.

◈ Apoio a pautas polêmicas - A pesquisa trouxe um panorama atualizado da opinião pública brasileira sobre temas sensíveis. Veja os principais resultados:

● Prisão perpétua para crimes hediondos: 72% são favoráveis
● Redução da maioridade penal: 65% apoiam
Pena de morte: 43% defendem, enquanto 49% se posicionam contra
● Casamento entre pessoas do mesmo sexo: 36% são favoráveis
Legalização do aborto: apenas 16% apoiam, enquanto 75% rejeitam

O recuo mais expressivo foi no apoio ao casamento homoafetivo, que caiu de 44% para 36% em apenas um ano, interrompendo a estabilidade dos anos anteriores. Já a pena de morte, que em 2023 tinha maior aprovação, passou a ser rejeitada por quase metade dos brasileiros.

A legalização do aborto permanece com baixa adesão, mantendo-se no mesmo patamar dos últimos anos. A oposição ao tema continua dominante, mesmo entre os grupos que demonstraram maior tendência à redução do conservadorismo geral.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

“Bolsonaristas não propõem nada de útil”, diz Pacheco, que declara apoio a Lula em 2026

O senador Rodrigo Pacheco. Foto: Divulgação

O senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, rebateu neste domingo (27) os ataques de parlamentares e influenciadores bolsonaristas após seu discurso ao lado do presidente Lula, em Minas Novas (MG). Em nota enviada ao ‘Estado de Minas’, ela afirmou que a postura hostil da extrema direita não é novidade em sua trajetória política e garantiu que não vai ceder a intimidações.

“Convivo com este tom agressivo da extrema direita desde antes de ser presidente do Senado. Nunca abaixei a cabeça para esse grupo, que só faz gritar e agredir. Não propõe nada de relevante e útil”, disse o senador mineiro, ao comentar a repercussão negativa gerada por sua fala durante evento do governo federal em Minas Gerais.

Na ocasião, Pacheco elogiou o presidente Lula e afirmou que o petista “será ainda mais importante no seu próximo mandato”, além de agradecer pelos investimentos no estado e criticar as tentativas recentes de desestabilização democrática. A declaração foi suficiente para acender críticas de nomes ligados ao bolsonarismo, que acusaram o senador de aderir ao “projeto de esquerda”.

O senador Rodrigo Pacheco ao lado do presidente Lula. Foto: Divulgação
Entre os críticos mais vocalizados, estão os influenciadores Rodrigo Constantino e Leandro Ruschel, que acusaram Pacheco de “mostrar sua carranca petista” e agir como “extremista alinhado ao PT”. A ofensiva nas redes sociais também veio acompanhada de comentários de parlamentares da oposição, que veem a mudança de tom do senador como um sinal de reposicionamento político.

Pacheco, que até então mantinha uma postura de maior equilíbrio entre os polos ideológicos, adotou nos últimos dias uma linha mais dura contra o bolsonarismo. Ele também tem reforçado sua defesa do Estado democrático de direito e rechaçado qualquer tipo de flerte com soluções autoritárias, tema que voltou à tona com a proximidade do julgamento de Jair Bolsonaro no STF.

“Fazer a defesa da democracia e externar repúdio à tentativa de golpe deveria ser obrigação de todos: esquerda, centro e direita”, declarou Pacheco, reforçando que seu posicionamento não é partidário, mas institucional. O senador presidiu o Congresso Nacional durante os momentos mais tensos da pandemia e das crises institucionais do governo Bolsonaro.

Nos bastidores, o novo posicionamento tem alimentado especulações sobre uma possível candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais em 2026. Ele é visto como um nome viável para enfrentar a base bolsonarista no estado e poderá contar com apoio de setores moderados do PSD e de partidos da base governista.

