sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Prefeitura de Apucarana lança licitação para reforma e ampliação da UBS do Jardim Trabalhista e avança em requalificação estrutural da saúde



O prefeito Rodolfo Mota autorizou nesta sexta-feira (28/11), no Jardim Trabalhista, o início do processo licitatório para contratação de empresa especializada para reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) Ana Maria Dominiciano Pepato. O edital prevê modernização estrutural completa da unidade e ampliação de áreas essenciais de atendimento. Serão 258,33 metros quadrados de área reformada e 58,33 metros quadrados de nova edificação, totalizando 316,66 metros quadrados de área construída.

O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento e garantir melhores condições de trabalho às equipes de saúde. O prefeito Rodolfo Mota destacou que o investimento integra uma política municipal voltada para requalificar as unidades básicas e acompanhar o crescimento populacional da região. “Estamos anunciando benfeitorias na terceira UBS em uma semana. Começamos pela Vila Reis, com mais de R$ 600 mil na licitação para reforma e ampliação, praticamente dobrando o tamanho da unidade.
Depois, a reforma da UBS do Pirapó, distritos que têm porte de cidades. E agora chegamos ao Jardim Trabalhista. Quando assumimos encontramos UBS’s com infiltração, telhados danificados, pilares comprometidos, salas alagando e temperaturas inadequadas. Precisamos agir rápido e estas são apenas as três primeiras grandes reformas que vamos iniciar”, afirmou.

O investimento é uma parceria com a deputada federal Luísa Canziani, que destinou R$ 900 mil em recursos federais para os projetos. “A prefeitura está aportando mais R$ 300 mil. É um investimento total que deve se aproximar de R$ 1,2 milhão. Esses recursos já estão na conta da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), e as licitações estão marcadas.
A da UBS do Jardim Trabalhista será no dia 18 de dezembro”, observou, projetando o cronograma das obras. “A nossa expectativa é que, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, dentro da programação do aniversário da cidade, possamos emitir a ordem de serviço para esses investimentos”, disse.

A obra contempla construção de novos ambientes, incluindo sala para agentes comunitários de saúde, cozinha, área de serviço e área de circulação, além de adequações nas estruturas existentes, instalações elétricas e hidrossanitárias, revestimentos, substituição de cobertura e pintura. O secretário municipal da Saúde, médico Guilherme de Paula, destacou que o projeto foi construído ouvindo as equipes da unidade. “Uma das principais demandas era a ampliação do espaço destinado aos agentes comunitários de saúde, já incorporada ao desenho final da obra. Esta reforma vai reorganizar o fluxo interno e melhorar as condições de trabalho das equipes. O posto vai ficar bem organizado, com espaços adequados para os servidores e para o atendimento da população de Apucarana”, afirmou o secretário.


A construtora vencedora da licitação terá prazo de execução de 180 dias. O valor máximo previsto é de R$ 315.123,64, com recursos federais viabilizados através de emenda da deputada Federal Luísa Canziani, com intermediação do vereador Moisés Tavares.

Presenças – Prestigiaram o evento o secretário municipal de Obras, engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, os vereadores Pablo da Segurança e Dr. Odarlone Orente, o vereador licenciado e diretor-presidente da Autarquia dos Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa), José Airton Deco de Araújo, líder comunitário na região, e a superintendente de Atenção Primária à Saúde, Francismara Arruda.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Encontro Nacional de Prefeitos destaca protagonismo municipal com homenagem ao prefeito Rodolfo Mota

Uma realização da União Brasileira de Apoio aos Municípios (UBAM), o evento reuniu centenas de gestores públicos de todos os estados brasileiros para debater pautas municipalistas, fortalecer a gestão pública e ampliar a articulação nacional em defesa dos municípios


O vice-prefeito de Apucarana, Marcos da Vila Reis, acompanhado do secretário Especial de Assuntos Estratégicos, e de Indústria, Comércio e Serviços, Emerson Toledo, esteve nesta quinta-feira (27/11), no Rio de Janeiro, onde representou o prefeito Rodolfo Mota durante o Encontro Nacional de Prefeitos.

Uma realização da União Brasileira de Apoio aos Municípios (UBAM), o evento reuniu centenas de gestores públicos de todos os estados brasileiros para debater pautas municipalistas, fortalecer a gestão pública e ampliar a articulação nacional em defesa dos municípios. Durante a solenidade, 20 prefeitos foram reconhecidos como Destaque Nacional no Protagonismo da Gestão Pública — entre eles, o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, cuja homenagem foi recebida pelo vice-prefeito Marcos da Vila Reis.

“Um orgulho poder estar neste encontro e representar, em nome do prefeito Rodolfo, Apucarana e toda a região. A premiação é um reconhecendo aos gestores que têm contribuído para modernizar e fortalecer a gestão municipal. Na ocasião também reforçei o compromisso de Apucarana em buscar inovação, integração e mais representatividade nas discussões que impactam diretamente o desenvolvimento dos municípios brasileiros”, disse o vice-prefeito, que durante o evento manteve diálogo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.


