quinta-feira, 25 de abril de 2024

Câmara Deputados decide adiar votação dos vetos de Lula após reunião de Lira com lideranças partidárias; 32 vetos estavam na pauta

 Lira havia afirmado que a Casa estava preparada para examinar vetos, porém, aguardava decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O Congresso optou por adiar a sessão destinada à análise dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propostas aprovadas pelo Legislativo, conforme líderes da Câmara ouvidos pelo g1. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24) após uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Inicialmente, a sessão estava prevista para ocorrer na noite deste mesmo dia.


Anteriormente, Lira havia afirmado que a Casa estava preparada para examinar os vetos de Lula, porém, aguardava uma decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que preside o Congresso. Durante o encontro, Lira também expressou preocupação com o calendário mais restrito deste ano devido às eleições municipais em outubro, indicando que seria desfavorável adiar a sessão conjunta de deputados e senadores.


O horário agendado para a sessão era às 19h, com 32 vetos em pauta. No entanto, líderes da base governista já estavam articulando o adiamento da votação. Isso se deve ao fato de que estão em jogo questões sensíveis para a execução do orçamento, especialmente relacionadas à liberação de emendas parlamentares.


Em caso de derrota, o governo será obrigado a seguir um cronograma para a liberação dessas emendas, o que envolve gastos indicados por deputados e senadores para investimentos em suas bases eleitorais. Apesar da promessa do governo de liberar R$ 20,5 bilhões em emendas até junho, alguns parlamentares reclamam que os recursos não estão sendo disponibilizados conforme o combinado.


Entre os vetos em questão está o corte de R$ 5,6 bilhões nas emendas indicadas pelas comissões do Congresso, que não são de execução obrigatória. O governo se posicionou favorável a recompor aproximadamente R$ 3 bilhões desse montante, o que resultaria em um valor menor para essa modalidade de indicação, totalizando cerca de R$ 14 bilhões.


Na terça-feira (23), Lula negou que o governo enfrente problemas de articulação política no Congresso.


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Está na pauta da sessão, projeto que acaba com a saída temporária dos presos, a “saidinha”, em feriados e datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal.


Após votação no Congresso, o governo retomou duas possibilidades para o preso em regime semiaberto, que não tenha cometido crime grave ou hediondo:


  • visitar a família;
  • participar de atividades que contribuam para o retorno ao convívio social.

Durante a votação, os parlamentares podem derrubar esses dois tipos de saidinha.


Outras leis podem ser alteradas, de acordo com a decisão dos parlamentares na sessão de vetos:


  • a que taxa apostas esportivas;
  • flexibilização do registro de agrotóxicos;
  • programa Pé de Meia, que prevê o pagamento de um incentivo financeiro mensal para alunos de baixa renda matriculados no ensino médio público;
  • a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens;
  • Lei Orgânica das Polícias Militar e Civil;
  • há ainda na pauta vetos da gestão Jair Bolsonaro, que rejeitou, por exemplo o retorno do despacho gratuito de bagagem em voos.

Quando uma proposta é aprovada por Câmara e Senado, cabe à Presidência avaliar se torna a matéria lei, para que comece a valer. O presidente pode sancionar apenas uma parte do texto e rejeitar as demais.


Após o veto, uma nova rodada de votação acontece no Congresso, em que os parlamentares decidem se concordam ou não com as alterações promovidas pelo Executivo.


Lira afirmou que estuda a possibilidade de que os projetos que regulamentam a reforma tributária sejam discutidos em dois grupos de trabalho. O formato de tramitação, no entanto, ainda não foi definido.


Nós ainda nem discutimos se vão ser dois relatores. Tem deputados pedindo para que criem ali dois núcleos sem ser comissão especial, como se fossem dois grupos de trabalho, para dar oportunidade a mais parlamentares de participar dessa discussão como relatores”, afirmou Lira. “Não está definido, eu não tenho ainda a decisão sobre isso”, disse.


Segundo Lira, a ideia é trabalhar para que em 60, 70 dias os projetos de regulamentação da reforma cheguem ao plenário.

“Não podemos deixar essa legislação sem regulamentação. É importante que aconteça este ano ainda”.


