Cientista político traça paralelo com a virada histórica de 2014, mas alerta: o combate à abstenção dos mais pobres é a chave para a vitória
A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno ganhou novos contornos e entrou em uma fase de alta voltagem política. Em entrevista concedida aos jornalistas da TV 247, o cientista político e presidente do conselho do IPESP, Antônio Lavareda, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou a competitividade eleitoral após um início adverso no pós-primeiro turno e abriu uma rota concreta para uma possível virada contra Flávio Bolsonaro.
Segundo o especialista, o cenário que se desenhava na semana anterior — quando as simulações e levantamentos apontavam uma desvantagem de 4 a 6 pontos percentuais, deixando a candidatura governista sob forte pressão — começou a se transformar com a entrada de novos atores na campanha, a mobilização da juventude e a reação do eleitorado nas redes sociais e nas ruas.
⦾ O fôlego da reação e o precedente de 2014
Lavareda explicou que, embora Flávio Bolsonaro ainda mantenha certo favoritismo em razão da vantagem consolidada no primeiro turno, o movimento captado pelas pesquisas mais recentes (como Nexos, PoderData e Quest) sinaliza uma curva de estreitamento consistente.
Para ilustrar o momento, o analista resgatou a trajetória da eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu superar Aécio Neves nos momentos decisivos da reta final:
“Lula recuperou a competitividade e abre a possibilidade de nós repetirmos a linha do tempo do segundo turno de 2014. Naquela eleição, Dilma só conseguiu ultrapassar Aécio Neves por volta de 20 de outubro, virando uma marca de desvantagem que depois se consolidou na reta de chegada. A pesquisa alimenta a expectativa de assistirmos a algo semelhante.”






