Segundo Marcos da Vila Reis, entre os assuntos tratados no encontro estiveram a situação financeira dos Municípios, os desafios sociais e econômicos enfrentados pelos pequenos entes federativos, as propostas do Movimento Municipalista e o projeto de internacionalização dos Municípios no Panamá, um dos maiores hubs logísticos e comerciais das Américas.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

16ª RS abre mais 550 consultas especializadas para Apucarana, no “hospital da Acea”

    Fotos: Divulgação


O Programa Opera Paraná vem promovendo uma revolução na saúde pública do Estado, resultando em aumento significativo no número de cirurgias realizadas. Na área da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, este cenário também vem se consolidando neste primeiro ano de atividades do Hospital Torao Tokuda, o “hospital da Acea”.

Nesta semana, a Regional de Saúde, com anuência da Secretaria de Estado da Saúde, anunciou a abertura de mais 550 consultas especializadas para Apucarana. As vagas foram reservadas para pacientes apucaranenses nos meses de dezembro e janeiro nas especialidades de vascular, ginecologia, oftalmologia, urologia, ortopedia (quadril, ombro, joelho e mão) e cirurgia geral.

O diretor da 16ª RS, Paulo Vital, informa que a liberação das consultas especializadas foi avaliada e liberada em comum acordo com o secretário de saúde de Apucarana, o médico Guilherme de Paula. “O hospital da Acea tem capacidade para atender mais consultas e também mais cirurgias para os apucaranenses que estão na fila de espera. E vale ressaltar que a totalidade dos custos são por conta do Governo do Estado, via Secretaria de Estado da Saúde”, argumenta Paulo Vital.

As consultas especializadas e exames específicos - na maioria dos casos - resultam em cirurgias eletivas (não emergenciais) que vem sendo realizadas. “Vários municípios da região estão trabalhando junto com a Secretaria de Estado da Saúde e com a 16ª Regional de Saúde para reduzir suas filas de cirurgias, em várias áreas de especialidades médicas.

“Esse crescimento é reflexo dos investimentos intensificados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde que, neste ano reservou mais de R$ 700 milhões para ampliar a oferta de serviços e reduzir as filas de cirurgias eletivas (entre investimentos efetivados e programados)”, avalia o secretário de estado da saúde, Beto Preto.


"O Opera Paraná é um marco na saúde pública no estado. Estamos investindo fortemente para garantir que as pessoas tenham acesso rápido a cirurgias de que precisam, reduzindo o tempo de espera e melhorando a qualidade de vida dos paranaenses”, assinala Beto Preto. Conforme frisa ele, “o compromisso do governador Ratinho Júnior é continuar expandindo esse atendimento, garantindo mais cirurgias em todas regiões do Paraná. Por isso, pedimos mais encaminhamentos dos municípios para consultas e cirurgias, principalmente de Apucarana, para zerar as filas de espera”, conclama Beto Preto.

O setor de auditoria da 16ª RS, reforça que a missão dos municípios é acessar o sistema do estado (CARE/GSUS), e cadastrar os nomes dos pacientes na fila de atendimento. A ordem da fila é rigorosamente respeitada pela Regional de Saúde, que faz o agendamento das consultas pré-operatórias.

Fonte: Assessoria

Bolsonaro continuará recebendo aposentadoria de R$ 41 mil da Câmara

Condenado e preso no inquérito da trama golpista, o ex-mandatário também recebe pensão como capitão do Exército

Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Jair Bolsonaro (PL) continuará recebendo aposentadoria de R$ 41.563, 98 mil por mês da Câmara dos Deputados, mesmo após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinar esta semana o fim do processo judicial da trama golpista para sete réus, incluindo o ex-mandatário. Com a decisão do STF, o político da extrema direita brasileira teve de iniciar o cumprimento da pena de prisão.

De acordo com o Portal Uol, Bolsonaro recebe aposentadoria da Câmara desde dezembro de 2022. Ele foi deputado federal por 27 anos, de 1991 a 2018. Mas ele pediu o benefício ao então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), depois de perder a eleição para a Presidência da República em 2022.

Não existe previsão legal de cassação de aposentadoria em caso de condenação criminal. Em nota, a Câmara afirmou não haver decisão judicial para questionar o pagamento a Bolsonaro e outros ex-deputados.

O valor é proporcional ao tempo de mandato e contribuição. "A norma prevê proventos proporcionais ao tempo de mandato e para o qual o deputado contribuiu. O benefício é calculado à razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano de contribuição", disse a Câmara.

