sexta-feira, 9 de outubro de 2026

TSE determina retirada de publicações de Flávio Bolsonaro que associam Lula a facções criminosas

 Corte eleitoral ordenou a remoção de três postagens em 24 horas; candidato do PL também recebeu multa de R$ 5 mil em outro processo

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Reprodução/Band

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, nesta quinta-feira (8), que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, retire das redes sociais três publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a organizações criminosas. A decisão estabelece prazo de 24 horas para a exclusão dos conteúdos, sob pena de multa diária.

A determinação foi tomada após uma representação apresentada pela coligação Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT. O julgamento também consolidou o entendimento da Justiça Eleitoral de que associar candidatos a facções criminosas sem provas ultrapassa os limites da crítica política. Em outro processo envolvendo acusações semelhantes, Flávio Bolsonaro recebeu uma multa de R$ 5 mil.

A decisão desta quinta-feira foi relatada pelo ministro André Mendonça, que inicialmente havia rejeitado o pedido de retirada das publicações. Durante o julgamento no plenário, entretanto, o magistrado modificou seu posicionamento para acompanhar a jurisprudência estabelecida pela maioria da Corte.

“A associação de candidato a organização criminosa desprovida de substrato fático mínimo ultrapassa os limites da crítica política e caracteriza grave descontextualização”, afirmou Mendonça.

Moraes manda prender bolsonarista condenada a 14 anos pelo 8/1



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal prender a porteira Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, para o início do cumprimento da pena de 14 anos de prisão por crimes ligados aos ataques golpistas de 8 de Janeiro, em Brasília.

A ordem, que tramita sob sigilo, chegou à PF nesta quarta-feira (7), após o trânsito em julgado da condenação. Com o encerramento dos recursos, Nailze deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.

“Em virtude do trânsito em julgado desta Ação Penal, determino o início do cumprimento da pena de reclusão, em regime fechado, imposta a Nailze Aparecida Ribeiro Silva”, escreveu Moraes.

Moradora de São Bernardo do Campo, em São Paulo, Nailze estava em liberdade provisória e usava tornozeleira eletrônica. Ela havia sido presa em 9 de janeiro de 2023, no acampamento instalado diante do Quartel-General do Exército, em Brasília.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Fellipe Sampaio/STF

Condenação incluiu cinco crimes e indenização coletiva

O STF condenou Nailze, por maioria, entre 15 e 22 de maio de 2026. A pena reúne 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção e 100 dias-multa.

O tribunal considerou Nailze culpada por associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Anitta declara voto em Lula e critica entreguismo bolsonarista: “meu voto é 13”

 Cantora afirma que esperava vitória de Lula no primeiro turno, acusa bolsonarismo de estimular o ódio e defende legado social do presidente

Crédito: Reprodução/Instagram | Ricardo Stuckert

A cantora Anitta declarou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao bolsonarismo, que acusou de estimular a intolerância, a radicalização política e a divisão entre brasileiros. A artista também afirmou que acreditava em uma vitória de Lula no primeiro turno das eleições de 2026, mas reconheceu ter subestimado a força eleitoral dos adversários do presidente.

As declarações foram feitas em um vídeo publicado pela própria cantora nas redes sociais. Na gravação, Anitta reafirmou seu voto no candidato petista, criticou a atuação política do bolsonarismo na internet e defendeu os resultados das políticas sociais implementadas durante os governos de Lula.

“O meu voto é 13, o meu voto é Lula. Porque não tem como ser diferente disso, diante de todas as circunstâncias que o Brasil tá vivendo agora”, afirmou a artista.

Anitta disse que seu posicionamento não representa uma mudança de orientação política, mas a continuidade de manifestações públicas feitas ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o apoio a Lula já havia sido demonstrado em campanhas, entrevistas, manifestações sobre projetos em discussão no Congresso Nacional e em sua produção artística.

A cantora também reconheceu que suas expectativas em relação ao resultado eleitoral estavam equivocadas.

“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu estava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu estava errada, né, é importante a gente reconhecer, descer do salto”, declarou.

Fã-clubes de Anitta e BTS fazem mobilização por Lula no 2° turno


      Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

Fã-clubes de artistas como Anitta e Luísa Sonza, além de grupos sul-coreanos como BTS e BLACKPINK, iniciaram uma mobilização nas redes sociais para ampliar os votos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O grupo Fandoms com Lula afirma reunir mais de 100 comunidades de fãs e diz não ter filiação partidária.

A ação inclui postagens coordenadas de cards, slogans e hashtags, além da divulgação de imagens de artistas ao lado do presidente e de cartilhas para orientar conversas com eleitores. Um dos materiais recomenda concentrar esforços entre pessoas com 70 anos ou mais, cujo voto é facultativo, e beneficiários de programas sociais.

