Pesquisa aponta melhora na percepção econômica das famílias, com avanço dos que dizem ter conseguido ganhos acima do custo de vida
A percepção dos brasileiros sobre a renda familiar apresentou melhora em outubro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento mostra que 69% dos entrevistados afirmam que seus rendimentos aumentaram nos últimos 12 meses, embora parte deles considere que os ganhos não foram suficientes para compensar a elevação do custo de vida.
O percentual de brasileiros que afirmam ter registrado crescimento da renda superior ao aumento dos preços chegou a 16%, o maior índice desde março, quando teve início a série histórica do levantamento.
O resultado representa um avanço de seis pontos percentuais em relação aos meses de agosto e setembro, quando esse grupo correspondia a 10% dos entrevistados. Na comparação com a pesquisa divulgada em 14 de outubro, o indicador subiu três pontos, passando de 13% para 16%.
Outro dado que sinaliza uma melhora na percepção econômica é a redução do percentual de brasileiros que afirmam não ter registrado qualquer aumento de renda no último ano. Esse grupo caiu de 32% para 28% em uma semana, atingindo o menor patamar da série histórica. Em junho, o índice era de 35%.
Maioria dos brasileiros relata aumento da renda
A resposta mais frequente entre os entrevistados foi a de que a renda familiar cresceu na mesma proporção que o custo de vida. Essa avaliação é compartilhada por 32% dos brasileiros, ante 29% na pesquisa anterior.
Outros 21% afirmaram que seus rendimentos aumentaram, mas em ritmo inferior à elevação dos preços. Na rodada anterior, esse percentual era de 23%.
Os resultados mostram, portanto, que 48% dos entrevistados consideram que a renda familiar acompanhou ou superou o aumento do custo de vida, enquanto 49% relatam que os rendimentos ficaram abaixo da evolução dos preços ou não cresceram.
Confira os resultados da pesquisa Quaest sobre a evolução da renda familiar:
● 32% afirmam que a renda aumentou na mesma proporção que o custo de vida, ante 29% na pesquisa anterior
● 28% dizem que a renda não aumentou, contra 32% anteriormente
● 21% relatam que a renda cresceu menos que o custo de vida, ante 23%
● 16% afirmam que a renda aumentou mais que o custo de vida, contra 13%
● 3% não souberam ou não responderam, percentual estável
Melhora na percepção econômica ocorre na reta final da eleição
Os resultados foram divulgados a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A melhora na avaliação da renda familiar ocorre em um momento decisivo da campanha, quando a situação econômica das famílias e o poder de compra estão entre os temas em debate na disputa presidencial.
Embora os dados indiquem uma percepção mais favorável sobre a evolução dos rendimentos, o levantamento também evidencia que uma parcela expressiva da população ainda enfrenta dificuldades para acompanhar o aumento dos preços. Somados, os brasileiros que relatam crescimento da renda inferior ao custo de vida e aqueles que não tiveram aumento representam 49% dos entrevistados.
Na mesma rodada da Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
Metodologia da pesquisa
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026.
Fonte: Brasil 247
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