Exército

Bolsonaro também recebe pensão como capitão reformado do Exército. Se ele perder a patente, o soldo de R$ 12.861,61 mensais passará à mulher, Michelle Bolsonaro (PL), e à filha Laura, de 15 anos.

O ex-mandatário perdeu a remuneração como presidente de honra do PL, o seu partido. A legenda anunciou nessa quinta (28) a suspensão do salário e das atividades partidárias de Bolsonaro após a condenação por golpe de Estado.

Trama golpista

A condenação aconteceu no dia 11 de setembro. Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os sete réus por cinco crimes - golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

A Primeira Turma do STF também decidiu condenar os réus à pena de inelegibilidade pelo prazo de oito anos.

Os ministros que formam a Primeira Turma do Supremo são Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Relator indica parecer favorável e promete ser "ponte" entre Messias e senadores

Aliado do presidente do Senado, Weverton Rocha pode promover encontro entre Davi Alcolumbre e o indicado de Lula ao STF

Jorge Messias e Weverton Rocha (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) intensificará a articulação política para consolidar o apoio à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre após reunião realizada na quinta-feira (27), quando ambos definiram os próximos passos para ampliar o diálogo com parlamentares antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo o jornal O Globo, Weverton se comprometeu a funcionar como uma “ponte” entre Messias e os demais senadores, articulando encontros presenciais e contatos telefônicos na reta final da preparação para a sabatina marcada para 10 de dezembro.

A partir de domingo (30), Messias deve encaminhar ao relator a lista de parlamentares com quem já conversou, para que Weverton organize um corpo-a-corpo no Congresso. O senador afirmou ao Globo que não recebeu qualquer orientação contrária do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de quem é aliado, sobre o teor do relatório.

Weverton reforçou sua posição favorável ao indicado do presidente Lula. “Eu sou aliado direto do presidente Lula. Se é indicado por ele, é automaticamente apoiado por mim. Não há qualquer resistência ao Messias, ele cumpre todos os requisitos para isto. Em momento algum, Alcolumbre me fez qualquer pedido ou orientação contrária sobre o relatório. Vou trabalhar para que eles se encontrem em breve”, declarou o senador.

Durante a conversa, que se estendeu por pouco mais de uma hora, Weverton sugeriu que Messias não conte com uma votação após o dia 10, em razão do risco de a mensagem formal do Planalto — necessária para dar sequência ao processo de indicação — não chegar a tempo. Para o parlamentar, um eventual adiamento aumentaria a tensão com o Congresso e poderia comprometer o avanço da indicação em 2026, ano eleitoral.

Aliados avaliam que, diante da resistência inicial de Alcolumbre — que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga —, a articulação política em “modo convencional” pode não ser suficiente. Por isso, consideram essencial que o presidente Lula se envolva diretamente para sensibilizar senadores e destravar a relação com o comando do Senado.

A definição da data da sabatina antes mesmo do envio oficial da mensagem do Planalto foi interpretada como um movimento de pressão de Alcolumbre. Messias precisa de, pelo menos, 41 votos no plenário para garantir sua nomeação à Corte.

Na quarta-feira, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a sabatina poderá ser adiada caso a documentação não chegue ao Congresso a tempo. “Enquanto (a mensagem) não chegar ao Senado, corre o risco de a sabatina ser adiada. Mas, por enquanto, valem as datas marcadas”, afirmou Otto.

Indagado sobre a demora no envio da mensagem, Messias minimizou o tema. “Isso tem que ver com o Planalto”, disse. Ele também relatou que ainda não foi recebido por Alcolumbre, mas demonstrou confiança de que o encontro ocorrerá. “Gosto muito do presidente Alcolumbre, estou tentando falar com ele, no momento certo ele vai me atender".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Os dois hábitos que mais “entopem” as artérias, segundo cardiologistas


     Gordura na artéria. Foto: Divulgação

As artérias são responsáveis por levar sangue rico em oxigênio e nutrientes para todas as células do corpo, explica o cardiologista Thiago Marinho. Quando esses vasos começam a ficar “entupidos”, o transporte deixa de ser “efetivo” e pode comprometer o funcionamento de músculos e órgãos.

Segundo Marinho, dois hábitos estão diretamente ligados ao desgaste das artérias: alimentação inadequada e sedentarismo. Ele afirma que essas práticas estimulam “uma agressão contínua às paredes desses vasos, causados por inflamação crônica, colesterol em excesso, pressão alta e açúcar elevado”.

O cardiologista acrescenta que a formação de placas ocorre de forma lenta e progressiva. “Essa agressão acaba machucando a parede das artérias e favorecendo a formação de placas, que geralmente se instalam lentamente durante anos e décadas. Só desencadeia sintomas quando está em processo muito avançado“, disse.