Lula recebeu 45,16% dos votos válidos no primeiro turno, abaixo de Flávio Bolsonaro (PL). A campanha do petista também prepara uma força-tarefa digital e, nesta quarta-feira (7), Lula se reuniu com deputadas eleitas de forte presença nas redes, entre elas Erika Hilton (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG). A legislação eleitoral não proíbe postagens coordenadas, mas veta, entre outras práticas, disparos em massa e vantagem econômica para publicações político-eleitorais.

Fonte: DCM

Jovens eleitos vão rodar o país em ofensiva por Lula no 2º turno

 Movimento deve ter nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR)

Lula e bancada eleita de esquerda da Câmara - Crédito: Ricardo Stuckert

Deputados federais recém-eleitos da ala mais jovem da base governista organizam uma mobilização nacional em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa prevê viagens por diferentes regiões do país, atividades presenciais e maior atuação nas redes sociais para conquistar eleitores na reta final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, publicada nesta sexta-feira (9), a articulação ganhou força durante um almoço reservado realizado na quarta-feira (7), em Brasília, depois de uma reunião de Lula com parlamentares da atual legislatura e integrantes da base aliada eleitos para a Câmara dos Deputados. O movimento ocorre em meio à preocupação com os resultados das pesquisas eleitorais, que apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente.

Participaram da conversa nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR). Os parlamentares discutiram a possibilidade de desenvolver ações regionais com maior autonomia em relação à coordenação nacional da campanha, aproveitando estratégias que contribuíram para suas próprias vitórias nas eleições legislativas.

Entre os temas considerados capazes de mobilizar o eleitorado estão a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta é aproximar a campanha presidencial de demandas concretas da população, especialmente dos jovens, e ampliar a presença dos aliados de Lula nas ruas e nas universidades federais.

Extremistas ameaçam Flávio Dino de morte

 Também foram ameaçados de morte os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Além dos ministros, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues sofreram ameaças

Flávio Dino - Crédito: Victor Piemonte/STF

 O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de ameaças de morte nas redes sociais. A rede social X (antigo Twitter) concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis.

De acordo com um relatório de segurança do STF, as publicações de maior gravidade reúnem menções a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Não apenas Dino foi alvo das ameaças, como também os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Ainda foram ameaçados de morte o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. As ameaças aos ministros do STF foram proferidas entre os dias 1º de outubro e 6 de outubro.

Nesta sexta-feira (9), nas redes sociais, Dino detalha que o relatório expõe milhares de ameaças de assassinato e agressões diversas, e afirma que elas derivam da repetição de fake news, que visam causar violência.

“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu Dino.

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu Dino.

Fonte: Brasil 247

Dono da Veja, que faz nova armação contra Lula, participou de jantares de apoio a Flávio Bolsonaro


Fábio Carvalho, dono da Veja

A Veja publica acusações contra Lula com base em uma delação de Daniel Vorcaro cuja narrativa, segundo a própria reportagem, não tem comprovação. Não é a primeira vez, como se sabe, e não será a última.

A reportagem afirma que Vorcaro teria liberado dinheiro para um filme sobre Lula na expectativa de obter vantagens em negócios com o governo federal. Segundo a publicação, o banqueiro reuniu os detalhes dessa história em um anexo encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Procuradoria, porém, não levou o caso adiante por falta de provas, inclusive porque os pagamentos alegados teriam sido feitos em dinheiro vivo.

“Ao contrário do que sugerem essas conversas, não há qualquer prova de que Lula teve realmente esse encontro com Vorcaro”, reconhece a matéria a alturas tantas. A revista também afirma que, apesar dos contatos e do dinheiro que Vorcaro alegava ter sido pago por exigência de João Vaccari Neto, o banqueiro não conseguiu captar recursos nos fundos federais.

A ideia é equiparar o documentário sobre Lula feito por Oliver Stone ao “Dark Horse”. Chega a ser pueril. Mas é banditismo, mesmo.

O empresário João Moreira Salles, em artigo publicado na Piauí, chamou atenção para os encontros e jantares de empresários e dirigentes do mundo corporativo e financeiro com Flávio Bolsonaro.

Entre os nomes citados por Moreira Salles está o de Fábio Carvalho, dono da Veja desde 2018, quando comprou a massa falida da Editora Abril. Carvalho deixou lá o maquinário “intelectual” canalha para fazer o jornalismo porco que marcou os últimos anos da empresa.

