sábado, 17 de outubro de 2026

Em manifesto, ex-ministros de FHC e nomes da centro-direita declaram apoio a Lula

 Documento cita ameaças atribuídas ao projeto político de Flávio Bolsonaro e defende reeleição de Lula para preservar direitos e a democracia

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

Ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), intelectuais e personalidades identificadas com a centro-direita divulgaram um manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento aponta riscos associados ao projeto político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defende a preservação da democracia, dos direitos sociais e das instituições brasileiras.

Entre os signatários estão Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça e autor do pedido que resultou no golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), Beatriz Cardoso, filha de Fernando Henrique Cardoso, e Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda. Ao todo, quatro ex-integrantes do governo FHC assinaram a declaração.

“Neste segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e ideológicas”, afirma o manifesto.

O texto sustenta que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, garantir direitos e liberdades, manter o diálogo político e evitar retrocessos. O documento também menciona conquistas nas áreas social, trabalhista, educacional, da saúde pública e da preservação ambiental.

“Ao mesmo tempo, vemos, no projeto representado por Flávio Bolsonaro, ameaças a esses princípios, intenções de desarticular patamares de conquistas sociais consolidados e riscos à interlocução internacional multilateral consagrada pelo Brasil”, diz outro trecho do documento.

Marina chama Flávio Bolsonaro de “ignorante” após fala sobre Amazônia

 Em ato de apoio a Lula em São Paulo, ex-ministra contesta declarações do senador sobre queimadas e desmatamento e cita dados do Inpe

Marina Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil I Vittor Sales

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) chamou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de “ignorante” e “incompetente” neste sábado (17), durante um ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no centro de São Paulo. A ex-titular da pasta reagiu às declarações do parlamentar sobre queimadas e desmatamento na Amazônia, feitas na noite anterior durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. O senador da extrema direita ignorou que, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o atual governo registrou as menores taxas de desmatamento da história.

Na sabatina desta sexta-feira (16), o senador da extrema direita afirmou que o governo Lula registrava índices recordes de destruição ambiental na Amazônia. O senador também declarou que outubro teria apresentado o maior número de queimadas da história do País.

A ex-ministra questionou a interpretação dos indicadores ambientais apresentada pelo candidato do PL e afirmou que os dados oficiais não sustentam as acusações feitas durante a entrevista. “O Flávio Bolsonaro foi dizer lá no debate ontem que era o maior desmatamento do governo do presidente Lula. É um incompetente. Eu vou imitar o Darcy Ribeiro: ‘um ignorante’”, declarou Marina.

Richarlison cobra PF e cita Flávio Bolsonaro em caso de mansão avaliada em R$ 10 milhões (vídeo)

 Jogador citou o presidenciável da extrema direita e um advogado. ‘Tomaram o imóvel ilha sem gastar um tostão. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada’

Richarlison, mansão em Angra dos Reis e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução I Agência Senado

O atacante Richarlison, do Tottenham, da Inglaterra, cobrou a Polícia Federal (PF) investigação sobre as negociações envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, Angra dos Reis (RJ). O esportista acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento em uma disputa por uma propriedade na Ilha Comprida, Em vídeo no Instagram, o jogador afirmou que investiu cerca de R$ 10 milhões no imóvel, recusou uma proposta de compra do parlamentar e posteriormente perdeu a posse da propriedade por decisão judicial. 

O esportista mencionou também o advogado Willer Tomaz. “Flávio Bolsonaro e o tal do William Thomas pegaram a posse lá da ilha. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada. Peço ajuda à Polícia Federal. A gente está em busca de resposta. Estou em busca do meu dinheiro. Nem quero a ilha de volta”, afirmou Richarlison, que também viu falhas do Poder Judiciário. “A Justiça falhou. Pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra”, acrescentou. 

