segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro vence em 16 capitais; Lula lidera em 11 no primeiro turno

 Candidato do PL domina capitais do Norte e Centro-Oeste, além do Rio e Belo Horizonte; Lula concentra vitórias no Nordeste e vence também em São Paulo, Porto Alegre e Belém

            Lula e Flávio Bolsonaro -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

 O resultado do primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma divisão regional clara entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas capitais brasileiras. O candidato do PL terminou à frente em 16 das 27 capitais, enquanto Lula venceu em 11.

Flávio Bolsonaro venceu em seis das sete capitais da Região Norte: Rio Branco, Macapá, Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Palmas. A única exceção foi Belém, onde Lula recebeu 48% dos votos, contra 43,74% do adversário.

No Centro-Oeste, o candidato do PL ganhou em todas as capitais. Flávio marcou 51,31% em Brasília, 54,68% em Goiânia, 57,70% em Cuiabá e 58,68% em Campo Grande.

Lula, por sua vez, teve seu melhor desempenho regional no Nordeste. O presidente venceu em oito das nove capitais: Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju.

A única capital nordestina em que Flávio Bolsonaro terminou à frente foi Maceió. Na capital alagoana, o candidato do PL obteve 52,36%, enquanto Lula registrou 41,09%.

Além das vitórias no Nordeste, Lula também superou Flávio Bolsonaro em Belém, Porto Alegre e São Paulo, a maior cidade do país.

Na capital paulista, Lula recebeu 46,58% dos votos, contra 42,13% de Flávio. Em números absolutos, foram cerca de 3,05 milhões de votos para o presidente e 2,76 milhões para o candidato do PL, uma diferença de 291.602 votos.

PT elege 70 deputados e deputadas federais

PT terá a segunda maior bancada

                Câmara dos Deputados - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu 70 deputados e deputadas federais nas eleições realizadas no domingo (4), informou o PT nesta segunda-feira (5). A nova bancada petista estará presente em 20 estados e no Distrito Federal e iniciará a próxima legislatura em 1º de fevereiro de 2027.

Dos 70 parlamentares eleitos, 25 são mulheres, o equivalente a pouco mais de um terço da bancada. A composição reúne nomes com experiência parlamentar e novas lideranças que chegam à Câmara dos Deputados para a próxima legislatura.

A eleição de 2026 também confirma a presença do PT entre as principais forças políticas da Câmara, sendo a segunda maior bancada.

O líder da bancada petista, Pedro Uczai (SC), foi um dos parlamentares reeleitos. “Estamos reeleitos. Obrigado, Santa Catarina. Foram 164.389 pessoas que confiaram o seu voto no nosso trabalho. Fica aqui minha gratidão e a certeza de que vou honrar cada um desses votos assim como venho fazendo nos últimos anos. Gratidão e vamos juntos!”.

VÍDEO: a reação animada de Tralli e Lo Prete na Globo após vitória de Flávio Bolsonaro no 1° turno


      César Tralli e Renata Lo Prete. Foto: Reprodução/TV GLOBO

César Tralli e Renata Lo Prete encerraram de forma efusiva e descontraída a cobertura da Globo sobre o primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). Após a confirmação de que Flávio Bolsonaro (PL) avançaria para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, os jornalistas apareceram sorridentes, trocaram elogios, deram as mãos, riram e lamentaram o fim da transmissão.

“Acabou?”, perguntou Lo Prete. “Acabou”, respondeu Tralli. “Que pena, né, que acabou”, afirmou a jornalista, ainda sorrindo. “Podia esticar mais um pouco, né?”, acrescentou. O tom festivo chamou atenção nas redes justamente por ocorrer ao final de uma cobertura marcada pelo destaque dado ao desempenho do filho de Jair Bolsonaro.

