Advogados afirmam que armamento do ex-mandatário foi apreendido em blitz que originou inquérito
A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola Glock calibre 9 mm apontada pelo Exército como não localizada está apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo os advogados, o armamento integra o inquérito que apura a arma encontrada com um sargento da equipe de segurança do ex-mandatário durante uma blitz. As informações são do jornal O Globo.
A defesa sustenta que o desencontro de informações ocorreu por causa de uma divergência na identificação do número de série. A manifestação foi protocolada nesta terça-feira (7), em resposta ao comunicado do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília ao STF. A unidade militar informou que não mantinha sob sua custódia a pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12, embora os demais armamentos vinculados a Bolsonaro já tivessem sido entregues à Polícia Federal.
Na petição, os advogados afirmam que a Glock de número de série BDFW477 é a mesma arma atualmente custodiada pela Polícia Civil no âmbito da investigação. De acordo com a defesa, a diferença entre os registros decorre apenas da grafia do número de série, o que teria levado à aparente inconsistência.
O documento foi apresentado após Alexandre de Moraes determinar o recolhimento das armas vinculadas ao ex-mandatário. Na decisão, o ministro ordenou que o Batalhão de Polícia do Exército entregasse à Polícia Federal os armamentos que ainda estavam sob sua guarda e solicitou esclarecimentos sobre o cumprimento da medida.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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