Fonte: DCM

Atacado por Trump, PIX é inegociável e deve avançar ainda mais com versão 'parcelada'

Governo Lula avisa que não aceitará pressões contra o PIX em negociações com os EUA sobre o tarifaço de Trump

Luiz Inácio Lula da Silva (à esq.) e Gabriel Galípolo (Foto: Ricardo Stuckert / PR I Edilson Rodrigues / Agência Senado)

O avanço do PIX no Brasil provoca atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e deve incomodá-lo ainda mais a partir de setembro. Trump decidiu incluir as operações do PIX em uma lista de práticas consideradas desleais por parte do Brasil, sob a justificativa de proteger empresas norte-americanas que atuam no setor de pagamentos.

O foco da insatisfação da Casa Branca são as operadoras de cartões de crédito, que enfrentam crescente perda de espaço para o sistema desenvolvido pelo Banco Central. E o cenário tende a se intensificar: a partir de setembro, o Banco Central lançará o PIX parcelado, uma nova modalidade que permitirá o pagamento de compras em prestações, inclusive para os cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito, mas têm uma chave PIX, relata Valdo Cruz, do g1.

A ferramenta, elogiada até mesmo pelo economista e prêmio Nobel Paul Krugman, é vista pelo governo Lula (PT) como uma inovação estratégica e um instrumento democrático de inclusão financeira. Diante disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já definiu que o PIX está fora de qualquer tipo de negociação internacional.

A avaliação política do Palácio do Planalto é de que se opor ao PIX ou se submeter a pressões dos EUA contra o método de pagamento teria um efeito negativo devastador, dada a ampla aceitação popular da ferramenta entre brasileiros de todas as vertentes ideológicas.

O embate com Trump revela o pano de fundo da disputa: os interesses comerciais de gigantes do setor financeiro americano diante da autonomia e inovação do sistema bancário brasileiro. Com a chegada do PIX parcelado, não apenas os usuários sem acesso ao crédito tradicional se beneficiarão. Muitos consumidores com cartão deverão optar pela nova modalidade para fugir de juros altos, ampliando ainda mais a adesão ao sistema gratuito do BC.

Enquanto isso, o governo Lula segue firme em sua defesa: o PIX é visto como um patrimônio nacional e um dos maiores símbolos de eficiência digital do Estado brasileiro. Sua expansão, ao invés de desacelerar, caminha para transformar profundamente o sistema de pagamentos do país — e, ao que tudo indica, continuará incomodando a indústria financeira internacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Lula inaugura maior usina termelétrica a gás natural da América Latina no Rio de Janeiro

Com investimento de R$ 7 bilhões, UTE GNA II atenderá 8 milhões de lares e avança na transição energética com uso de hidrogênio e água do mar

         Usina Termelétrica GNA II (Foto: Agência Nacional de Energia Elétrica/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta segunda-feira (28), da cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica GNA II, localizada no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). Com 1,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada e investimento de R$ 7 bilhões, a GNA II integra o maior parque de geração a gás natural da América Latina, com potência total de 3 GW quando somada à GNA I.

A nova usina, que faz parte da carteira de projetos estratégicos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), é capaz de abastecer cerca de 8 milhões de residências com energia firme, segura e limpa. Sua inauguração representa um passo relevante para o fortalecimento da matriz energética brasileira, com foco na confiabilidade do suprimento e na redução das emissões de carbono.

☆ Gás e hidrogênio na transição energética - A GNA II foi projetada para operar com até 50% de hidrogênio em sua composição, substituindo parte do gás natural utilizado. Essa característica coloca a planta na vanguarda da transição energética global. A usina adota o sistema de ciclo combinado, que aproveita o calor gerado pelas turbinas a gás para movimentar uma turbina a vapor adicional, aumentando sua eficiência para mais de 62%. Cerca de 35% da energia gerada – ou 572 megawatts (MW) – é produzida sem consumo adicional de combustível fóssil.

Outro diferencial ambiental da GNA II é o uso de água do mar em quase 100% do processo industrial, o que evita impactos sobre os recursos hídricos continentais. A estrutura conta com três turbinas a gás e uma a vapor.