O caso ganhou repercussão em setembro de 2022, após reportagem do jornalista Guilherme Amado, publicada pelo Metrópoles. O conflito envolve a Sport 70, empresa ligada ao atacante e a seu então empresário Renato Rocha Velasco, e a WT Administração, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. A disputa judicial gira em torno de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. Embora o senador tenha sido indicado como testemunha no processo, ele não figurava como uma das partes diretamente envolvidas na ação. 

TSE muda local de 4,3 mil seções para o 2° turno entre Lula e Flávio Bolsonaro


            Urnas sendo preparadas para o 2º turno em São José dos Campos – Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 4.352 seções para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a Presidência. O eleitorado afetado representa 0,87% das 499.248 seções instaladas no país.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu as transferências a chuvas fortes, reformas emergenciais, falhas de acessibilidade e falta de energia elétrica. Em parte dos casos, danos em prédios levaram os cartórios a deslocar as seções preventivamente para locais próximos considerados seguros.

São Paulo concentrou o maior número de mudanças, com 982 seções transferidas. Minas Gerais teve 514 alterações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 431, e pela Bahia, com 312.

O TSE afirmou que a troca de endereço não reduziu o número de seções nem retirou o direito de voto dos eleitores. Mesmo quem votou no mesmo local no primeiro turno deve conferir o endereço antes de sair de casa.

Como consultar o local e por que as seções foram transferidas

Eleitora acessa o aplicativo e-Título, que permite consultar o local de votação – Foto: Divulgação

A consulta está disponível no aplicativo e-Título e no Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE. Os sistemas atualizam imediatamente as mudanças definidas pelos cartórios eleitorais.

Como jovens tentam furar a bolha e conquistar votos para Lula no segundo turno


Apoiadores do presidente Lula (PT) em ato no Largo da Batata (SP). Foto: Allison Salles/Folhapress

Jovens apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram a campanha pelo segundo turno com ações em universidades, redes sociais, transporte público, escolas e atos de rua. Em entrevistas ao g1, eles relataram estratégias para conquistar indecisos, virar votos e reduzir a abstenção na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Isadora de Oliveira, de 24 anos, ajudou a organizar um ato pró-Lula que, segundo a reportagem, reuniu cerca de 60 mil pessoas em Brasília, em 13 de outubro. “A gente quer ocupar faculdades, ônibus, metrô e conversar com as pessoas para mostrar que o futuro que a gente precisa não cabe no projeto da extrema-direita nem no de Flávio Bolsonaro, mas que será construído por nós, a partir da luta dos estudantes”, afirmou.

Daniella Dutra, de 21 anos, tornou público seu perfil nas redes sociais durante o segundo turno para falar sobre política e alcançar pessoas fora de seu círculo habitual. Ela aumentou a frequência das publicações e passou a interagir com eleitores de outros estados. “A gente tem que também saber falar com as pessoas de fora”, disse.

Bruna Lima, de 20 anos, participa de banquinhas vira-voto em pontos de ônibus e universidades. “A gente está indo sempre para olhar olho no olho do trabalhador e falar: por que você votou no Flávio Bolsonaro? Ou então por que você não saiu de casa para votar? E dar argumentos, debater, trazer fatos, trazer a história para que a gente consiga, de fato, fazer essa virada”, declarou.

Quaest divulga pesquisa entre Lula e Flávio Bolsonaro após sabatinas na Globo


O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) em sabatinas da TV Globo. Foto: Manoella Mello/TV Globo

A Quaest divulgará na quarta-feira (21) uma nova pesquisa sobre o segundo turno presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o jornal O Globo, será o primeiro levantamento do instituto após as sabatinas dos dois candidatos na TV Globo.

Lula participou da entrevista na quinta-feira (15), enquanto Flávio Bolsonaro foi sabatinado na sexta-feira (16). A coleta da nova pesquisa está prevista para ocorrer entre este sábado (17) e terça-feira (20), com 2.154 entrevistas presenciais.

Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento terá margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08535/2026.