Tralli colocou a mão no ombro da colega e os dois permaneceram de mãos dadas durante parte dos agradecimentos. “Queria te agradecer muito”, disse Lo Prete. “Eu que quero te agradecer. Pela parceria, foi incrível. Muito obrigado mesmo”, respondeu o apresentador. Ela ainda agradeceu ao colega pela “aula” durante a apuração.

Os dois também riram ao se confundir sobre a data do segundo turno. Tralli citou inicialmente o dia 24, corrigiu para 25 e explicou que estaria no estúdio desde a véspera. Ao final, eles acenaram para a câmera, e Lo Prete mandou um beijo. “Nós juntos aqui celebrando a democracia nesse dia tão especial”, afirmou o âncora.


Campanha de Lula aposta em teto de Flávio Bolsonaro e mira Norte e Nordeste no 2º turno

 Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que Flávio Bolsonaro (PL) pode ter alcançado seu “teto” eleitoral no primeiro turno e planejam concentrar a campanha no Norte e Nordeste para a disputa final pela Presidência. A leitura no entorno do petista é que o adversário reuniu antecipadamente o voto útil de eleitores de direita na reta final.

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. Integrantes do governo e da campanha do presidente acreditam que a diferença deixa mais espaço para Lula crescer na segunda etapa do que para o candidato do PL.

A estratégia petista prevê ampliar as agendas nas duas regiões, onde Lula teria perdido mais de 3 milhões de votos em comparação com a eleição de 2022, conforme cálculos de aliados. A campanha busca recuperar parte desse eleitorado nas semanas que antecedem o segundo turno.

Entre as medidas que o grupo pretende explorar estão o aumento do Bolsa Família, com início previsto para 19 de outubro, e a PEC 6×1, que deve ser votada pelo Senado nesta semana. A aposta é associar essas propostas a temas de impacto direto na renda e na jornada de trabalho.

Debates e apoio de aliados entram na estratégia de Lula

Conselheiros de Lula também devem recomendar que ele participe dos debates promovidos por veículos de imprensa no segundo turno. A campanha pretende intensificar a propaganda para confrontar as posições dos dois candidatos e explorar diferenças entre Lula e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cleitinho (Republicanos) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Fotomontagem: Reprodução e Julia Ju/Reuters
Outro cálculo dos petistas envolve o empenho de aliados de Flávio Bolsonaro que venceram eleições estaduais no primeiro turno. A expectativa é de que nem todos atuem com a mesma intensidade na campanha presidencial, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito, e o senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais.

Um ministro influente do governo resumiu a avaliação sobre a disputa: “É um cenário difícil, mas não é impossível”. O Palácio do Planalto trabalha com uma campanha de contraste e com ações direcionadas a regiões onde o presidente teve desempenho menor que o registrado há quatro anos.

Bolsonarismo cresce no Senado e fica a 5 votos do mínimo para impeachment no STF

 O PL terá a maior bancada da Casa a partir de 2027, com 28 senadores, cerca de três vezes o tamanho da bancada do PT

Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF I Agência Senado

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que com ressalvas, o que deixa o grupo a cinco votos dos 54 necessários (dois terços da Casa) para aprovar o afastamento de magistrados.

Atualmente, 14 senadores que possuem mais quatro anos de mandato já se posicionaram a favor da abertura de processos por crimes de responsabilidade contra ministros da Corte. A partir do próximo ano, eles se somarão aos 35 que foram eleitos neste domingo (4) e que também endossam a medida.

Entre os recém-eleitos estão Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas com recorde de votos pelo Distrito Federal desde a redemocratização, Guilherme Derrite (PP), por São Paulo, e Carlos Portinho (PL), pelo Rio de Janeiro.