☆ Empregos, qualificação e desenvolvimento regional - Durante as obras da GNA II, foram gerados aproximadamente 10 mil postos de trabalho. Além disso, o projeto promoveu cursos gratuitos de capacitação para trabalhadores da região. Na fase de pico das obras das usinas GNA I e II, o número total de empregos diretos chegou a 22 mil. O complexo termelétrico contou com aporte total de R$ 12 bilhões e é capaz de fornecer energia elétrica a 14 milhões de domicílios.

Fonte: Brasil 247

Expulsão da embaixadora do Brasil entra no radar de Trump

A embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti – Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos, segundo informações do colunista Túlio Amâncio, da Band, cogita expulsar a embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, “caso não haja recuo na questão Bolsonaro”.

A medida seria mais uma tentativa de interferência direta do governo de Donald Trump no Judiciário brasileiro, mais especificamente no julgamento de Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado.

Donald Trump anunciando o tarifaço – Foto: Reprodução

A decisão extrema, segundo fontes próximas às negociações, pode ser adotada caso o Brasil não mude de posição sobre o tema.

Outra ação em análise é a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que as sanções sejam anunciadas ainda nesta semana. A legislação permite o congelamento de bens, bloqueio de contas bancárias e restrições de entrada nos EUA, podendo atingir diretamente autoridades envolvidas em decisões contra Bolsonaro.

Essas possibilidades se somam ao já anunciado tarifaço de 50% sobre produtos importados do Brasil pelos EUA. Além disso, até o momento, pelo menos oito ministros do STF já tiveram seus vistos americanos cancelados.

Apesar das tensões, alguns setores estratégicos da economia brasileira podem ser poupados do aumento de tarifas. Aço, alumínio e a Embraer devem ficar de fora do tarifaço ou manter as taxas atuais, segundo fontes ligadas às tratativas. A medida abriria espaço para negociações específicas nesses segmentos.

Fonte: DCM

Líderes europeus e empresas detonam acordo entre UE e EUA: ‘Dia sombrio’

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

O novo acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia, anunciado por Donald Trump neste domingo (27), foi duramente criticado por líderes europeus e representantes de grandes indústrias. Com informações da CBN.

Ao divulgar o pacto, o norte-americano afirmou que a UE passará a pagar 15% de tarifa sobre exportações ao país e celebrou o resultado: “O acordo com a União Europeia é o maior já feito”.

Apesar do tom positivo de Trump e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen — que declarou que o acordo “trará estabilidade” —, a reação de outros líderes foi negativa.

O premiê da França, François Bayrou, afirmou que o tratado marcou um “dia sombrio” para a Europa. “É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores comuns e defender seus interesses comuns, se resigna à submissão”, escreveu no X.



O ministro francês para a Europa, Benjamin Haddad, também criticou o acerto. Segundo ele, o acordo oferece “estabilidade temporária”, mas é “desequilibrado” e “insatisfatório e insustentável”.

Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni disse que ainda precisa avaliar os detalhes, questionando se haverá isenções, garantias de investimento europeu e como o pacto afetará as compras de gás dos EUA e a competitividade das indústrias locais.

Federações industriais alemãs também se posicionaram contra o novo tratado. A poderosa BDI (Federação da Indústria Alemã) alertou para “repercussões negativas consideráveis”, enquanto a associação química VCI criticou os níveis elevados das tarifas.

Já a presidente da VDA, que representa o setor automobilístico, Hildegard Müller, afirmou que o acordo trará “enormes custos” para as montadoras europeias.

O que prevê o novo acordo

Antes da negociação com a UE, Trump havia anunciado tarifas de 30% sobre produtos europeus. Após o encontro com Ursula von der Leyen, esse valor foi reduzido para 15%, com exceção de carros, semicondutores e produtos farmacêuticos, que enfrentarão tarifa de 27,5%.

“Ainda serão feitas investigações sobre taxas para chips e produtos farmacêuticos. Quaisquer decisões americanas posteriores sobre esses setores serão ’em outra folha de papel’”, declarou von der Leyen. Apesar disso, as tarifas sobre aço e alumínio da Europa seguirão em 50%.

Segundo Trump, o bloco se comprometeu a investir US$ 600 bilhões nos Estados Unidos — sendo US$ 150 bilhões em energia —, além de comprar US$ 750 bilhões em produtos energéticos nos próximos três anos. Parte dos investimentos será destinada também à compra de equipamentos militares norte-americanos.