Flávio Bolsonaro recua, Lula sobe e os dois candidatos registram empate técnico, mostra Ipespe/Abrapel

 Diferença entre os dois candidatos está dentro da margem de erro do levantamento

Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Charles Vieira I Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (17). O levantamento atribui 48,8% dos votos válidos ao petista e 51,2% ao parlamentar, uma diferença de 2,4 pontos percentuais que não permite identificar uma liderança estatisticamente consolidada. O resultado considera somente os votos válidos, excluindo os eleitores que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto. 

Na comparação com a pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada em 10 de outubro, o senador apresentou recuo numérico de 1,5 ponto percentual e o presidente avançou na mesma proporção. Na ocasião, o instituto registrou 52,7% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 47,3% para Lula, uma distância de 5,4 pontos percentuais.

A nova pesquisa, realizada entre os dias 13 e 15 de outubro, ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional. O estudo apresenta margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95,45%. Os números indicam uma disputa eleitoral equilibrada a oito dias da votação, marcada para 25 de outubro.

O Ipespe realizou o levantamento com recursos próprios e entrevistou 1.500 eleitores brasileiros entre 13 e 15 de outubro de 2026. O instituto informa margem de erro de 2,6 pontos percentuais em cada direção e nível de confiança de 95,45%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra a pesquisa sob o protocolo BR-00223/2026.

Acusada de favorecer Flávio, Meta recebe R$ 282 milhões e lidera receitas de campanhas


Mark Zuckerberg, dono da Meta, que é responsável pelo Facebook, WhatsApp, Instagram e pela Meta AI. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

A Meta, alvo de acusações de favorecer Flávio Bolsonaro (PL) e restringir conteúdos da campanha de Lula (PT), é a empresa que mais recebeu pagamentos diretos de candidaturas nas eleições brasileiras de 2026. A Facebook Serviços Online do Brasil, responsável pelas operações do grupo no país, recebeu R$ 282,4 milhões, segundo despesas declaradas à Justiça Eleitoral até quarta-feira (14). A companhia nega interferência política na disputa.

O levantamento foi publicado por Bruno Ribeiro, da Folha de S.Paulo, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e abrange pagamentos desde o início da campanha, em agosto. Os números ainda são parciais e podem aumentar com a atualização das prestações de contas.

Além dos repasses diretos à Meta, as candidaturas declararam R$ 99 milhões pagos à DLocal, empresa de pagamentos que intermedeia despesas de impulsionamento nas plataformas do grupo. Esse valor está registrado em nome da intermediária e não representa, automaticamente, receita integral da Meta. A terceira colocada entre os fornecedores é a Delta3 Comunicação, de Raul Rabelo, que trabalha para Lula, com R$ 31 milhões.

TSE
Foto: Arte/DCM

Os dois pontos de diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula no 2° turno, segundo nova pesquisa

    Flávio Bolsonaro e Lula – Foto: Reprodução

O Instituto Veritá divulgou neste sábado (17) uma pesquisa que aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial. Com duas casas decimais, os percentuais são de 51,07% para o senador e 48,93% para o petista, uma diferença de 2,14 pontos percentuais. O levantamento ouviu 15.554 eleitores entre 12 e 16 de outubro, nas 27 unidades da federação, e tem margem de erro de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

O Veritá foi um dos quatro institutos que apontaram Flávio à frente na reta final do primeiro turno. Apenas Palver, Gerp, Vox Brasil e Veritá apresentavam vantagem para o senador entre 11 pesquisas nacionais analisadas. Na ocasião, o Veritá registrou 45,14% para Flávio e 44,65% para Lula. Nas urnas, o candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente obteve 45,16%. Esta é a segunda pesquisa do instituto sobre o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Os recortes por gênero e religião mostram diferenças expressivas. Entre os homens, Flávio tem 58,9%, contra 38,7% de Lula. Entre as mulheres, que representam 52,8% da amostra, o presidente lidera com 55,7%, diante de 41,6% do adversário. Flávio também aparece à frente entre os evangélicos, com 64,9% contra 32,6%. Lula lidera entre os católicos, com 52,5% a 45,8%, e entre os entrevistados sem religião, com 63,6% a 33,2%.