O golpe é velho. A capa da Veja de 23 de outubro de 2014, três dias antes do segundo turno presidencial, estampou a manchete “Eles sabiam de tudo”, atribuindo a Lula e Dilma conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras com base em um relato de Alberto Youssef.

Apesar da tentativa de influenciar a disputa, Dilma venceu Aécio Neves com 51,6% dos votos. Posteriormente, soube-se que o suposto depoimento foi produzido apenas para viabilizar a reportagem, antes mesmo de existir uma delação formal. Saudade do lavajatismo raiz.

Vorcaro na capa da Veja

Prerrogativas aciona a Polícia Federal

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, do Prerrogativas, protocolaram uma notícia de fato na Polícia Federal pedindo investigação urgente sobre uma possível articulação entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e pessoas ligadas à campanha de Flávio.

“Comédia”: Renan Santos critica Cury por declarar apoio a Flávio Bolsonaro


Os ex-candidatos a presidência, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Foto: Jean Carniel/Reuters

O presidente do Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, chamou Augusto Cury (Avante) de “comédia” em um vídeo sobre a decisão do escritor de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Cury anunciou a adesão nesta quinta-feira (8), depois de inicialmente descartar apoio aos dois finalistas da eleição presidencial.

Na gravação, Renan ironiza a mudança de posição do ex-adversário e repete a palavra “comédia” ao criticá-lo. Também dirige críticas às pessoas que votaram no escritor e encerra o registro dizendo: “Que país doente, cara”.

Depois do primeiro turno, Cury havia afirmado que não autorizava aliados a declarar apoio em seu nome. O escritor também disse que não pretendia fazer carreira política. Na ocasião, tanto ele quanto Renan rejeitaram endossar Lula (PT) ou Flávio na etapa final da disputa.

A nova posição de Cury foi anunciada após uma conversa por videochamada com Flávio e a apresentação de um termo de compromissos. Segundo O POVO, o documento condiciona o apoio ao cumprimento de propostas que incluem o fim da reeleição presidencial, investimentos em educação e valorização dos professores.

Meta admite falha que prejudicou vídeos de Lula no Instagram e favoreceu campanha de Flávio Bolsonaro


    Lula e logo da Meta. Foto: Reprodução

A Meta admitiu uma falha técnica nas métricas de vídeos do Instagram após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar que o problema estaria prejudicando o desempenho de suas publicações e favorecendo a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A empresa reconheceu a existência da instabilidade, mas não confirmou que ela tenha afetado a distribuição dos conteúdos pelo algoritmo nem que tenha beneficiado qualquer candidatura.

“Identificamos um problema técnico afetando algumas métricas de vídeos. Estamos trabalhando para resolver essa questão o mais rápido possível”, informou a Meta.

A suspeita foi levantada pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT a partir de um relatório interno que apontou diferença de desempenho entre os perfis dos dois candidatos. Segundo o documento, a página de Flávio Bolsonaro teria, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo com 17,2% menos seguidores. O levantamento sustenta que o algoritmo da Meta pode estar colocando a campanha petista em desvantagem no segundo turno.

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou que seu pai fará parte de seu eventual governo Foto: Wilton Junior / Estadão

A campanha de Lula também identificou comportamento considerado anormal na contagem de visualizações. Em pelo menos um Reels do presidente, o número de curtidas chegou a superar o total de visualizações exibido pela plataforma. O Instagram não exige tempo mínimo de permanência no vídeo para contabilizar uma visualização, o que reforçou os questionamentos sobre as métricas apresentadas.

Ana Elisa vai ao TSE contra Nikolas por publicação fake sobre fechar igrejas


Ana Elisa Santos Silva e Nikolas Ferreira. Fotomontagem: Reprodução/Redes Sociais

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) afirmou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito deputado federal, após ele compartilhar uma publicação atribuída a ela que defendia o fechamento de igrejas. A petista nega ter escrito o conteúdo e pediu a suspensão da diplomação do parlamentar e de outros responsáveis pela divulgação.

Em manifestação nesta quinta-feira, Ana Elisa classificou a postagem como fake news e disse que levará o caso à Justiça Eleitoral. “Vou mandar pro TSE, porque fake news é crime eleitoral. Precisamos suspender sua diplomação e de todos que estão publicando esse tipo de conteúdo”, afirmou.

Uma das mensagens atribuídas à petista, datada de 2 de outubro de 2022, diz: “Lula eu acho mesmo que vc deve fechar as igrejas esses crente só faz merdaaaa MEU DEUS DO CÉU”. Parlamentares bolsonaristas recuperaram também outras supostas publicações antigas, com frases sobre pessoas brancas e empreendedores.