O tratado também estabelece tarifa zero para todas as aeronaves e seus componentes, medicamentos genéricos, certos produtos agrícolas, equipamentos semicondutores, produtos químicos selecionados, recursos naturais e matérias-primas essenciais.

Fonte: DCM com informações da CBN

CPI contra Moraes e boicote ao PL das Fake News: as mensagens do celular de Bolsonaro

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com celular. Foto: Reprodução

Mensagens extraídas do celular de Jair Bolsonaro (PL), apreendido pela Polícia Federal (PF) em maio de 2023, revelam articulações políticas do ex-presidente, tentativas de se manter influente após deixar o Planalto e sua rede de contatos com empresários, parlamentares e até diplomatas. Com informações do Estadão.

O conteúdo reúne 7.268 arquivos entre conversas de WhatsApp, áudios, vídeos e documentos. A maior parte das mensagens foi enviada na semana anterior à apreensão, e trechos mais antigos haviam sido apagados.

As conversas são de 2023, período em que o celular foi apreendido — ou seja, não têm relação com o aparelho recolhido pela PF na operação do último dia 18, que resultou na imposição de tornozeleira eletrônica e outras medidas judiciais ao ex-presidente.

☆ Bolsonaro orientou aliado a assinar CPI contra Moraes

Entre os registros, uma conversa de 26 de abril de 2023 mostra Bolsonaro orientando o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) a assinar o pedido de abertura de uma CPI contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes. Hélio demonstrava receio de assinar e comprometer o ex-presidente.

“Boa noite, presidente. A galera tá me pressionando aí porque Eduardo, todo mundo assinou essa CPI de abuso de autoridade do TSE e do STF e eu não assinei até agora porque… eu não queria entrar nessa bola dividida, com medo de prejudicar até o senhor mesmo nas decisões lá. O que o senhor acha aí mais ou menos?”, questionou o parlamentar.




Mensagens do deputado Hélio Lopes (PL-RJ) enviadas a Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução


Bolsonaro respondeu: “Eu assinaria. Sempre existe a possibilidade de retaliações”. Em seguida, Hélio confirmou: “Já assinei”. A proposta de CPI havia sido apresentada em 2022 pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), mas até hoje não avançou no Congresso.

Troca de mensagens entre o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

É o mesmo Hélio Lopes que montou uma barraca na Praça dos Três Poderes, próximo ao prédio do STF, na semana passada. O deputado, que ficou conhecido nas redes sociais como “Negão do Bolsonaro”, colocou esparadrapo na boca e anunciou um protesto contra as medidas judiciais impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-capitão.

Moraes, no entanto, determinou a retirada do acampamento. Em sua decisão, o magistrado argumentou que as medidas tinham o objetivo de evitar um novo 8 de Janeiro.

☆ Bolsonaro articulou contra PL das Fake News com Eduardo


Outra conversa mostra Bolsonaro instruindo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a atuar contra o PL das Fake News, que tratava da regulação de plataformas e combate à desinformação. Em 2 de maio de 2023, Jair alertou que a proposta iria a plenário naquele dia.

Às 19h39, Eduardo informou: “Orlando Silva acabou de pedir para retirar de pauta o PL 2630”. Bolsonaro respondeu: “Tem que votar hoje”. Eduardo concluiu: “Manifestei pela votação hoje, como líder da minoria”.

O projeto foi apelidado por bolsonaristas de “PL da Censura” e acabou sendo enterrado pelo então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

☆ Ex-embaixador ofereceu viagem com tudo pago a Israel


O ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, também aparece nas mensagens. Em 26 de abril, Shelley enviou a Bolsonaro vídeos de uma tecnologia israelense de carne feita por impressora 3D.

Bolsonaro respondeu com elogios e mencionou Benjamin Netanyahu: “Fala Shelley. Realmente é uma revolução né, proteína, carne em 3D. Parabéns aí pra vocês e vamo ver né qual o futuro dessa máquina aí. Um abraço e um abraço aí no nosso amigo Netanyahu”.