Gráfico mostra intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro por gênero, religião, idade, escolaridade, raça e renda – Fonte: Instituto Veritá

Lula supera Flávio Bolsonaro na Globo e atrai 800 mil telespectadores a mais

 Entrevista do presidente alcançou 25 pontos de audiência na Grande São Paulo, contra 21 do senador, uma diferença de 19% segundo o Ibope

    Lula e Flávio Bolsonaro durante entrevistas concedidas à Globo - Crédito: Ricardo Stuckert I Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou audiência 19% superior à do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas entrevistas que a TV Globo exibiu em horário nobre nesta semana. De acordo com informações divulgadas pela coluna F5, no jornal Folha de S.Paulo, o petista alcançou 25 pontos no Ibope, contra 21 do adversário, e reuniu aproximadamente 800 mil espectadores a mais na Grande São Paulo.

Os dados mostram que a participação de Lula na quinta-feira (15) alcançou cerca de 4,9 milhões de pessoas na região da capital paulista. Já a entrevista de Flávio Bolsonaro, que a jornalista Renata Lo Prete conduziu na sexta-feira (16), registrou uma média de 4,1 milhões de telespectadores.

A comparação considera os números da Grande São Paulo, principal mercado de televisão do país. Nessa região, cada ponto de audiência corresponde a aproximadamente 199 mil pessoas, segundo os parâmetros utilizados no levantamento.

A entrevista do presidente também conquistou a maior audiência da televisão brasileira na quinta-feira (15), superando inclusive a programação de entretenimento exibida naquele dia

A novela Quem Ama Cuida, protagonizada pela atriz Letícia Colin, marcou 24 pontos de média, um ponto abaixo dos 25 registrados pela participação do chefe do Executivo.

Lavareda diz que Lula recuperou competitividade e pode repetir virada de Dilma em 2014

 

 Lula e Dilma – Foto: Reprodução/Felipe Dana/AP


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou a competitividade eleitoral no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e pode repetir a trajetória de Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014, segundo o cientista político Antônio Lavareda, presidente do conselho do IPESP. Em entrevista à TV 247, o especialista afirmou que a redução da diferença entre os candidatos nas pesquisas abriu a possibilidade de uma virada na reta final da disputa. Ele destacou, entretanto, que a abstenção entre eleitores de menor renda representa um dos principais obstáculos para uma eventual vitória do petista.

Lavareda explicou que, na semana anterior, levantamentos indicavam uma vantagem de quatro a seis pontos percentuais para Flávio Bolsonaro. Segundo sua avaliação, pesquisas mais recentes, como as de Nexos, PoderData e Quaest, passaram a registrar uma aproximação entre os candidatos, em meio à mobilização de jovens e à participação de novos atores na campanha. O cientista político comparou o cenário à eleição de 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu superar Aécio Neves na reta final. “Lula recuperou a competitividade e abre a possibilidade de nós repetirmos a linha do tempo do segundo turno de 2014. Naquela eleição, Dilma só conseguiu ultrapassar Aécio Neves por volta de 20 de outubro, virando uma marca de desvantagem que depois se consolidou na reta de chegada. A pesquisa alimenta a expectativa de assistirmos a algo semelhante.”

VÍDEO: Porteiro é levado pela polícia após panelaço contra Flávio e ameaças de bolsonarista

 

     Policiais abordam moradores após panelaço contra Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/X


Um porteiro que participava de um panelaço contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi levado pela polícia em Maceió, Alagoas, após uma confusão envolvendo um suposto apoiador do senador. Segundo o relato de um morador que presenciou o episódio, o homem teria ameaçado os manifestantes, tentado escalar a parede do edifício e acionado a polícia. Apesar das denúncias de intimidação, o trabalhador que participava do protesto ao lado de moradores e vizinhos acabou conduzido pelos agentes.