Lula deve dar maior protagonismo a Alckmin para disputar eleitorado de centro no 2º turno

 Vice-presidente deve ganhar mais presença na propaganda eleitoral após avaliação de que pode dialogar com setores resistentes ao PT

Lula e Geraldo Alckmin  -  Crédito: Reprodução (YT)

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aumentar a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin na reta final da eleição, em uma tentativa de ampliar o diálogo com eleitores de centro e reduzir a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Segundo O Globo, integrantes do governo e da campanha avaliam que Alckmin pode alcançar uma parcela do eleitorado que mantém resistência a Lula e ao PT. A estratégia inclui maior presença do vice-presidente no horário eleitoral de televisão e em atos políticos durante o segundo turno.

Maioria dos políticos citados no caso Master vencem as eleições. veja os nomes


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

A maioria dos políticos citados nas apurações sobre o Banco Master conquistou mandato nas eleições deste domingo (4), entre eles Jaques Wagner (PT-BA), Hugo Motta (Republicanos-PB), Antonio Rueda (União Brasil-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Ciro Nogueira (PP-PI) e ACM Neto (União Brasil) ficaram entre os derrotados nas disputas que travavam.

Votação de Flávio supera desempenho de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022

 Senador cresce no Nordeste, vira votos em Minas Gerais e Tocantins e amplia vantagem no eleitorado sulista

Vídeo gerado por IA mostrando o ex-presidente Jair Bolsonaro no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Bia Borges

O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), superou a votação obtida por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), nos pleitos de 2018 e 2022. No eleitorado brasileiro como um todo, o parlamentar obteve 6,8 milhões de votos a mais que o pai em 2018 e 5 milhões a mais do que há quatro anos. O avanço foi impulsionado sobretudo pelo Nordeste, onde o presidente Lula (PT) manteve o patamar de votos, mas viu o adversário reduzir a distância em um histórico reduto petista.

Senado: PL domina, elege 19 e o PT fica com 6 cadeiras; saiba quem são os 54 eleitos


Plenário do Supremo Tribunal Federal durante sessão. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O eleitorado brasileiro elegeu neste domingo (4), 54 novos senadores para a renovação de dois terços do Senado Federal. O PL foi o partido com maior número de eleitos, com 19 nomes, seguido pelo MDB, que conquistou sete cadeiras. O PT elegeu seis candidatos.

Entre os 54 escolhidos estão nomes como Carlos Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Carlos Jordy, Deltan Dallagnol, Arthur Lira, Cid Gomes, Eduardo Braga, Jaques Wagner, Rui Costa e Flávio Bolsonaro. Com o resultado, o PL passará a ter a maior bancada da Casa a partir de 2027.

O PL elegeu André do Prado (SP), Bia Kicis (DF), Bruno Scheid (RO), Capitão Contar (MS), Carlos Bolsonaro (SC), Carlos Jordy (RJ), Carlos Portinho (RJ), Carol de Toni (SC), Domingos Sávio (MG), Dr. Fernando Máximo (RO), Eduardo Gomes (TO), Filipe Barros (PR), Gustavo Gayer (GO), Marcio Bittar (AC), Michelle Bolsonaro (DF), Nicoletti (RR), Reinaldo Azambuja (MS), Sanderson (RS) e Zé Medeiros (MT).

O MDB conquistou sete vagas com Alexandre Guimarães (TO), Delegado Alessandro (SE), Eduardo Braga (AM), Helder (PA), Marcelo Castro (PI), Teresa Surita (RR) e Veneziano (PB). O PT elegeu Humberto Costa (PE), Jaques Wagner (BA), Marília Campos (MG), Rogerio Carvalho (SE), Rui Costa (BA) e Samanda de Lula (RN).

domingo, 4 de outubro de 2026

Lula admite “frustração” pela derrota de Haddad para Tarcísio: “quem perdeu foi o povo de São Paulo”

 Presidente lamenta resultado no estado paulista e critica não eleição de Simone Tebet e Marina Silva para o Senado