Logo depois, Shelley convidou Bolsonaro para visitar Israel: “Vem nos visitar?”. E ofereceu pagar a viagem: “Vou cuidar de você 14 semanas em Israel, vou pagar o custo de sua presença, hotel e tal por 3 pessoas se vc quiser”. Corrigiu a mensagem minutos depois: “14 dias”.

Bolsonaro agradeceu e respondeu: “Ô Shelley, obrigado, vou falar com a esposa aí e ver o que ela acha. Obrigado, um abraço”. Ele encaminhou o convite a Michelle, mas ela não respondeu.

A conversa ocorreu no final de abril de 2023, dias antes de Bolsonaro ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraudes em certificados de vacina.

Troca de mensagens entre o ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

☆ Bolsonaro queria manter apoio do agronegócio

As mensagens mostram ainda o esforço de Bolsonaro para manter apoio do setor agro mesmo fora do governo. Em listas de transmissão, ele compartilhava críticas à política de demarcações de terras indígenas e ações do MST no governo Lula. “Cada vez mais problemas para o agro”, escreveu. “Com Bolsonaro: ZERO demarcações”.

Em conversas com o general Walter Braga Netto, seu ex-ministro e candidato a vice em 2022, Bolsonaro discutiu estratégias para reforçar sua imagem entre produtores.

Braga Netto disse que buscaria dados com a ex-ministra Tereza Cristina para o ex-presidente usar no Agrishow, feira do setor em Ribeirão Preto, em abril de 2023. A ida de Bolsonaro provocou atritos com integrantes do governo Lula.

Em um dos áudios, Bolsonaro reagiu a um editorial do Estadão que o chamava de “risco para o agronegócio”. Ele rebateu irritado: “Pô, acaso eu é que tô demarcando terra pra índio? Eu é que tô impulsionando o MST a invadir terras? Eu que tô fazendo lambança aí fora pra ter problemas com outros países no tocante ao fornecimento de fertilizantes. É foda né, é sinal que a gente tá bem, se tivesse mal o Estadão não estaria fazendo essa matéria aí”.

Mensagens de Jair Bolsonaro sobre o agronegócio. Foto: Reprodução

Fonte: DCM

O que acontece com o corpo quando você dorme menos de 6 horas por noite

Dormir menos de 6 horas por noite pode comprometer a saúde física e mental, afetando desde a memória até o sistema imunológico – Foto: Reprodução

Dormir menos de 6 horas por noite pode causar uma série de impactos negativos no corpo e na mente. A privação de sono afeta diretamente o funcionamento do cérebro, prejudicando a concentração, a memória e a capacidade de tomar decisões. Estudos mostram que mesmo uma única noite mal dormida pode reduzir o desempenho cognitivo de forma semelhante ao efeito do álcool.

Além dos efeitos mentais, o corpo também sofre fisicamente. A falta de sono enfraquece o sistema imunológico, aumenta os níveis de estresse e pode desregular hormônios ligados ao apetite, favorecendo o ganho de peso. Dormir pouco também está associado ao aumento da pressão arterial, ao risco de doenças cardiovasculares e ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

A longo prazo, a privação crônica de sono pode levar ao envelhecimento precoce, desequilíbrios hormonais e queda no desempenho físico. Especialistas recomendam dormir entre 7 e 9 horas por noite para manter o organismo funcionando de forma saudável e prevenir complicações mais graves.

Fonte: DCM

Batida entre ônibus da banda de Netto Brito e carro deixa 4 mortos na Bahia

 

Ônibus da banda do cantor Netto Brito após batida na BA-046, em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano – Foto: Reprodução
Na noite do último domingo (27), quatro pessoas morreram após uma batida entre o ônibus que transportava a banda do cantor Netto Brito e um carro de passeio na BA-046, em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo da Bahia. O grupo seguia para a cidade de Salinas da Margarida, onde faria um show na festa de aniversário do município.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Robson Carvalho Galvão de Jesus, de 33 anos, e Leila Lima Santos, que estavam no carro; Carlos Antônio Souza Ramos, de 42 anos, operador de som da banda; e Gerson Santos Santana, de 41 anos. Ainda não foi informado em qual veículo Gerson estava no momento da colisão.