A denúncia foi apresentada por Felipe, identificado no Instagram pelo perfil @felipe.verlaine, que afirmou ter registrado parte da ocorrência e feito um boletim de ocorrência pelas ameaças recebidas. O panelaço aconteceu durante a entrevista de Flávio Bolsonaro à TV Globo, na noite desta sexta-feira (16). Felipe contou que aderiu a uma convocação do deputado federal André Janones (Avante-MG) e desceu para a frente do prédio com uma panela. O porteiro também participou da manifestação, acompanhado por moradores do edifício e pessoas que estavam na rua.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro

 Investigação aponta que mais de US$ 12 milhões foram enviados ao exterior, mas apenas US$ 2,8 milhões retornaram ao Brasil; dinheiro passou por fundo ligado a advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro

            Crédito: Brasil 247

 A Polícia Federal identificou uma divergência considerada “severa” entre os valores transferidos ao exterior e os recursos que ingressaram no Brasil para financiar o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões foram enviados a um fundo nos Estados Unidos, enquanto apenas US$ 2,8 milhões tiveram entrada registrada no país. A diferença, superior a US$ 9,2 milhões, levou a corporação a aprofundar as apurações sobre o destino do dinheiro e a possibilidade de utilização do projeto cinematográfico para encobrir movimentações financeiras irregulares.

As informações, segundo o G1, constam em documentos apresentados pela Polícia Federal para justificar a prorrogação da investigação. De acordo com a reportagem, os recursos partiram da Entre Investimentos, empresa ligada ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e foram direcionados ao fundo estadunidense Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Passarela das Cataratas do Iguaçu resiste a cheias; como é possível?

 A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14)

A vazão no vertedouro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, chegou a quase 9,3 milhões de litros de água por segundo na manhã de domingo; excesso de água escoado pelas três calhas – condição rara, registrada pela última vez no dia 22 de novembro de 2015 – é o equivalente a seis vezes o volume normal das Cataratas do IguaçuCrédito: José Barbacena

A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi projetada para resistir à força de grandes enchentes por meio de fundações fixadas diretamente na rocha do leito do Rio Iguaçu. A técnica permite que a estrutura suporte a pressão de milhões de litros de água por segundo, mesmo quando a correnteza ultrapassa a altura do passeio utilizado pelos turistas. As informações são do g1.

A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14), volume mais de dez vezes superior à média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. Apesar da intensidade da cheia, a passarela foi construída para enfrentar situações ainda mais extremas e já suportou vazões de até 46 milhões de litros por segundo sem que seus pilares e vigas de concreto fossem arrastados.

Fundações ancoradas na rocha garantem resistência

O principal recurso utilizado na construção é um sistema de fundações conhecido como estacas-raiz. Diferentemente das estruturas apoiadas superficialmente no terreno, essas estacas são instaladas em perfurações profundas, que alcançam o interior da rocha.


VÍDEO: Com a presença de Lula, Congresso promulga fim da escala 6×1


Lula ergue um exemplar da Constituição durante cerimônia no Congresso Nacional. Foto: Reprodução

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (16) a emenda constitucional que encerra a escala de trabalho 6×1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da sessão solene realizada no plenário do Senado.

A Emenda Constitucional 141 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana aos trabalhadores formais. A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara e no Senado, com votos de governistas, parlamentares do centrão e integrantes da oposição.

A mudança será aplicada de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação, o trabalhador passará a ter direito ao segundo dia de folga semanal e o limite da jornada cairá das atuais 44 para 42 horas.


Doze meses depois da primeira redução, a jornada máxima será novamente diminuída, desta vez para 40 horas semanais. A mudança não prevê redução salarial. Lula adotou o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso como uma das principais bandeiras de sua campanha pela reeleição.