Lula, Fernando Haddad e Marina Silva durante ato de campanha em São Paulo

 O presidente Lula (PT) expressou publicamente sua decepção com o resultado das urnas no estado de São Paulo, lamentando a derrota de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), além da não eleição de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para as vagas ao Senado Federal, que acabaram sendo conquistadas por Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Ao analisar o cenário no maior colégio eleitoral do país, o chefe do Executivo fez uma defesa enfática da trajetória política de Haddad e questionou a escolha do eleitorado paulista pela terceira vez. “A cada vez que o Haddad perde uma eleição aqui em São Paulo eu fico frustrado. O Haddad é uma daquelas joias que alguém consegue produzir, e o estado de São Paulo produziu, a universidade produziu, e que ele não pode simplesmente perder uma eleição sem que a gente diga: ‘Haddad, não foi você que perdeu a eleição; quem perdeu foi o povo de São Paulo’. É a terceira vez. Se você for analisar o que o Tarcísio fez no estado de São Paulo, nada. Me diga uma grande obra. As obras são pensadas com o dinheiro do governo federal. Mas ele foi eleito. Talvez a culpa seja nossa, não dele, de não ter tentado mostrar para o povo a realidade”, declarou o presidente.

Haddad liga para Tarcísio e promete oposição construtiva

 Petista desejou boa sorte ao governador reeleito e disse que fará oposição para melhorar a vida dos paulistas

                      Fernando Haddad  - Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação


 Após o resultado da disputa pelo governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) revelou ter telefonado para Tarcísio de Freitas (Republicanos) para desejar “boa sorte” no novo mandato e afirmou que atuará na oposição ao governador reeleito.

Segundo a CNN Brasil, Haddad informou, em pronunciamento na noite deste domingo (4), que a ligação ocorreu por volta das 19h11, pouco antes de a reeleição de Tarcísio ser confirmada. Com 93,9% das urnas apuradas, o governador registrava 62,75% dos votos válidos, enquanto o petista somava 36,33%.

Haddad afirmou ter feito “críticas programáticas” ao adversário durante a campanha, mas ressaltou que as divergências partiram de pessoas que desejam o bem de São Paulo. Ao avaliar a disputa, destacou o nível do embate político travado no estado.

“Na condição de oposição, fizemos um embate de alto nível, digno do povo paulista, que é trabalhador, correto, empreendedor… Um povo muito admirável. Penso que foi uma campanha que vai nos orgulhar sempre. Torno público o telefonema que dei, desejando o melhor para o estado”, afirmou.

Após passar pelo primeiro turno, Flávio Bolsonaro diz que Brasil quer “mudança”

 Candidato do PL teve 47,12%, contra 45,05% de Lula, e afirmou que resultado mostra desejo de “mudança”

Flávio BolsonaroCrédito: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro Read more on smry.ai: https://smry.ai/https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/09/12/em-ato-no-rj-flavio-bolsonaro-ataca-moraes-e-diz-que-fim-do-sigilo-do-caso-master-tera-impacto-zero.ghtml#:~:text=Charles%20Vieira%2FCampanha%20Fl%C3%A1vio%20Bolsonaro

 Após terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (4) que o resultado das urnas demonstra que o país deseja uma “mudança”. Com 99,55% das urnas apuradas, o senador registrava 47,12% dos votos, enquanto Lula aparecia com 45,05%. Em sua primeira declaração após a confirmação do segundo turno, Flávio comemorou o desempenho nas urnas e destacou ter recebido quase 56 milhões de votos. 

“Estou muito feliz pelo voto de confiança. São quase 56 milhões de brasileiros. Não poderia estar mais realizado de identificar que o Brasil quer mudança. Fiquei feliz com o resultado em todas as regiões”, afirmou, de acordo com O Globo.

Flávio também sustentou que esteve próximo de liquidar a disputa ainda no primeiro turno e afirmou que o resultado eleitoral representaria o “fim da era do PT”.

“Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vai interferir em eleições”, declarou.