O acidente ocorreu na altura do povoado Pedra Preta. O cantor Netto Brito estava no ônibus e não se feriu. Conhecido por suas músicas de arrocha e sofrência, Netto tem mais de 880 mil seguidores nas redes sociais e é popular em diversas cidades do interior da Bahia.

Segundo a polícia, Robson foi arremessado para fora do veículo com o impacto da batida, enquanto Leila ficou presa às ferragens. As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas, e não há confirmação oficial sobre as causas da colisão.

Carlos Antônio e Gerson foram socorridos com vida e levados ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, mas não resistiram aos ferimentos. A Polícia Civil informou que mais detalhes serão divulgados conforme a apuração avançar.

O show que aconteceria em Salinas da Margarida foi cancelado. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os velórios e sepultamentos das vítimas.

Fonte: DCM

De novo? Michelle não participará de ato pró-Bolsonaro na Paulista

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Reprodução


Organizadores do ato pró-Jair Bolsonaro, marcado para o dia 3 de agosto na Avenida Paulista, em São Paulo, foram informados de que Michelle Bolsonaro não participará do evento, conforme informações da colunista Bela Megale, do Globo.

Segundo assessores, a ex-primeira-dama já tem compromissos firmados com o PL Mulher no Pará e não costuma alterar sua agenda. A previsão é que ela participe de algum ato no estado ou, caso retorne a tempo, em Brasília.

Jair Bolsonaro também não irá à manifestação, pois está proibido de sair de casa aos fins de semana por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O PL está organizando uma série de manifestações em apoio ao ex-presidente em diversas cidades brasileiras. A mobilização, segundo eles, ocorre em um momento de “adaptação estratégica”, considerando as medidas cautelares que restringem a movimentação de Bolsonaro.

Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Essa não será a primeira vez que Michelle Bolsonaro se ausenta de um ato na Avenida Paulista. Ela também não participou da manifestação de junho em apoio ao marido.

Com cerca de 12 mil pessoas, segundo dados da USP, a manifestação teve adesão menor do que a registrada em abril, também na Paulista. A expectativa era de que o evento servisse como demonstração de força política de Bolsonaro, que enfrenta crescente pressão judicial. Mas nem a mulher do ex-capitão esteve presente.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Mesmo foragido nos EUA, Eduardo Bolsonaro mantém 8 funcionários na Câmara


O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Reprodução

Mesmo estando foragido nos EUA, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mantém oito funcionários ativos na Câmara dos Deputados. A folha salarial do grupo custa R$ 132,4 mil por mês aos cofres públicos, conforme informações da coluna de Guilherme Amado, do PlatôBR.

O número de servidores foi reduzido em março, quando o filho do inelegível exonerou sete pessoas de seu gabinete, um dia antes de anunciar que tiraria licença e ficaria nos Estados Unidos.

A licença chegou ao fim no último domingo (20). Com o encerramento do recesso parlamentar, o “03” de Jair Bolsonaro (PL) começa agora a acumular faltas em sessões legislativas, o que pode levar à perda do mandato.

Nos bastidores, o PL estuda alternativas para evitar a perda do mandato de Eduardo. Uma das possibilidades é sua nomeação para algum cargo em uma secretaria estadual.

Outras soluções cogitadas incluem a apresentação de um novo atestado médico para justificar as faltas, a tentativa de exercer o mandato de forma remota e até a mudança no Regimento Interno da Câmara para ampliar o tempo permitido de licença parlamentar.

Eduardo permanece nos Estados Unidos, onde atua para que o governo de Donald Trump aumente as sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), numa tentativa de pressionar pela suspensão dos processos que atingem seu pai, Jair Bolsonaro.

O parlamentar, porém, é alvo de investigação no STF por coação no curso do processo, obstrução de justiça e atentado à soberania nacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de Eduardo e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Fonte: DCM