Para o médico, investir em hábitos saudáveis é essencial. Marinho reforça que prevenir é mais simples e eficiente do que tratar doenças instaladas. “A manutenção da saúde com bons hábitos é muito mais fácil e efetiva do que o tratamento de uma doença já instalada”, afirmou. O especialista destaca ainda que mudanças simples na rotina podem reduzir significativamente o risco de complicações cardiovasculares.

Fonte: DCM

“Maior conquista”: Lula fará pronunciamento nacional sobre isenção do IR


O presidente Lula durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei que amplia a faixa de isenção e institui a tributação mínima do IR. Foto: Divulgação

O presidente Lula gravou um pronunciamento que será exibido em rede nacional de rádio e televisão no domingo (30), às 20h30, para anunciar a sanção da lei que isenta do pagamento de Imposto de Renda trabalhadores que recebem até 5 mil reais.

Segundo a Folha de S. Paulo, o governo considera a medida um dos principais marcos do atual mandato. Lula afirma que a mudança, proposta por ele e aprovada pelo Congresso, representa “a maior conquista” de sua terceira gestão à frente do país.

A gravação foi feita no Palácio do Planalto, diretamente da mesa de trabalho do presidente, com um mapa-múndi ao fundo. O cenário foi escolhido para reforçar, segundo auxiliares, a imagem de liderança internacional que Lula busca consolidar ao mesmo tempo em que promove ações voltadas ao público interno.

O discurso deverá destacar o impacto da nova faixa de isenção na renda das famílias e na popularidade do governo. A ampliação da isenção tem sido tratada como a bandeira mais forte do Planalto para impulsionar o projeto eleitoral de Lula em 2026.

Integrantes da equipe econômica afirmam que a mudança devolve poder de compra e corrige uma defasagem acumulada ao longo dos anos. Aliados avaliam que o anúncio em rede nacional, em horário nobre, deve marcar simbolicamente o início da estratégia de comunicação voltada à reeleição.


O pronunciamento, no entanto, ocorre em um momento de forte tensão entre o Executivo e o Congresso Nacional. Nesta semana, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, optaram por não comparecer à cerimônia de sanção da lei, gesto interpretado como sinal claro de descontentamento com o governo.

As razões para o atrito são variadas, mas, no Senado, a mais evidente é a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Alcolumbre defendia publicamente o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga e não escondeu a frustração com a decisão de Lula. O episódio ampliou o desgaste entre o Planalto e o presidente do Senado.

Inconformado, Alcolumbre colocou em votação uma série de pautas que elevam despesas públicas, as chamadas pautas-bomba, ao mesmo tempo em que articula movimentos para dificultar a aprovação de Messias na Casa. A ofensiva acirrou a disputa de bastidores e elevou a temperatura política às vésperas do pronunciamento presidencial.

Nos bastidores do governo, a avaliação é que a exibição em cadeia nacional pode ajudar a recuperar a iniciativa política em meio à crise. A expectativa do Planalto é que o anúncio da isenção do IR repercuta de forma positiva entre trabalhadores assalariados, reforçando a narrativa de que o governo busca aliviar o peso tributário sobre a renda.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Nikolas revela com quem falou no celular durante visita a Bolsonaro

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usa celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/TV Globo


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes exigiu explicações da defesa de Jair Bolsonaro após imagens mostrarem o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usando um celular durante visita ao ex-presidente, no dia 21 de novembro. O vídeo, registrado pela TV Globo, motivou o questionamento porque Bolsonaro está proibido de usar ou ter acesso a aparelhos telefônicos.

À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, Nikolas afirmou que apenas “atendeu” uma ligação do próprio cunhado. O deputado disse que a conversa foi breve e que Bolsonaro “não usou o celular, não tocou no celular e não se comunicou por meio dele”.

Ele alegou que o aparelho permaneceu o tempo todo sob seu controle e que o ex-presidente não participou da chamada. A defesa de Bolsonaro reforçou essa versão ao STF, insistindo que “não houve contato visual” entre o ex-presidente e o aparelho.

Nikolas Ferreira e Jair Bolsonaro durante visita do deputado. Foto: Mateus Bonomi/Reuters
Segundo os advogados, Bolsonaro “sempre cumpriu” as medidas cautelares e não teve acesso, “direta ou indiretamente”, a celulares durante o período em prisão domiciliar.

No documento enviado ao ministro, a defesa afirmou que o encontro ocorreu “às claras”, sustentando que todo o episódio foi visível e sem qualquer irregularidade. “Tratou-se, inequivocamente, de encontro realizado às claras […] sem uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal”, escreveu a equipe jurídica.

Nikolas já havia se manifestado sobre o episódio e atacou o ministro Alexandre de Moraes. Na quarta (26), ele afirmou que “criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24h para explicar nada. Não é justiça, é teatro para intimidar”.

A visita havia sido autorizada pelo Supremo e ocorreu antes de Bolsonaro tentar violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda, o que levou à sua prisão preventiva no dia seguinte.

