sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018

IPCA fecha o ano em 4,26%, fica abaixo do teto da meta e confirma um dos melhores resultados inflacionários do período pós-plano Real

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018 (Foto: Agência Brasil )

O Brasil encerrou 2025 com a inflação oficial entre as mais baixas das últimas décadas, registrando o quinto menor índice dos últimos 31 anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% no ano, o resultado mais contido desde 2018, quando o índice havia sido de 3,75%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou 0,57 ponto percentual abaixo da inflação registrada em 2024, que fechou em 4,83%, e também abaixo do teto da meta de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Com esse desempenho, 2025 passa a figurar entre os anos de menor inflação desde o início do plano Real. Apenas quatro anos apresentaram resultados inferiores: 1998, com 1,65%; 2017, com 2,95%; 2006, com 3,14%; e 2018, com 3,75%. O resultado consolida o período recente como um dos mais estáveis do ponto de vista inflacionário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o número por meio de uma publicação na rede X, destacando a frustração das previsões mais pessimistas feitas no início do ano. “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, afirmou o presidente.

No resultado mensal, o IPCA de dezembro ficou em 0,33%. A taxa foi superior à registrada em novembro, que havia sido de 0,18%, mas inferior ao índice observado em dezembro de 2024, quando a inflação mensal alcançou 0,52%.

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no cálculo do IPCA, teve papel relevante na desaceleração da inflação em 2025. Após encerrar 2024 com alta acumulada de 7,69%, o grupo registrou variação de 2,95% no ano passado. O principal fator foi a alimentação no domicílio, cuja alta caiu de 8,23% para 1,43%. Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa apresentaram seis meses consecutivos de queda, acumulando retração de 2,69%. Nos demais meses, a alta somou 4,23%.

Em sentido oposto, a energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto individual sobre a inflação do ano. Os preços acumularam alta de 12,31% em 2025, contribuindo com 0,48 ponto percentual para o IPCA. Na sequência apareceram cursos regulares, com impacto de 0,29 ponto percentual e variação de 6,54%; planos de saúde, com 0,26 ponto e aumento de 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 ponto e alta de 6,06%; e lanche, que teve impacto de 0,21 ponto percentual e variação de 11,35%.

O grupo Habitação também influenciou de forma significativa o resultado anual. Em 2025, os preços subiram 6,79%, acima dos 3,06% registrados em 2024, gerando o maior impacto entre os grupos, de 1,02 ponto percentual. No ano anterior, esse impacto havia sido de 0,47 ponto.

Fonte: Brasil 247

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