Questionado se o adiamento da votação no Senado do projeto do DPVAT, que contém um dispositivo para abrir espaço de R$ 15 bilhões em despesas, interferiria nas votações dos vetos, Lira disse que não e que essa narrativa foi construída pelo líder do governo no COngresso, senador Randolfe Rodrigues.


O governo pretende usar esse espaço, com a aprovação do projeto no Senado, para recompor bloqueios ao Orçamento e pagar parte da recomposição das emendas de relator, vetadas pelo presidente Lula.


“As dificuldades do Senado em votar o dpvat ou facilidades eu penso que não podem interferir nessa discussão até porque estamos já em maio para apreciar vetos a um orçamento sancionado em fevereiro”.


Fonte: Agenda do Poder com informações do g1.

Lula usa gravata para homenagear cachorro e cobra que Gol preste contas por morte de Joca (veja o vídeo)

 O presidente explicou que escolheu a gravata com o desenho de cachorro em homenagem ao Joca como uma forma de “protesto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (24) que a empresa aérea Gol e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) precisam prestar contas pela morte do cachorro Joca, um golden retriever que deveria ter sido embarcado em Guarulhos (SP) rumo a Sinop, no Mato Grosso, mas foi levado por engano para Fortaleza (CE). O animal acabou transportado de volta para São Paulo, onde chegou morto.


O erro no transporte foi da Gollog, empresa da Gol. Usando uma gravata em homenagem ao pet, o presidente afirmou que é preciso “prestar contas” e “fiscalizar” o transporte aéreo de animais.


“Eu acho que a Gol tem que prestar contas, acho que a Anac tem que fiscalizar isso e acho que a gente não pode permitir que isso continue acontecendo no Brasil”, afirmou Lula.


O presidente explicou usar a gravata com o desenho de cachorro em homenagem ao Joca como uma forma de “protesto”.


“A minha gravata, ela tem um desenho um cachorrinho. Eu coloquei de manhã em protesto ao que aconteceu com o cachorro de um cidadão que mandou o seu cachorro para Sinop, no Mato Grosso. Esse cachorro ao invés de ser embarcado para Sinop, ele foi embarcado para o Ceará. Quando chegou no Ceará descobriram que não era para lá, mandaram de volta e o cachorro morreu, porque ficou oito horas sem tomar água, preso, dentro do avião”, disse o presidente.



Fonte: Agenda do Poder com informações de O Globo

Aliados de Bolsonaro ficam decepcionados com número de apoiadores presentes no ato realizado em Copacabana

 De acordo com organizadores do ato, escolha da data foi considerada “infeliz”, já que a manifestação ocorreu durante um feriado na cidade

Aliados de longa data de Jair Bolsonaro ficaram decepcionados com a quantidade de apoiadores presentes no evento realizado no último domingo, no Rio. De acordo com os organizadores do ato, a escolha da data foi considerada “infeliz”, já que a manifestação ocorreu durante um feriado na cidade, segundo informações da colunista Bela Megale, do Globo.


A concentração em Copacabana contou com a presença de 32,7 mil pessoas, representando apenas 18% do público presente em São Paulo, em fevereiro, e metade do comparecimento registrado no evento de 7 de setembro de 2022. Esses dados foram calculados pelo grupo de pesquisa “Monitor do debate político”, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, sob coordenação de Pablo Ortellado e Márcio Moretto.


O horário das 10h foi alvo de críticas devido ao forte calor. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a comentar sobre a dificuldade de realizar um ato naquela hora em uma praia tão movimentada. No entanto, publicamente, a orientação é minimizar qualquer sentimento de frustração.


A preocupação com a possível baixa adesão ao evento em Copacabana foi discutida em reuniões com Bolsonaro poucos dias antes do ato.


Alguns auxiliares demonstraram receio de que o local estivesse vazio, mas o ex-presidente estava confiante em sua capacidade de mobilizar multidões.


Fonte: Agenda do Poder com informações da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Teto de juros do consignado do INSS cairá para 1,68% ao mês

 

Novo limite foi definido pelo Conselho Nacional da Previdência Social


Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagarão menos nas futuras operações de crédito consignado. Por 14 votos a 1, o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta quarta-feira (28) o novo limite de juros de 1,68% ao mês para essas operações.

