quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Renan Santos diz que apoiadores que votarem em Flávio Bolsonaro vão “pagar mico” (vídeo)

 Fundador do MBL aconselha eleitores a abrirem mão do voto no candidato do PL após acusações de Pablo Marçal

      Renan Santos - 

Diante das críticas do coach Pablo Marçal (PRTB), que o comparou a Adolf Hitler e classificou seus seguidores como integrantes de uma “seita de esquisitões”, o ex-candidato à Presidência e fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), orientou seus apoiadores a recusarem o voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

Ao declarar que votará nulo ou se absterá, o dirigente partidário ironizou que aproveitará a data do pleito para visitar a família e frisou que o apoio ao postulante do PL não passa de uma perda de tempo inútil para salvar o país. Na avaliação do dirigente do partido Missão, os articuladores da candidatura bolsonarista consideram a vitória garantida e, por isso, desdenham do eleitorado do MBL, preparando terreno para futuras investidas contra o movimento.

“Muita gente me mandou mensagem por causa da declaração do Pablo Marçal, que me chamou de nazista e falou que o nosso eleitor é esquisito. (…) Entenda uma coisa, a campanha do Flávio acha que já ganhou a eleição. (…) Então, para eles, o nosso voto não é um voto que interessa muito, porque eles acham que estão três, quatro pontos na frente e que, depois, vão poder fazer o que eles já tentaram fazer no mandato do Jair (Bolsonaro): ‘cair para cima da gente’ institucionalmente”, declarou via stories do Instagram na terça-feira (20).


As declarações de Renan foram impulsionadas por falas de Marçal durante participação em um podcast, ocasião em que criticou duramente a liderança do político sobre os jovens do movimento. “Rapaz, o Renan criou uma seita na cabeça dos moleques esquisitos. A meninada esquisita decidiu: é Renan ou não é nada. (…) O cara tem um perfil do Hitler absurdo, até trejeito do Hitler de querer implantar coisa de comunista, de ditador, que não tem nada a ver com direita. Nunca foi, está desmascarado”, disse Marçal sobre Renan, em entrevista ao podcast “Iron Talks”.

Para o líder do Missão, o discurso adotado por Marçal expõe o sentimento real que permeia o entorno de Flávio Bolsonaro, que tentou sem êxito recrutar a militância do MBL por meio da atuação de diferentes influenciadores.

“O Marçal está falando basicamente o que aquela turma acha. Eles tiveram muita dificuldade quando colocaram influenciadores para tentar convencer nossos eleitores a votar neles. Botaram o Nikolas e o Pavanato no começo, e o Marçal foi gravar vídeo na rua, mas eles não estão virando. Se você é um eleitor meu, entenda: eles chamaram você de ‘esquisitão’ e eu de ‘nazista’”, afirmou quanto às acusações.

Ao concluir sua manifestação nas redes, o fundador do MBL reforçou a recomendação de neutralidade e detalhou sua programação pessoal para o dia da votação. “Votem em quem vocês quiserem, façam o que vocês quiserem nessas eleições. Mas, se você é eleitor meu e está disposto a ‘pagar esse mico’, achando que está ‘salvando o Brasil’, você está perdendo teu tempo. Eu acho que vocês viram que eu vou votar nulo ou nem vou votar”, declarou, antes de citar o que fará no dia das eleições:

“Faz um tempo que eu não vejo meu sobrinho, meu irmão está até me cobrando. A Jennifer (Galate, conselheira do partido Missão) está até falando para mim, para que eu encontre meu sobrinho”, finalizou.

Fonte: Brasil 247

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