“Amanhã começa uma nova eleição”, diz Lula, após resultado do primeiro turno

Após disputa acirrada nas urnas, presidente projeta segundo turno e prega união para mostrar diferenças de propostas

Luiz Inácio Lula da Silva após votar em São Bernardo do Campo (SP), em 4 de outubro de 2026. - Crédito: REUTERS/Alexandre Meneghini

– O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista coletiva concedida após a apuração dos votos no primeiro turno das eleições, que a disputa entra em uma nova fase decisiva e que o trabalho de mobilização recomeça imediatamente, segundo informações concedidas em pronunciamento oficial. No pleito realizado neste domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,1% dos votos válidos, enquanto o atual chefe do Executivo registrou 45,08%, confirmando a realização do segundo turno entre os dois candidatos.

Durante a declaração à imprensa, Lula ressaltou o papel do eleitorado e celebrou o exercício democrático no país. “Acabamos de ter uma lição da democracia no Brasil, por votação do povo brasileiro. Precisamos começar essa entrevista agradecendo aos milhões de brasileiros que foram às urnas dar seu voto”, declarou o presidente.

Sergio Moro é eleito governador do Paraná

 Estado tem mais de 99% das urnas apuradas

Sergio Moro - Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

 O ex-juiz parcial e senador Sergio Moro (PL) foi eleito neste domingo (4) para o governo do Paraná. Com 99,9% das urnas apuradas, o candidato conseguiu 50,10 % (3,1 milhões) de votos. 

Em segundo lugar apareceu o candidato Sandro Alex (PSD), com 25,35 % (1,5 milhão votos). Na terceira posição ficou Requião Filho (PDT), com 23,48 % (1,4 milhão). 

Em quarto lugar ficou Luiz França (Missão), com 0,71 % (44 mil votos), seguido por Tayná Miessa (UP), com 0,23 % (14 mil).

Doutor Alexandre Salomão (MDO) teve 0,07 % (4 mil), Samuel De Mattos (PSTU) conseguiu 0,03 % (2 mil) e Adriano Funileiro (PCO), 0,02 % (1,5 milhão). 

Para o Senado foram eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

Fonte: Brasil 247




Com 99% das urnas apuradas, Lula e Flávio Bolsonaro vão ao 2° turno


      Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os dois disputarão o Planalto em 25 de outubro. Com 99% das urnas apuradas, a confirmação do segundo turno consolidou uma nova disputa direta entre a esquerda e a direita.

Flávio Bolsonaro somou 47,26% dos votos, enquanto Lula alcançou 44,89%. A diferença de pouco mais de dois pontos percentuais colocou o senador em vantagem na largada da etapa final da campanha.

Após votar, Lula cita caso Master e diz que país não pode ficar “nas mãos de milicianos”


          Luiz Inácio Lula da Silva durante votação em São Bernardo do Campo. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou adversários e citou o Banco Master após votar neste domingo (4) em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Ele afirmou que o futuro do país não pode ficar nas mãos de “milicianos” envolvidos no que chamou de “orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master”.

Lula registrou o voto às 9h15 na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, seu berço político no ABC Paulista. O presidente chegou ao local por volta das 9h, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e de integrantes do governo.

Ao falar com jornalistas, Lula contrapôs a venda de armas à distribuição de livros didáticos nas escolas. “O Brasil não irá para a frente facilitando a venda de armas, o Brasil irá para a frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas”, disse.

O petista declarou estar confiante na vitória e agradeceu a participação dos eleitores, inclusive dos que votam contra sua candidatura. “O fato concreto é as pessoas se mobilizarem democraticamente”, afirmou.

Jogador da seleção australiana manifesta apoio a Lula e publica número 13

 Meia da seleção australiana também compartilhou imagem de Sócrates, símbolo da Democracia Corintiana

      Jackson Irvine - Crédito: Reprodução / Instagram

O meia Jackson Irvine, um dos principais jogadores da seleção da Austrália, manifestou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (4), dia das eleições no Brasil, ao publicar nas redes sociais uma imagem com o número 13.