O novo teto é 0,04 ponto percentual menor que o limite atual, de 1,72% ao mês, nível que vigorava desde fevereiro. O teto dos juros para o cartão de crédito consignado caiu de 2,55% para 2,49% ao mês.

Propostas pelo próprio governo, as medidas entram em vigor oito dias após a instrução normativa ser publicada no Diário Oficial da União, o que ocorrerá nos próximos dias. Normalmente, o prazo seria cinco dias, mas foi estendido a pedido dos bancos.

A justificativa para a redução foi o corte de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic (juros básicos da economia). No fim de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu os juros básicos de 11,25% para 10,75% ao ano. Desde agosto, quando começaram os cortes na Selic, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse que a pasta acompanha o movimento a fim de propor reduções no teto do consignado à medida que os juros baixarem. As mudanças têm de ser aprovadas pelo CNPS.

Assim como nas últimas reuniões, os bancos têm votado contra a medida, alegando descompasso entre os juros do consignado e a realidade do mercado financeiro. Em fevereiro, as instituições financeiras conseguiram aprovar um dispositivo que insere, como referência para o crédito consignado, a taxa do Depósito Interbancário (DI) no prazo médio de dois anos. Esse indicador é tradicionalmente usado para calcular os rendimentos das aplicações em renda fixa.

Com o novo teto, os bancos oficiais terão de reduzir as taxas para o consignado do INSS para continuarem a emprestar pela modalidade. Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), o Banco do Nordeste cobra 1,76% ao mês; e o Banco do Brasil, 1,74% ao mês. O Banco da Amazônia cobra 1,77% ao mês.

Como estão acima do teto atual, essas taxas na prática significam que as instituições suspenderam a oferta desse tipo de crédito. Entre os bancos federais, apenas a Caixa cobra menos que o limite atual de 1,72% ao mês, com taxa de 1,71% ao mês, mas a instituição terá de reduzir a taxa para enquadrar-se no novo teto.

Impasse

O limite dos juros do crédito consignado do INSS foi objeto de embates no ano passado. Em março de 2023, o CNPS reduziu o teto para 1,7% ao ano. A decisão opôs os ministérios da Previdência Social e da Fazenda.

Os bancos suspenderam a oferta, alegando que a medida provocava desequilíbrios nas instituições financeiras. Sob protesto das centrais sindicais, o Banco do Brasil e a Caixa também deixaram de conceder os empréstimos porque o teto de 1,7% ao mês era inferior ao cobrado pelas instituições.

A decisão coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que arbitrou o impasse e, no fim de março do ano passado, decidiu pelo teto de 1,97% ao mês. O Ministério da Previdência defendia teto de 1,87% ao mês, equivalente ao cobrado pela Caixa Econômica Federal antes da suspensão do crédito consignado para os aposentados e pensionistas. A Fazenda defendia um limite de 1,99% ao mês, que permitia ao Banco do Brasil, que cobrava taxa de 1,95% ao mês, retomar a concessão de empréstimos.

Fonte: Agência Brasil

Haddad entrega nas mãos de Lira projeto de mais 300 páginas regulamentando a Reforma Tributária

 Embora mudanças nas regras de tributação sobre consumo tenham sido aprovadas, ainda há uma série de pontos que precisam ser detalhados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou pessoalmente ao Congresso Nacional na noite desta quarta-feira (24) o projeto abrangente para regulamentar a Reforma Tributária, aprovada no fim do ano passado por meio de Projeto de Emenda Constitucional (PEC). Embora as mudanças nas regras de tributação sobre o consumo tenham sido aprovadas, ainda há uma série de pontos que precisam ser detalhados.


O projeto foi entregue ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


— O país aguarda há 40 anos para a solução de um dos mais emaranhados dos problemas brasileiros, que é o nosso caótico sistema tributário, que está entre os 10 piores do mundo e estará entre os 10 melhores do mundo — disse Haddad ao entregar o texto a Lira.


Haddad foi pessoalmente entregar o projeto ao Congresso. Mais cedo, ele disse que o aval foi dado pelo presidente Lula.


