A ausência de nomes como Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Ricardo Salles deve prejudicar o desempenho eleitoral do partido
O PL projeta uma redução significativa de votos para deputado federal em São Paulo nas eleições de 2026, após a saída de nomes que lideraram a votação em 2022, informa a CNN Brasil. Sem figuras como Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Ricardo Salles, a legenda calcula que pode perder até 1 milhão de votos no estado, o que deve impactar diretamente o desempenho da sigla e aumentar o número mínimo de votos necessários para eleger parlamentares.
Os três ex-candidatos somaram, juntos, mais de 2,3 milhões de votos na eleição anterior. Nenhum deles, porém, deve disputar novamente uma vaga na Câmara pelo partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualizando o cenário eleitoral da sigla em São Paulo.
Eduardo Bolsonaro optou por residir nos Estados Unidos, alegando perseguição judicial no Brasil. Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e presa após invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já Ricardo Salles deixou o PL e migrou para o partido Novo, onde pretende disputar o Senado.
Diante desse cenário, o PL busca reorganizar sua estratégia eleitoral no estado. A aposta recai sobre novas lideranças, como o vereador Lucas Pavanato, que foi o mais votado na cidade de São Paulo em 2024, além de representantes de grupos religiosos que devem disputar espaço nas urnas.
Mesmo com essa reconfiguração, dirigentes do partido avaliam que a ausência dos chamados “puxadores de votos” terá impacto direto no coeficiente eleitoral. A estimativa interna é que, para conquistar uma cadeira de deputado federal por São Paulo em 2026, os candidatos precisarão atingir cerca de 85 mil votos — acima dos aproximadamente 70 mil exigidos anteriormente.
Apesar da perspectiva de retração em São Paulo, o PL mantém projeções otimistas em nível nacional. Após a janela partidária, a legenda conta com 97 deputados e estima eleger entre 120 e 150 parlamentares em 2026, ampliando sua bancada na Câmara.
Um dos principais vetores desse crescimento deve ser Minas Gerais. O partido espera praticamente dobrar sua representação no estado, passando de 11 eleitos em 2022 para cerca de 20 na próxima eleição. O desempenho é atribuído à popularidade do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), apontado como um dos principais nomes da legenda para impulsionar votos em todo o país.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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