segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lavareda: Flávio perde favoritismo absoluto e eleição está aberta




O cientista político Antônio Lavareda afirmou que Flávio Bolsonaro deixou de ser um “favorito absoluto” e passou a ser um “favorito vulnerável” no segundo turno contra o presidente Lula. Na avaliação dele, a reação da campanha petista nas redes sociais e nas ruas reduziu a distância entre os candidatos. Com informações de Metrópoles.

Flávio, porém, continua com vantagens na disputa, segundo Lavareda. O senador terminou o primeiro turno na liderança e reúne um eleitorado com maior disposição para comparecer às urnas, enquanto Lula precisa reduzir a abstenção entre seus apoiadores e manter o avanço recente.

A pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) apontou diferença de 0,6 ponto percentual na intenção de voto estimulada. Na espontânea, o levantamento registrou empate de 44,5% a 44,5%, resultado que Lavareda classificou como incomum.

O cientista político comparou o levantamento da Nexus com a pesquisa Ipespe/Abrapel, que indicava 51,2% dos votos válidos para Flávio e 48,8% para Lula. O estudo anterior mostrou vantagem de 2,4 pontos e terminou o trabalho de campo antes de eventos da reta final da campanha.

O cientista político Antonio Lavareda. Reprodução

Pesquisas devem medir efeitos do debate e das mobilizações

Lavareda disse que as próximas pesquisas poderão identificar o impacto das entrevistas dos candidatos, das manifestações de rua e do debate de domingo (18). A Nexus coletou dados entre sexta, sábado e domingo, depois de parte desses acontecimentos.

Para o analista, a campanha de Lula reagiu em duas frentes. Ele citou o crescimento das ações digitais e a mobilização em atos presenciais, com 145 manifestações em 72 cidades no fim de semana anterior, além da expansão do canal de WhatsApp chamado de “exército do Lula”, que teria ultrapassado 5 milhões de inscritos.

Ao comentar o debate, Lavareda evitou apontar um vencedor antes da divulgação de novos levantamentos. Ele afirmou, no entanto, que o público saiu prejudicado pelo confronto: “não vi praticamente nenhuma proposta, nenhum esclarecimento sobre as diferenças entre as políticas públicas dos dois candidatos”.

O cientista político comparou o embate a “uma rinha de galo” e alertou para o peso da rejeição nos últimos dias. Ele também destacou que 15% dos eleitores de Flávio favoráveis ao fim da escala 6×1 poderiam abandonar o senador se consolidassem dúvidas sobre o compromisso dele com a medida.

Fonte: DCM

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