O projeto apresentado nesta quarta traz as regras gerais do IBS e CBS (os impostos sobre o consumo federal, estadual e municipal), além dos regimes específicos para determinados setores e, também, a proposta para o imposto seletivo. O texto também inclui detalhes sobre a cesta básica nacional, que terá impostos zerados.


O projeto tem mais de 300 páginas e 500 artigos.


Além desse projeto, haverá outros dois: um com a formação do Comitê Gestor e a transição na distribuição da receita para os estados e municípios, além de questões relativas a contencioso administrativo, enquanto um terceiro projeto tratará das transferências de recursos aos fundos de desenvolvimento regional e de compensações de perdas dos estados.


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que as propostas de regulamentação da Reforma Tributária precisam ser aprovadas antes do recesso parlamentar. Ele afirmou que estuda a formação de dois grupos de trabalho para relatoria dos projetos de lei complementares.


— Não sabemos se vão ser um ou dois relatores. Também pensamos em dois grupos de trabalho para dar oportunidade a mais deputados. Queremos que em 60 ou 70 dias esteja no plenário, antes do recesso — afirmou.


Ele ainda admite a necessidade de votar urgência aos textos, para não passarem por comissões.


— Temos necessidade de regulamentar esses assuntos da tributária ainda neste semestre, o que nas comissões não teria condições.


Após décadas de discussões, o Congresso Nacional aprovou a Reforma Tributária no fim do ano passado. O texto atualiza o sistema tributário brasileiro.


Pela Emenda Consticional, cinco tributos sobre consumo em vigor hoje serão unidos e substituídos por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Após a cobrança e pagamento pelos contribuintes, esse imposto vai se dividir em dois, um gerenciado pela União, e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios:


  • Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): com gestão federal, vai unificar IPI, PIS e Cofins;
  • Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): com gestão compartilhada estados e municípios, unificará ICMS (estadual) e ISS (municipal).

O imposto vai incidir no momento de cada compra, a chamada cobrança no destino. Hoje os impostos recaem sobre os produtos na origem, ou seja, desde a fabricação até a venda final. Essa modalidade leva a um acúmulo das taxas ao longo da cadeia produtiva, deixando o produto mais caro. No modelo do IVA, os impostos não são cumulativos ao longo da cadeia de produção de um item.


O valor padrão do IVA ainda será definido e deve ser descoberto apenas um ano antes de cada etapa de transição. Mas uma estimativa inicial pode ser publicada pelo governo ainda neste ano. De acordo com a última previsão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o IVA poderia chegar a 27,5%.


A transição entre sistemas começa em 2026, com a cobrança de apenas 1% de IVA. O valor vai aumentando ao longo dos anos seguintes, até chegar em 2033, quando todos os impostos sobre consumo serão extintos, e sobrará apenas o IVA. O valor cheio será definido em resolução do Senado Federal, que também determinará qual parcela cada ao CBS e qual será de IBS.


Fonte: Agenda do Poder com informações de O Globo.

Câmara de Apucarana homenageia Canil da Polícia Militar

 Entrega do Diploma de Mérito em Tarefas Comunitárias de Apucarana ao Canil da PM aconteceu na noite desta terça (22)

Honraria de autoria do vereador Moisés Tavares (PP) foi entregue na noite desta terça-feira (22)

A Câmara Municipal de Apucarana se reuniu solenemente na noite desta terça-feira (22), para prestar homenagem com a entrega do Diploma de Mérito em Tarefas Comunitárias de Apucarana ao Canil da Polícia Militar. A honraria é de autoria do vereador Moisés Tavares (PP). Conduzida pelo presidente da Casa de Leis, Luciano Molina (AGIR), a sessão solene contou com a presença dos vereadores Tiago Cordeiro de Lima (PDT) e Rodrigo Lievore Recife (MDB). 

Além dos parlamentares, também estavam presentes o coordenador de Segurança da Prefeitura, tenente-coronel Marcos José Facio, representando o prefeito Junior da Femac; o capitão Thiago Federovicz Mendes dos Santos, representando o Canil; o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, Israel Aparecido de Carvalho; a presidente do Conseg, Ana Maria Schimidt; a médica veterinária Raquel Scaff, representando os apoiadores do Canil, entre outras autoridades, imprensa e convidados. 

