sexta-feira, 10 de julho de 2026

Caiado ironiza perda de apoio à campanha de Flávio Bolsonaro: “O barco está afundando”

Declaração ocorre após dirigentes da União Progressista sinalizarem que não devem formalizar apoio à candidatura do senador bolsonarista ao Planalto

       Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro -  Crédito: Brasil 247 I Andressa Anholete/Agência Senado

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, reagiu nesta sexta-feira (10) à informação de que a federação União Progressista não deverá apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Em publicação nas redes sociais, Caiado ironizou o cenário envolvendo a campanha do senador. “O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu.

Segundo o g1, dirigentes da federação indicam que a tendência é não formalizar apoio nacional à candidatura de Flávio Bolsonaro. Com isso, os diretórios estaduais das duas legendas deverão ter liberdade para decidir quais candidatos apoiar em cada estado.

A decisão é atribuída a desgastes acumulados entre o senador e dirigentes da federação, além da pressão de lideranças estaduais para que União Brasil e PP mantenham neutralidade na disputa presidencial.

De acordo com a apuração, o PP já demonstrava insatisfação desde que o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, foi alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Integrantes do partido esperavam uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro em defesa de Nogueira, o que não ocorreu.

Interlocutores da legenda afirmam que, antes desse desgaste, chegou a ser considerada a possibilidade de Ciro Nogueira integrar, como candidato a vice-presidente, uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro.

Outro episódio citado envolve o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Segundo a reportagem, ele passou a demonstrar incômodo após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, aliado de Flávio e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Canella foi preso na quarta-feira (8), depois que um fuzil foi encontrado no porta-malas de seu veículo durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que a arma era utilizada por um policial militar que integrava sua equipe de segurança. A investigação, porém, aponta que ele não apresentou provas para sustentar essa versão.

Dirigentes do União Brasil também esperavam uma manifestação pública de apoio de Flávio Bolsonaro em relação ao caso, o que igualmente não aconteceu.

Pressão por neutralidade

Além desses episódios, dirigentes estaduais da federação defenderam que União Brasil e PP permanecessem neutros na eleição presidencial. Parlamentares, especialmente do Nordeste, avaliam que um apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral.

Apesar da tendência de não apoiar nacionalmente o senador, o PP pretende permitir que seus diretórios estaduais definam seus próprios posicionamentos nas disputas locais.

Em São Paulo, por exemplo, integrantes da legenda defendem o apoio a Flávio Bolsonaro com o objetivo de fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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