Fonte: DCM

Cinco PMs são presos por crimes durante massacre no RJ


      Policiais civis e militares do Rio de Janeiro durante massacre. Foto: Antônio Lacerda/EFE

A Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu cinco PMs do Batalhão de Choque nesta sexta (28), suspeitos de crimes cometidos durante massacre na megaoperação Contenção, que completou um mês e deixou 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. A investigação aponta indícios de irregularidades registrados por câmeras corporais, incluindo o suposto furto de um fuzil apreendido após um confronto.

Três dos cinco presos foram identificados como o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho, o subtenente Marcelo Luiz do Amaral e o sargento Diogo da Silva Souza. Outros cinco policiais são alvo de mandados de busca e apreensão, sob investigação da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

A PM afirmou em nota que “não compactua com possíveis desvios de conduta” e que pune com rigor quando as irregularidades são comprovadas.

A decisão judicial relata que os policiais recolheram um fuzil após o tiroteio, mas não registraram a apreensão. Imagens mostram diálogos em que os agentes discutem desmontar a arma, colocá-la em mochilas e transportá-la para outro local.

Corpos em sacos no pátio do IML após megaoperação da polícia no Rio. Foto: Janaina Quinet/Reuters
Em um dos trechos, Coutinho diz: “Eu vou tirar e colocar na minha mochila de novo, está separado”, e mais adiante: “Vou colocar lá atrás do banco”. Outro policial sugere ir “para um lugar deserto, colocar na caçamba”.

O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga afirma que as gravações não esclarecem o destino do fuzil e classificou a conduta como “gravíssima violação” aos deveres funcionais, com risco concreto à ordem pública militar.

Segundo o relatório da operação, o Batalhão de Choque fez 27 prisões e registrou uma morte por intervenção policial, além de apreender 22 fuzis e outras armas — nenhum dos investigados aparece como responsável pelos 22 fuzis oficialmente recolhidos.

Ao todo, 210 policiais do Choque participaram da operação, atuando principalmente nas ruas da Penha que dão acesso à Vila Cruzeiro. O relatório da megaoperação foi incluído pela Promotoria do Rio nos autos enviados ao STF no âmbito da ADPF 635, que acompanha ações policiais no estado.

Fonte: DCM

"Nikolas recebeu apoio e recursos da máfia do combustível", denuncia Rogério Correia

Rogério Correia apresentou ações na PGR contra Nikolas Ferreira e detalha suspeitas sobre financiamento de campanha

        O deputado federal Rogério Correia - 06/10/2025 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teria recebido apoio político e recursos de grupos ligados à chamada “máfia do combustível” em Minas Gerais. Em entrevista ao Boa Noite 247, ele relatou que já move três ações contra o parlamentar na Procuradoria-Geral da República (PGR), duas delas em segredo de justiça, e advertiu que “esse Nikolas tem feito muita coisa errada” e precisa ser permanentemente fiscalizado.

Ao longo da entrevista, Correia descreveu suspeitas de lavagem de dinheiro, questionou a atuação da Câmara dos Deputados diante de parlamentares condenados que continuam com mandato e voto ativo, e analisou a crise política em torno do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do bloco do Centrão.

◉ Ações contra Nikolas Ferreira e ligação com máfia do combustível

Logo no início, o deputado contou que já são três procedimentos contra Nikolas Ferreira em tramitação na PGR, sendo dois unificados e sob sigilo. Ele lembrou o episódio em que o colega gravou um vídeo alarmista sobre o Pix, alegando falsamente que o sistema seria taxado, o que, segundo Correia, atrapalhou mecanismos de controle contra lavagem de dinheiro.

Segundo ele, a desinformação não foi um episódio isolado, mas dialogaria com interesses de grupos criminosos:

“Eu tô com três processos contra o Nícolas… e já estão dois em segredo de justiça que são relativos àquela questão do Pix, que ele agiu boicotando o sistema de triagem, inclusive contra lavagem de dinheiro.”

Rogério afirmou ter vinculado essa atuação a operações do Primeiro Comando da Capital (PCC) e à atuação de redes criminosas em Minas Gerais. Ao aprofundar a apuração, diz ter encontrado indícios de que postos de gasolina ligados à “máfia do combustível” teriam financiado a campanha de Nikolas:

“Depois de toda aquela relação com o PCC, fui resgatar o que ele tinha de postos de gasolina que apoiaram a campanha, de pessoas ligadas à máfia do combustível, recurso para campanha. Esses dois processos estão unificados e estão em segredo de justiça na PGR.”

Ele relatou que a Procuradoria está analisando as denúncias e reiterou a necessidade de acompanhamento permanente da conduta do parlamentar mineiro.