Irvine colocou o número associado ao PT sobre sua camisa da seleção australiana, na qual tradicionalmente utiliza a numeração 22. Nas eleições presidenciais de 2026, o 13 identifica a candidatura de Lula, enquanto o número 22 é utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.

Flávio Bolsonaro é vaiado e chamado de “miliciano” ao acompanhar voto da mulher


Flávio Bolsonaro dentro do carro enquanto os eleitores vaiam, e junto a esposa após votar. Foto: Reprodução/Mídia Ninja e Globonews

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi hostilizado neste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, ao acompanhar a votação da mulher em uma escola particular na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Na saída do local, o candidato ouviu vaias e gritos de “fascista” e “miliciano”.

O grupo que protestava contra o senador também entoou palavras de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto. As manifestações ocorreram enquanto Flávio deixava a escola.

Um apoiador do candidato do PL reagiu aos protestos e chamou Lula de “ladrão”. A resposta provocou uma troca de provocações entre os presentes, mas o episódio não evoluiu para tumulto no local de votação.

 

Flávio Bolsonaro comete crime eleitoral ao pedir voto no dia da eleição no Rio




O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cometeu crime eleitoral ao pedir votos para si próprio neste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, logo depois de votar em uma escola de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.

Após deixar a urna na Escola Municipal Barão Homem de Mello, Flávio falou com jornalistas e fez um pedido explícito para que os eleitores votassem nele ainda no primeiro turno.

“A imprensa vai ser perseguida, os políticos serão perseguidos, o brasileiro será perseguido e vai ser o fim do nosso país. Então peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem o voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”, disse.

A legislação eleitoral proíbe pedido de voto, aliciamento e propaganda eleitoral no próprio dia da votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que, no dia da eleição, pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores para influenciar sua escolha pode caracterizar crime de boca de urna.

No caso de Flávio, a declaração foi feita publicamente, diante da imprensa, e não deixou dúvida sobre o candidato que ele estava promovendo. Além do pedido explícito de voto, o senador afirmou que “a única alternativa é Flávio Bolsonaro”, reforçando a tentativa de influenciar a escolha dos eleitores justamente no dia em que eles comparecem às urnas.

“Um dia muito importante para o brasileiro pôr fim nesta era do atraso… que apostou tudo, que perdeu a linha de usar dinheiro público, máquina pública, para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferiram nas eleições, e isso tem que mudar. O Brasil não aguenta mais 4 anos disso, e a única alternativa é Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Qual lei Flávio Bolsonaro infringiu

O principal dispositivo é o artigo 39, § 5º, da Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições.

O dispositivo estabelece que constituem crimes, no dia da eleição, entre outras condutas, a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna, além da divulgação de propaganda de partidos ou candidatos. O inciso II trata especificamente da “arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna”, enquanto o inciso III criminaliza a divulgação de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos no dia do pleito. (Tribunal Superior Eleitoral)

A pena prevista no § 5º é de detenção de seis meses a um ano, com possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa de 5 mil a 15 mil UFIRs. (Tribunal Superior Eleitoral)

Zema entra com celular na cabine de votação em Minas, mesmo sendo proibido

 A norma estabelece que o eleitor deve desligar o aparelho antes de votar e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora


 O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrou com um celular na mão na cabine de votação na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições de 2026. O episódio ocorreu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

Imagens do momento mostram Zema se dirigindo à urna com o aparelho em uma das mãos. A conduta contraria as regras da Justiça Eleitoral, que proíbem o eleitor de portar celular dentro da cabine de votação, mesmo que o equipamento esteja desligado.

A norma estabelece que o eleitor deve desligar o aparelho antes de votar e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. O equipamento permanece sob a guarda dos mesários até que a votação seja concluída e deve ficar em local visível tanto para a mesa quanto para o próprio eleitor.

