Mercado corta projeção do IPCA para 5,30%, mas mantém estimativas para PIB, dólar e Selic em 2026
Sede do Banco Central, em Brasília 18/12/2024 REUTERS/Adriano Machado - Crédito: REUTERS/Adriano Machado
A previsão do mercado financeiro para a inflação de 2026 voltou a cair, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6). A mediana das estimativas para o IPCA passou de 5,33% para 5,30%, enquanto as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), o dólar e a taxa Selic permaneceram estáveis para o próximo ano.
No levantamento semanal do Banco Central, acompanhado por analistas do mercado, a expectativa para o crescimento da economia em 2026 foi mantida em 1,99%. A projeção para o câmbio continuou em R$ 5,20 por dólar, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu estimada em 14% ao ano.
A nova rodada do Boletim Focus indica um leve alívio nas expectativas inflacionárias de curto prazo, embora o cenário continue distante do centro da meta. Para 2027, a projeção do IPCA teve pequena alta, de 4,17% para 4,18%, após estar em 4,03% quatro semanas antes. O movimento aponta uma trajetória recente de revisão para cima nas estimativas daquele ano.
Para 2028, a expectativa para o IPCA foi mantida em 3,70%, sem alteração nas últimas duas semanas. Já a projeção para 2029 seguiu em 3,50%, patamar que permanece inalterado há 44 semanas, sinalizando estabilidade nas expectativas de inflação em um horizonte mais longo.
Entre os índices de preços, o IGP-M apresentou queda mais expressiva na estimativa para 2026. A mediana passou de 6,15% para 5,68%, depois de estar em 6,10% há quatro semanas. O recuo interrompeu uma sequência recente de estabilidade e reforçou a percepção de melhora em parte dos indicadores inflacionários monitorados pelo mercado.
Para 2027, a previsão do IGP-M foi mantida em 4,10%. Em 2028, houve leve alta, de 3,82% para 3,85%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,77%, acima dos 3,70% registrados quatro semanas antes, mas sem mudança na leitura mais recente.
As projeções para os preços administrados também ficaram praticamente estáveis. Para 2026, a estimativa permaneceu em 5%, sem alteração há três semanas. Em 2027, a projeção continuou em 3,86%, acima dos 3,84% observados quatro semanas antes. Para 2028 e 2029, as previsões foram mantidas em 3,50%, com estabilidade prolongada.
No campo da atividade econômica, a estimativa para o PIB de 2026 ficou em 1,99%, mesmo patamar da semana anterior e acima dos 1,91% registrados há quatro semanas. Para 2027, a previsão de crescimento subiu levemente, de 1,68% para 1,69%.
As projeções para os anos seguintes seguem sem mudanças. Para 2028, o mercado mantém a expectativa de alta de 2,00% no PIB, patamar inalterado há 121 semanas. Para 2029, a estimativa também permanece em 2,00%, sem variações recentes e estável há 68 semanas.
No câmbio, os analistas mantiveram a projeção de R$ 5,20 por dólar para 2026. O número ficou estável em relação à semana anterior, mas acima dos R$ 5,15 estimados quatro semanas atrás. Para 2027, a previsão permaneceu em R$ 5,28 por dólar.
Nos horizontes mais longos, a mediana das projeções para o câmbio seguiu em R$ 5,35 em 2028 e em R$ 5,40 em 2029. A estimativa para 2029 ficou acima dos R$ 5,35 registrados quatro semanas antes, mas não apresentou alteração na comparação semanal.
A taxa Selic projetada para 2026 foi mantida em 14% ao ano, reforçando a avaliação de que os juros devem seguir elevados diante das expectativas de inflação ainda pressionadas. Para 2027, a mediana permaneceu em 12% ao ano, acima dos 11,50% estimados quatro semanas antes.
Para 2028, a previsão da Selic continuou em 10,50% ao ano, também acima dos 10% observados no início do período de comparação. Em 2029, a taxa básica de juros segue projetada em 10% ao ano há nove semanas.
Fonte: Brasil 247
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