◉ Suspeitas de articulação de fuga e ligação com Donald Trump

Rogério Correia também explicou que, além das ações já em curso, apresentou nova representação à PGR, desta vez em conjunto com o deputado Reimont, para investigar o episódio em que Nikolas teria levado um celular a uma reunião com Jair Bolsonaro, no mesmo dia em que o ex-presidente tentou fugir usando tornozeleira eletrônica.

O deputado associou isso à declaração do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou ter falado com Bolsonaro por telefone, reforçando a necessidade de quebra de sigilo telefônico:

“É uma suspeita muito grande de que essa história mal contada do Trump que fala o seguinte: ‘Eu falei com esse senhor ontem à noite, espero revê-lo em breve’. Se quebrar o sigilo, nós vamos saber se essa suspeita procede.”

Correia mencionou ainda relatos sobre uma possível rota de fuga envolvendo uma fazenda ligada à família Piquet, nas proximidades de Unaí (MG), com pista de pouso que poderia ser usada em eventual tentativa de fuga aérea rumo à embaixada dos Estados Unidos:

“Diz que tem um aeroporto lá perto… que poderia estar também acionado, tem um pouso em que ele poderia dali tentar algum tipo de fuga de um helicóptero para a embaixada norte-americana.”

◉ Cobrança por cassação de Ramagem e crítica à inércia da Câmara

A entrevista avançou para o tema da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o cumprimento da pena do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e comunicou ao presidente da Câmara sobre a perda de mandato. Rogério Correia foi enfático ao afirmar que a Constituição não deixa margem para outra medida:

“Olha, não tem outra decisão a não ser realmente decretar o fim do mandato deles.”

Ele lembrou que, nos casos de condenação criminal com trânsito em julgado ou perda de direitos políticos, a perda de mandato é consequência direta da decisão judicial, e que a Câmara teria apenas de cumprir o que está na Constituição, sem espaço para manobras políticas.

O deputado criticou a demora para tratar da situação de Carla Zambelli, já condenada, e apontou que o mesmo rigor deve se aplicar a Ramagem. Ele também chamou atenção para o fato de que parlamentares foragidos seguiram votando do exterior, o que considera inaceitável:

“Nós temos uma situação curiosa em que existe uma deputada foragida com condenação criminal transitada em julgada… e agora com Ramagem, essa moda não pode pegar.”

Segundo ele, a Casa precisa criar mecanismos de controle para impedir que deputados com restrição judicial de saída do país continuem votando do exterior, como ocorreu em casos recentes:

“Se ele tá proibido de sair do Brasil, como é que ele tá votando do exterior? A Câmara teria que ter algum controle disso.”

◉ Crise política com Hugo Motta e solidariedade a Lindbergh Farias

Questionado sobre o rompimento anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, com o líder do PT, Lindbergh Farias, Rogério Correia afirmou que a crise é política e não pessoal, e prestou solidariedade ao colega de partido.

Ele destacou que o presidente da Câmara não pode escolher com quais líderes de bancadas decide dialogar:

“Primeiro é prestar minha solidariedade ao Lindbergh, porque não pode o presidente da Casa dizer com qual líder ele conversa, não conversa, aceita ou não aceita o papel que está sendo exercido. Isso é um problema interno da bancada do Partido dos Trabalhadores.”

Correia explicou que as críticas feitas pela bancada do PT dizem respeito a decisões políticas de Hugo Motta, como a nomeação do deputado Derrite para a relatoria de projeto de lei do governo Lula sobre facções criminosas e a condução do caso Ramagem. Ao mesmo tempo, ele eximiu o presidente da Câmara de conivência com a fuga do parlamentar:

“Eu eximo de responsabilidade o presidente Hugo Motta… O Ramagem teve uma atitude de foragir enganando a todos.”

Para o petista, o conflito central não é pessoal, mas decorre da posição do Centrão, que estaria oscilando entre compor com a extrema direita ou com o governo, mirando as eleições de 2026.

◉ O dilema do Centrão entre Lula e a extrema direita

Rogério Correia descreveu o cenário de disputa pela liderança política nas próximas eleições presidenciais. Segundo ele, parte expressiva do Centrão estaria inclinada a se alinhar com a extrema direita em torno do governador Tarcísio de Freitas, numa estratégia em que esses partidos se enxergam como protagonistas da futura coalizão de poder.

“O Centrão fez uma opção inicial… de tentar uma composição com a extrema direita em nome do Tarcísio, que eles acham que terão sobre ele algum controle.”

No entanto, ele ponderou que o fortalecimento de Lula nas pesquisas e a resistência do bolsonarismo em “passar a bola” ao Centrão criam fissuras no bloco, inclusive por regiões, especialmente no Nordeste, onde a rejeição ao antipetismo é maior.

Correia destacou que, embora a direita e a extrema direita somem votos na Câmara, a variável decisiva será a reação da sociedade em ano eleitoral:

“A equação não é só quantos votos se tem no Congresso, mas como vai se comportar a população diante disso em véspera de eleição.”