A restrição não vale apenas para telefones celulares. Máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e qualquer dispositivo capaz de registrar, transmitir ou divulgar o voto também não podem ser levados até a urna eletrônica.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida existe para preservar o sigilo do voto e evitar que o eleitor fotografe, grave ou produza algum tipo de comprovação da escolha feita na urna. A regra também busca dificultar práticas como compra de votos, em que alguém poderia exigir uma prova da opção registrada pelo eleitor.

A proibição está prevista na Lei das Eleições. O artigo 91-A da Lei nº 9.504/1997 impede que o eleitor porte celular, máquina fotográfica ou filmadora dentro da cabine de votação.

Fez o L? Internautas apontam que Padre Marcelo Rossi declarou voto em Lula com gesto

 – O padre Marcelo Rossi publicou neste domingo (4) um vídeo sobre o exercício da cidadania pouco antes de seguir para sua seção eleitoral

          “Fez o L”: seguidores associam gesto de padre Marcelo Rossi a apoio a Lula - Crédito: Reprodução

O padre Marcelo Rossi publicou neste domingo (4) um vídeo sobre o exercício da cidadania pouco antes de seguir para sua seção eleitoral, e um gesto feito pelo religioso passou a ser interpretado por seguidores como uma referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O religioso apareceu fazendo com a mão um gesto associado por parte dos seguidores ao “L” usado por apoiadores de Lula durante a campanha eleitoral. Não há, porém, no material apresentado, uma declaração explícita de Marcelo Rossi afirmando apoio ao presidente ou relacionando o movimento à candidatura petista.

Na legenda da publicação, o padre escreveu: “Amados Exercendo minha cidadania!!! A ALEGRIA DO SENHOR É NOSSA FORÇA”. Ele também acrescentou as hashtags #jesus, #gratidão e #fé.


Fonte: Brasil 247

Lula reafirma certeza na vitória nas eleições após votar em São Paulo e avisa: “O Brasil não irá para frente com miliciano”

 “Estou certo de que nós temos uma participação a nível nacional muito grande, e estou certo de que vamos ganhar essas eleições”, afirmou o presidente Lula neste domingo

Luiz Inácio Lula da Silva após votar em São Bernardo do Campo (SP), em 4 de outubro de 2026. (Crédito: REUTERS/Alexandre Meneghini)


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (4), após votar em São Bernardo do Campo (SP), estar certo de que será reeleito. Ele aproveitou para alfinetar seu rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), sem citá-lo diretamente ao falar dos casos envolvendo o Banco Master e milícias criminosas.

Hoje é um dia glorioso para o Brasil”, disse Lula a jornalistas, acrescentando:

“Acho que hoje vamos decidir uma nova página da história desse país”.

“O que está em jogo é a definição de um projeto de Brasil”

“O povo terá de escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso, entre o crescimento econômico e o retrocesso”.

“O povo é soberano e o resultado do povo será acatado por todos os 215 milhões de brasileiros”.

“Estou muito confiante não só pelo governo que fizemos, mas pelo trabalho que realizamos durante a campanha”.

“Estou certo de que nós temos uma participação a nível nacional muito grande, e estou certo de que vamos ganhar essas eleições”.

“Estou confiante que fizemos muito, mas ainda é preciso fazer muito mais”.

“O que fizemos até agora foi uma coisa que para muitos parecia impossível”.

“E ainda falta muito, nós precisamos fazer o dobro do que fizemos para que a gente possa fazer com que o Brasil tenha certeza de que seu futuro estará garantido”.

“O Brasil não irá para frente facilitando a venda de armas. O Brasil irá para frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas”.

“O Brasil não irá para frente com miliciano”.

“O Brasil não irá para frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master. O Brasil vai para frente com seriedade, comportamento, caráter e dignidade dos seus governantes”.

Fonte: Brasil 247