Durante a cerimônia, Lula foi ovacionado por parte dos presentes no plenário. Parlamentares e convidados entoaram o coro “olê, olê, olá, Lula, Lula” enquanto o presidente acompanhava a promulgação da emenda.

Lavareda: Lula recuperou a competitividade e pode vencer

 Cientista político traça paralelo com a virada histórica de 2014, mas alerta: o combate à abstenção dos mais pobres é a chave para a vitória

Antonio Lavareda - Crédito: Reprodução

 A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno ganhou novos contornos e entrou em uma fase de alta voltagem política. Em entrevista concedida aos jornalistas da TV 247, o cientista político e presidente do conselho do IPESP, Antônio Lavareda, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou a competitividade eleitoral após um início adverso no pós-primeiro turno e abriu uma rota concreta para uma possível virada contra Flávio Bolsonaro.

Segundo o especialista, o cenário que se desenhava na semana anterior — quando as simulações e levantamentos apontavam uma desvantagem de 4 a 6 pontos percentuais, deixando a candidatura governista sob forte pressão — começou a se transformar com a entrada de novos atores na campanha, a mobilização da juventude e a reação do eleitorado nas redes sociais e nas ruas.

⦾ O fôlego da reação e o precedente de 2014

Lavareda explicou que, embora Flávio Bolsonaro ainda mantenha certo favoritismo em razão da vantagem consolidada no primeiro turno, o movimento captado pelas pesquisas mais recentes (como Nexos, PoderData e Quest) sinaliza uma curva de estreitamento consistente.

Para ilustrar o momento, o analista resgatou a trajetória da eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu superar Aécio Neves nos momentos decisivos da reta final:

“Lula recuperou a competitividade e abre a possibilidade de nós repetirmos a linha do tempo do segundo turno de 2014. Naquela eleição, Dilma só conseguiu ultrapassar Aécio Neves por volta de 20 de outubro, virando uma marca de desvantagem que depois se consolidou na reta de chegada. A pesquisa alimenta a expectativa de assistirmos a algo semelhante.”

TSE manda Meta tratar Lula e Flávio Bolsonaro igualmente, sob multa de R$ 500 mil


                Mark Zuckerberg, dono da Meta. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta garanta tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sob multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A decisão, noticiada pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, também exige reposição de publicidade contratada pela campanha petista que não foi entregue.

A ordem responde à representação da campanha de Lula sobre tratamento desigual nas plataformas. Entre os episódios relatados, a Meta AI recusava pedidos de criação de material para o presidente, mas atendia a solicitações semelhantes para Flávio Bolsonaro. A empresa atribuiu o problema a erros técnicos e negou favorecimento deliberado.

Bellizze deu 24 horas para que a inteligência artificial aplique critérios idênticos às candidaturas, atendendo ou recusando os mesmos tipos de solicitação. A companhia também deverá informar os parâmetros usados. O ministro ressaltou que, nessa fase, não há elementos para concluir que houve manipulação intencional, mas considerou necessário prevenir tratamentos desiguais na disputa.

A Meta não poderá restringir de forma desigual buscas, distribuição ou recomendação de conteúdos políticos. Bloqueios de contas de anúncios e restrições à publicidade das campanhas deverão passar por revisão humana. Quando uma limitação for aplicada automaticamente, a empresa terá até duas horas para revisá-la e comunicar à Justiça Eleitoral a medida e sua justificativa.

Ex-ministro de Bolsonaro, Weintraub diz que não votará em Flávio por suspeitas de corrupção

 Ex-titular da Educação afirma que não votará no segundo turno, critica aproximação com o Centrão e questiona o sistema eleitoral brasileiro

Ministro fez vários posts no Twitter para defender Jair Bolsonaro, cada vez mais isolado politicamente - Crédito: Marcos Correa – PR

 O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL), anunciou que não votará no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Apesar de ter mantido proximidade com os filhos do ex-presidente durante sua passagem pelo governo, Weintraub descartou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando suspeitas de corrupção envolvendo o candidato.

