Poster do filme “Dark Horse”, baseado em Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel
Mário Frias (PL-SP) negou ao Supremo Tribunal Federal que emendas destinadas por ele ao Instituto Conhecer Brasil tenham sido usadas para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A manifestação foi enviada em apuração preliminar aberta por determinação do ministro Flávio Dino.
A investigação analisa repasses de deputados bolsonaristas a uma ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora ligada ao filme. Além de Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MT) também foram chamados a prestar informações sobre emendas enviadas à entidade.
Os três parlamentares destinaram R$ 2,6 milhões em emendas Pix, em 2024, para a ONG. A apuração foi aberta a partir de representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que questiona possível ligação entre os repasses e a produção da cinebiografia de Bolsonaro.

Na resposta ao STF, a defesa de Frias afirmou que a acusação de triangulação de recursos públicos para bancar “Dark Horse” é “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”. O deputado pediu o arquivamento do caso.
A manifestação diz que Frias repassou R$ 1 milhão ao Instituto Conhecer Brasil para projetos de “inclusão digital, letramento e empreendedorismo e esportes para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social”. A defesa também sustenta que a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara atestou a validade da destinação.
Os advogados afirmaram ainda que não há nos autos prova de que o dinheiro tenha sido desviado para a produção cinematográfica. Para a defesa, a suspeita se apoia em uma associação entre pessoas jurídicas que compartilham endereço, argumento classificado como “frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante”.
Fonte: DCM
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