◉ Governo Lula, agenda econômica e derrota da “PEC da bandidagem”

Na avaliação do deputado, apesar das derrotas pontuais no Congresso, o governo Lula teria saído mais forte junto à opinião pública em embates recentes, especialmente no episódio da chamada “PEC da bandidagem” e do Projeto de Lei da anistia a golpistas:

“Aquele projeto que eles chamavam de dosimetria e que a gente chamou da PEC da bandidagem… foi uma derrota histórica para eles nas ruas.”

Ele ressaltou que o desgaste social foi tão grande que a anistia não avançou e o projeto de “dosimetria” acabou barrado no Senado. Em paralelo, Correia citou entregas do governo Lula em políticas sociais, obras de infraestrutura e medidas econômicas, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, além da inflação em queda:

“Os programas sociais chegam agora numa dimensão maior… a inflação baixou… o presidente Lula vai entregar o Brasil com a inflação mais baixa que se tem na história desde o Plano Real.”

◉ Corte de renúncias fiscais e reforço do orçamento social

Como presidente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), Rogério Correia informou que conseguiu aprovar um projeto que prevê corte linear de 10% nas renúncias fiscais — benefícios tributários e incentivos — que hoje somariam quase R$ 800 bilhões ao ano.

De acordo com ele, a proposta pode abrir espaço fiscal de cerca de R$ 20 bilhões para o orçamento da União, a serem destinados a políticas sociais em 2026:

“É fundamental ser votado agora, porque significa mais 20 bilhões para os cofres da União para o orçamento em questões sociais pro ano que vem.”

Para o deputado, é nesse tipo de agenda que deveria se construir um pacto mínimo na Câmara até o fim do ano, priorizando matérias consensuais que “ajudem o Brasil”, enquanto a anistia a golpistas não teria “o menor clima” para ser votada.

◉ Banco Central, juros altos e convocação de Galípolo

Na reta final da entrevista, o tema mudou para a política monetária. O comentarista lembrou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição mira o centro da meta de inflação de 3%, e não apenas o teto da banda, num contexto em que o Brasil já opera com uma das maiores taxas de juros reais do mundo.

Rogério Correia considerou a situação “profundamente preocupante” e relatou que se reuniu com Galípolo para discutir o tema, defendendo que o Congresso entre no debate:

“Eu estive com o presidente do Banco Central Galípolo ontem para discutir vários temas. Um foi desse.”

O deputado disse que convidou o presidente do BC para comparecer à Comissão de Finanças e Tributação, provavelmente no dia 17, após a reunião do Copom, a fim de prestar esclarecimentos sobre os juros e a meta de inflação:

“No dia 17 ele está convidado, vamos ver se a gente enfrenta esse assunto aqui… esse debate tem que ser feito.”

Ele alertou que, mantido o arrocho monetário, o país pode enfrentar problemas de crescimento e, na sequência, de emprego, anulando parte dos avanços obtidos nos indicadores econômicos.

◉ Segurança pública, barragens e risco ambiental em Paracatu

O programa também registrou perguntas de internautas sobre temas diversos, como operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro e o risco de rompimento de barragens de mineração em Minas Gerais.

Um espectador que atuou como juiz substituto em Paracatu (MG) alertou para o perigo envolvendo a barragem de rejeitos da mineradora de ouro na região. Rogério Correia, que preside a comissão externa das barragens na Câmara, confirmou a preocupação e lembrou que o colegiado acompanha de perto empreendimentos com risco elevado:

“São mais ou menos 42 barragens que têm risco de rompimento. Essa [em Paracatu] tem que estar sempre sob vigilância.”

Ele explicou que a barragem — que utiliza mercúrio na mineração de ouro — é monitorada e que, em caso de colapso, haveria impacto direto sobre o rio São Francisco, com consequências ambientais devastadoras.

O deputado destacou ainda que a comissão acompanhou todo o processo de repactuação do crime da Vale em Mariana, retomado recentemente após anos de paralisação durante o governo Jair Bolsonaro:

“Essa comissão é muito importante… acompanhamos, por exemplo, todo o processo de repactuação do crime da Vale em Mariana… Aliás, o governo Bolsonaro parou tudo, né?”

Ao encerrar, Rogério Correia reforçou a necessidade de vigilância institucional sobre crimes ambientais, financiamento de campanhas por redes criminosas e o cumprimento rigoroso das decisões judiciais envolvendo parlamentares condenados, apontando que a credibilidade das instituições depende justamente da resposta a esses casos. Assista:

 

Fonte: Brasil 247

The Guardian: apoio a Bolsonaro 'se desfaz como espuma' após prisão

Jornal britânico analisa reação tímida da direita e aponta erosão da força política do clã Bolsonaro após início da pena de 27 anos

Bolsonaristas em frente a sede da Polícia Federal em Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A cena que marcou os primeiros dias de Jair Bolsonaro (PL) atrás das grades foi bem diferente das manifestações que marcaram sua trajetória nos últimos anos. Em reportagem publicada nesta sexta-feira (28), o jornal britânico The Guardian descreve a solidão que cerca o ex-presidente neste início de cumprimento da pena de 27 anos por tentativa de golpe.

