Aliado do presidente do Senado, Weverton Rocha pode promover encontro entre Davi Alcolumbre e o indicado de Lula ao STF
Jorge Messias e Weverton Rocha (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) intensificará a articulação política para consolidar o apoio à indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre após reunião realizada na quinta-feira (27), quando ambos definiram os próximos passos para ampliar o diálogo com parlamentares antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo o jornal O Globo, Weverton se comprometeu a funcionar como uma “ponte” entre Messias e os demais senadores, articulando encontros presenciais e contatos telefônicos na reta final da preparação para a sabatina marcada para 10 de dezembro.
A partir de domingo (30), Messias deve encaminhar ao relator a lista de parlamentares com quem já conversou, para que Weverton organize um corpo-a-corpo no Congresso. O senador afirmou ao Globo que não recebeu qualquer orientação contrária do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de quem é aliado, sobre o teor do relatório.
Weverton reforçou sua posição favorável ao indicado do presidente Lula. “Eu sou aliado direto do presidente Lula. Se é indicado por ele, é automaticamente apoiado por mim. Não há qualquer resistência ao Messias, ele cumpre todos os requisitos para isto. Em momento algum, Alcolumbre me fez qualquer pedido ou orientação contrária sobre o relatório. Vou trabalhar para que eles se encontrem em breve”, declarou o senador.
Durante a conversa, que se estendeu por pouco mais de uma hora, Weverton sugeriu que Messias não conte com uma votação após o dia 10, em razão do risco de a mensagem formal do Planalto — necessária para dar sequência ao processo de indicação — não chegar a tempo. Para o parlamentar, um eventual adiamento aumentaria a tensão com o Congresso e poderia comprometer o avanço da indicação em 2026, ano eleitoral.
Aliados avaliam que, diante da resistência inicial de Alcolumbre — que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga —, a articulação política em “modo convencional” pode não ser suficiente. Por isso, consideram essencial que o presidente Lula se envolva diretamente para sensibilizar senadores e destravar a relação com o comando do Senado.
A definição da data da sabatina antes mesmo do envio oficial da mensagem do Planalto foi interpretada como um movimento de pressão de Alcolumbre. Messias precisa de, pelo menos, 41 votos no plenário para garantir sua nomeação à Corte.
Na quarta-feira, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a sabatina poderá ser adiada caso a documentação não chegue ao Congresso a tempo. “Enquanto (a mensagem) não chegar ao Senado, corre o risco de a sabatina ser adiada. Mas, por enquanto, valem as datas marcadas”, afirmou Otto.
Indagado sobre a demora no envio da mensagem, Messias minimizou o tema. “Isso tem que ver com o Planalto”, disse. Ele também relatou que ainda não foi recebido por Alcolumbre, mas demonstrou confiança de que o encontro ocorrerá. “Gosto muito do presidente Alcolumbre, estou tentando falar com ele, no momento certo ele vai me atender".
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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