Em declarações à coluna Painel, da Folha de São Paulo, o ex-ministro afirmou que pretende repetir a abstenção registrada no primeiro turno. Atualmente residente nos Estados Unidos, ele justificou sua decisão com uma frase atribuída ao teólogo Charles H. Spurgeon: “Entre dois males, não escolha nenhum”.

A recusa em apoiar Flávio Bolsonaro representa mais um episódio do distanciamento político entre Weintraub e a família do ex-presidente. O economista afirmou que sua ruptura com o bolsonarismo ocorreu ainda em 2020, quando o governo passou a ampliar sua articulação com partidos do Centrão.

“Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”, declarou à coluna.

Flávio perde força, Lula cresce e Centrão já admite virada, diz Eliane Cantanhêde


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Foto: Jean Carniel/Adriano Machado/Reuters

A recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais já provoca movimentos nos bastidores do Centrão. Embora seus principais líderes tenham declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o avanço do petista e a possibilidade de uma virada no segundo turno fazem o bloco político reconsiderar suas posições.

Segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no Estadão nesta quinta-feira (15), os dirigentes do Centrão identificam sinais de mudança no cenário eleitoral e temem ficar subordinados ao PL no Congresso Nacional caso Flávio vença a disputa.

O movimento envolve especialmente o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que se reuniu nesta quinta-feira com o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um dos principais articuladores da campanha de Lula. De acordo com Cantanhêde, Kassab já demonstrava maior simpatia pelo presidente e agora avalia que o petista passou a ser favorito.

A mudança de percepção ocorre após a divulgação da nova pesquisa Datafolha, que aponta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. A diferença, que era de quatro pontos percentuais na semana passada, caiu para apenas dois, dentro da margem de erro do levantamento.

Lula participa hoje de promulgação do fim da escala 6×1 no Senado

 Presidente estará na cerimônia nesta sexta-feira e seguirá para atos em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno

          O presidente Lula em campanha pelo fim da escala 6×1. - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, nesta sexta-feira (16), da sessão solene de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. A cerimônia está marcada para as 9h, no plenário do Senado. Depois, o presidente seguirá para compromissos eleitorais em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno.

A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a coluna, Lula decidiu acompanhar presencialmente a promulgação da proposta, aprovada no Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

A presença do presidente foge ao padrão de sua agenda institucional, já que ele não costuma comparecer a cerimônias desse tipo. Uma das exceções recentes ocorreu em dezembro de 2023, quando esteve no plenário da Câmara dos Deputados para a promulgação da reforma tributária.

Lula cresce, tira vantagem de Flávio Bolsonaro e empata em 50% no segundo turno, diz PoderData/Aya

 Pesquisa mostra recuperação do presidente, que eliminou diferença de seis pontos percentuais em duas semanas; disputa está empatada a nove dias da eleição

           Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou terreno na corrida presidencial e alcançou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2026. Os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (16), a nove dias da votação marcada para 25 de outubro.

O resultado representa uma mudança significativa no cenário eleitoral desde o primeiro turno. A vantagem de seis pontos percentuais que Flávio Bolsonaro registrava sobre Lula no levantamento divulgado em 8 de outubro caiu para dois pontos na pesquisa anterior e desapareceu na rodada mais recente. O estudo ouviu 3 mil eleitores entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

A recuperação de Lula ocorre após um período de crescimento de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente do presidente. Na votação inicial, o senador recebeu 47,03% dos votos, enquanto o petista conquistou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Desde então, o desempenho dos candidatos nas pesquisas passou por uma inversão de tendência. Enquanto Lula ampliou suas intenções de voto, Flávio perdeu parte da vantagem conquistada após a primeira votação. O empate registrado agora indica que nenhum dos dois candidatos chega à reta final da disputa com favoritismo consolidado nas intenções de voto.