Segundo a análise do The Guardian, apenas algumas dezenas de apoiadores apareceram diante da base da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro ocupa uma pequena sala usada como cela. Entre eles estava Arley Xavier, de 21 anos, que insistia em negar o fim do ciclo bolsonarista: “Não acabou. Ainda há muito que Jair Messias Bolsonaro precisa fazer no Brasil … Não, não acabou”, declarou o jovem, conclamando conservadores a irem à capital em protesto.

Durante seu governo, entre 2019 e 2023, Bolsonaro mobilizava multidões em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Mas a energia que antes impulsionava sua militância não apareceu desta vez. Com chuva e clima frio no Centro-Oeste, o ambiente ao redor do ex-chefe do Executivo refletiu desânimo e desarticulação.

A prisão de Bolsonaro e de cinco aliados — enquanto o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) fugiu pela Amazônia rumo aos Estados Unidos — não encerra a extrema direita brasileira, segundo a análise britânica. Seus seguidores ainda alimentam a esperança de um eventual indulto, sobretudo se um conservador vencer as eleições presidenciais do próximo ano. Apesar disso, o jornal destaca que a reação quase inexistente ao encarceramento surpreendeu até analistas experientes.

Um dos trechos centrais da reportagem cita o cientista político Christian Lynch, que avalia que o domínio da família Bolsonaro sobre a direita perdeu força: “Eu diria que a liderança da família Bolsonaro na direita está chegando ao fim e você poderia dizer que o bolsonarismo está chegando ao fim”, afirmou. Ele comparou a cena atual com o momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se entregou à polícia em 2018, recebido por uma multidão de apoiadores que o carregou nos ombros. Para Lynch, a diferença está na capacidade histórica do PT de organizar uma base sólida, algo que Bolsonaro nunca construiu de forma consistente. “O bolsonarismo é como espuma que se desfaz… A direita vai permanecer. Mas o bolsonarismo vai passar”, completou.

A análise também lembra que aliados próximos enfrentam seus próprios dilemas. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vive nos Estados Unidos desde fevereiro e pode ser preso se retornar ao Brasil, por causa de uma investigação sobre interferência no julgamento do pai.

Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, afirmou ao Guardian que a atual fase é “muito perigosa” para a família. Segundo ele, Bolsonaro e seus filhos teriam cometido um “erro crítico” ao concentrar sua comunicação na ideia de perseguição política e ao pressionar Donald Trump — presidente dos Estados Unidos — a impor sanções ao Brasil. “A comunicação deles tem sido tão focada na própria vitimização … que fica a dúvida se deixaram de falar o suficiente sobre os desafios enfrentados pelos brasileiros. Talvez, como resultado, tenham perdido o contato com o povo”, avaliou.

A reportagem recorda ainda que prognósticos sobre o fim de lideranças políticas no Brasil costumam falhar. Lula, por exemplo, foi tido como politicamente morto após sua prisão injusta, mas retornou ao Planalto em 2022. O jornalista e escritor Bernardo Mello Franco destacou casos como o de Getúlio Vargas, deposto em 1945 e eleito novamente cinco anos depois. Mesmo assim, ele ponderou: “Não estou comparando Bolsonaro com Getúlio ou Lula, porque acho que ele é uma figura politicamente menor, em todos os sentidos”, observou, lembrando que as regras de progressão de pena podem permitir que Bolsonaro deixe a prisão em seis ou sete anos — ainda mais jovem que Lula hoje.

Já o comentarista Octavio Guedes, da GloboNews, avalia que o retorno político de Bolsonaro é improvável. Para ele, a “reação zero” à prisão mostra que o país vive uma fase “pós-Bolsonaro”, embora as ideias que marcaram o movimento permaneçam vivas e possam ser canalizadas por novas lideranças. Ele citou uma frase atribuída a Benito Mussolini: o líder fascista dizia não ter criado o fascismo, mas apenas extraído as ideias já presentes no inconsciente coletivo italiano — analogia que Guedes enxerga no bolsonarismo.

Dois dias após o início da pena, a promessa de uma reação expressiva se desfez tão rápido quanto a “espuma” que inspirou o título da análise britânica. Apenas um manifestante tentou se acorrentar a uma pilastra do Congresso — e acabou preso, numa cena que sintetizou o esvaziamento da força popular que um dia acompanhou o ex-presidente.

Fonte: Brasil 247