Para o vereador Moisés Tavares, a existência do canil enaltece a figura do policial militar e do batalhão, e quem ganha com os serviços prestados é a comunidade. “Muito feliz em ser o autor desta honraria que reconhece o grande trabalho realizado pelo canil da Polícia Militar em Apucarana e na região”, reforça. 

O capitão Thiago agradeceu a homenagem e falou sobre o treinamento dos agentes caninos. “Estamos muito felizes com essa homenagem. Esse é o resultado do nosso serviço. É importante ressaltar que nossos cães não passam por maus-tratos, nem são viciados em drogas, como algumas pessoas imaginam. Eles são cães diferenciados e treinados para trabalhar, e são recompensados conforme conseguem atingir o objetivo. Tudo é sempre uma brincadeira. Para eles, o trabalho é sempre positivo”, explica. 

10 anos de Canil

Inaugurado em 23 fevereiro de 2015, o Canil da Polícia Militar de Apucarana começou com cinco policiais voluntários: o aspirante a oficial Thiago, hoje, o capitão Thiago; o aspirante a oficial Adriano; e os soldados Rodrigo, Augusto e Rubian. O canil trabalha valorizando a ação de cães, devidamente treinados, no suporte de diversas ações policiais. 

Os agentes caninos atuam na apreensão de drogas, armas e captura de bandidos, entre outras ações militares, além de participarem do projeto "Cão Amigo", voltado para o trabalho de apoio emocional e terapia ocupacional com crianças de Apaes de Apucarana e região, de lares e de escolas municipais. Desta forma, acumulam a função operacional com a filantrópica. 

O primeiro cão a executar esse trabalho e foi também o cão que localizou a 1ª droga foi o Golden Retriever “Thor”. Atualmente a equipe conta com cinco cães que trabalham no serviço operacional: Rinti, Zara, Smoke, Buddy e Hela.

Recentemente, o projeto "Cão Amigo", desenvolvido pelo 102 Batalhão da Polícia Militar de Apucarana e pelo Canil da PM, foi reconhecido nacionalmente, ocupando a 6ª melhor posição no Prêmio de Educação Darcy Ribeiro, concedido pela Câmara dos Deputados.

Fonte: Câmara Municipal


Autarquia de Saúde de Apucarana confirma caso de febre do oropouche

  

 A Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (AMS), por meio do “teste sentinela”, que é periodicamente utilizado em amostragens de sangue de pacientes, acabou detectando um caso de febre do oropouche, via Laboratório Central do Estado (Lacen) no município.

O paciente, um homem de 57 anos, foi diagnosticado após procurar atendimento no Lagoão, devido a sintomas inicialmente relacionados à dengue.

O usuário, cuja identidade permanece preservada, apresentou sintomas típicos de arboviroses, levando os profissionais de saúde a suspeitarem de dengue. Contudo, exames mais detalhados revelaram a presença do vírus da Febre Oropouche em seu organismo.

O resultado positivo de um paciente, suspeito de ter contraído dengue, foi confirmado hoje (24) pelo Lacen. Segundo o secretário de saúde, Emídio Bachiega, a febre do oropouche é uma doença rara, que às vezes é confundida com dengue e da chikungunya .

“Nesta quinta-feira, dia 25 de abril, teremos uma reunião na 16ª Regional de Saúde de Apucarana, para avaliar com especialistas quais providências serão adotadas, após a confirmação de um caso de febre do oropouche em Apucarana”, informou Bachiega.

A Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana solicitou o aumento do número de exames sentinela. De cinco, o número subirá para dez, a fim de monitorar e identificar eventuais novos casos.

A Febre Oropouche, transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culicoides, é uma doença febril aguda com sintomas semelhantes aos da dengue, tornando o diagnóstico preciso essencial para o tratamento adequado e o controle da disseminação.

Casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica.

TRANSMISSÃO

A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

SINTOMAS

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da Febre do Oropouche é clínico, epidemiológico e laboratorial.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

PREVENÇÃO

Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível.

Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele.

Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.

Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

APUCARANA: Paratleta Giovane Vieira é homenageado na Assembleia Legislativa do Paraná

 

O apucaranense Giovane Vieira de Paula, de 26 anos, o “Pantera Negra”, que defende a Seleção Brasileira de Paracanoagem, participou nessa quarta-feira à tarde (24/04) da sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (ALP), em Curitiba. Na ocasião, ele foi um dos homenageados pelas conquistas alcançadas em sua carreira pelo paradesporto do Estado.

O evento, organizado pelos deputados estaduais Alexandre Curi (PSD) e Pedro Paulo Bazana (PSD), teve a participação do prefeito de Apucarana, Junior da Femac, acompanhado da vereadora Jossuela Pirelli; do secretário de esportes, Tom Barros; secretária da Mulher e Assuntos da Família, Denise Canesin; e pelo atleta de handebol do município, Rafael Hidalgo Lobato, além da professora Jane Rezende de Morais Piedade Longhini, mãe do paratleta.

Durante o evento foram homenageados com menção honrosa, 89 atletas e treinadores do paradesporto estadual, que representam o Paraná em diversas modalidades em importantes competições como os Jogos Paralímpicos, em Tóquio, o Parapan, em Santiago, no Chile e as próximas Olimpíadas de Paris no segundo semestre de 2024.

“Receber estes atletas e técnicos aqui no Legislativo é uma emoção enorme. É um momento para valorizarmos os atletas paralímpicos e homenageá-los por tudo que já fizeram pelo esporte. Eles são exemplos de vida para todos, porque através deles as pessoas se motivam a praticar esportes”, destaca Bazana.

Giovane, que discursou em nome de todos os homenageados atua na paracanoagem há dez anos e, atualmente, vem treinando em Curitiba, visando o Mundial que ocorrerá de 8 a 12 de maio em Szeged, na Hungria. A disputa na Europa vale vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris, competição que será disputada de 28 de agosto a 8 de setembro.

“Estou muito feliz por receber essa homenagem, que valoriza o paratleta do Paraná, que possui grandes talentos e tem muitos campeões. Agora vou em busca de mais um desafio que é lutar pela vaga dos Jogos Paralímpicos de Paris. Agradeço ao apoio do prefeito Junior da Femac, a minha mãe por sempre me incentivar e a todos aqueles que torcem por mim”, disse Giovane.

O prefeito Junior da Femac, que fez parte da mesa das autoridades no evento, ressaltou que a homenagem foi aprovada pela unanimidade dos deputados estaduais. “O Giovane é um paratleta com um cartel espetacular e que é orgulho para Apucarana. Importante lembrar que ele foi medalha de prata na paraolimpíada do Japão”, assinalou Junior da Femac.

“Foi um prazer poder participar dessa homenagem de hoje aos paratletas do Estado, em especial ao nosso campeão Giovane que nos últimos anos vem brilhando nas competições nacionais e internacionais da paracanoagem e que com sua garra e determinação conseguirá participar da sua segunda paralímpiada”, comenta Tom Barros.

O secretário de esportes do Paraná, Hélio Wirbiski participou da sessão solene e destacou que “Os paratletas têm nos oferecido exemplos de perseverança, de luta e de organização com atletas vencedores e treinadores reconhecidos mundialmente. E o Poder Legislativo, principalmente o apoio do deputado Bazana, e todos os deputados aqui da Assembleia, a Comissão de Esporte, tem apoiado muito a Paraná Esporte que hoje é referência no desenvolvimento do paradesporto”.

O paratleta de Apucarana tentará pela segunda vez se classificar para uma Paralímpiada, pois na temporada 2021, em Tóquio no Japão, o jovem competidor paranaense conquistou a medalha de prata na prova VL3 de 200m na canoa.

Giovane no ano passado conseguiu bons resultados, sendo campeão pan-americano e também do Campeonato Sul-Americano, em competições que foram realizadas em Lagoa Santa-MG. No mesmo município, ele também conquistou o título do Campeonato Brasileiro Interclubes, representando o Iate Clube, de Londrina.

Na solenidade nessa quarta-feira na ALP, foram premiados atletas de 23 cidades nas modalidades de atletismo, badminton, basquete em cadeiras de rodas, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, goalball, judô, levantamento de peso, natação, rugby em cadeiras de rodas, taekwondo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro esportivo, triathlon e vôlei sentado.

Fonte: Prefeitura de Apucarana