Anna Castella, Faustão Jr. e Jackie Chan: as cópias de famosos passaram vergonha nas eleições


Candidatos usaram o nome de seus homônimos consagrados para tentar uma vaga de deputado federal ou estadual em São Paulo.. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A apuração das urnas em São Paulo, no domingo (4), colocou candidatos com nomes semelhantes aos de artistas e personagens conhecidos entre as votações mais baixas da disputa por vagas de deputado federal e estadual. Anna Castella, do Novo, recebeu 212 votos na corrida para a Câmara dos Deputados.

Registrada como Anna Rosa Castella, a empresária de 60 anos concorreu por São Paulo. O nome usado na urna remete à cantora sertaneja Ana Castela, mas a candidata não se aproximou de uma votação competitiva.

Faustão Jr., do Democracia Cristã, teve o maior total entre os nomes listados: 1.431 votos para deputado federal. Fausto da Costa Júnior, de 52 anos, trabalha como agente de compras e mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

No grupo de referências à música, Matheus Prince, do MDB, obteve 529 votos para deputado federal. Elis Regina, também do MDB, recebeu 630 votos, enquanto Elton John, do Avante, somou 596 votos na eleição para deputado estadual.

VÍDEO: Deltan chora, invoca Deus e diz que vencerá disputa ao Senado com ou sem aval do TSE


     Deltan Dallagnol. Foto: Reprodução/Instagram

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) chorou em vídeo publicado nesta quinta-feira (8), citou Deus e a Bíblia e afirmou que vencerá independentemente da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua candidatura ao Senado pelo Paraná.

Deltan recebeu 2,9 milhões de votos no domingo (4), resultado suficiente para uma das duas cadeiras do estado no Senado. A diplomação, porém, depende do julgamento do TSE sobre sua elegibilidade.

“Deltan, e tua eleição vai valer? Ela já valeu. Vamos lutar até o fim juntos. Deus nos dará a vitória, de um jeito ou de outro. Seja confirmando essa eleição, o que é justo e certo, seja com uma nova eleição, nós vamos vencer”, disse o ex-procurador.

O tribunal havia marcado a análise do caso para a sessão presencial desta quinta, mas retirou o processo da pauta após o julgamento da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao Governo do Rio de Janeiro ocupar grande parte da sessão.
Ex-procurador acusa relator de censura

No vídeo, o candidato criticou a liminar do relator Floriano de Azevedo Marques, assinada em 19 de setembro, que suspendeu sua campanha até o julgamento definitivo do registro. “Fui censurado, fui amarrado, porque, assim, Gleisi podia me passar”, afirmou, em referência à deputada federal Gleisi Hoffmann (PT).


Gleisi terminou a disputa em quarto lugar, com 1.542.636 votos. Deltan também chamou Floriano de “escolhido por Lula, amigo de Moraes, amigo de Toffoli”, sugerindo atuação política do ministro sem apresentar provas.

Augusto Cury diz que cobrará Flávio Bolsonaro por apoio: “Não é cheque em branco”


      O ex-candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante). Foto: Reprodução/Redes sociais

O escritor e ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026 contra o presidente Lula (PT). Cury afirmou que seu voto no senador não representa um “cheque em branco” e prometeu cobrar os compromissos assumidos na campanha.

“Neste segundo turno, decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro, que está reivindicando o seu primeiro mandato e depois fim da reeleição. Mas deixo claro não é um cheque em branco, é um compromisso comigo e com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar”, disse Cury em vídeo nas redes sociais.

Vorcaro teria promessa de liberdade por depor contra Lula; Prerrogativas acionará PF


O advogado e coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

O grupo Prerrogativas anunciou que pedirá à Polícia Federal uma investigação sobre informações recebidas a respeito de um suposto depoimento de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho, o banqueiro teria sido estimulado a relatar uma alegada doação para o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula (PT). Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Carvalho, que integra um grupo alinhado ao governo Lula, afirmou que as informações apontam uma suposta oferta de liberdade em contrapartida. Vorcaro teria recebido a promessa de deixar a prisão no início de 2027, com tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, seria libertado imediatamente.

O advogado atribuiu à suposta iniciativa uma finalidade eleitoral. “Foi dito ao grupo Prerrogativas que esse depoimento [de Vorcaro] foi dado recentemente à Polícia Federal, com o objetivo de trazer prejuízos políticos e eleitorais ao presidente Lula, à campanha e a alguns ministros, que foram indevidamente envolvidos nesse suposto pedido”, declarou.

Daniel Vorcaro
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

O pedido de investigação ainda foi apresentado como uma providência futura. “Com base nessa informação nós vamos requerer à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar se essas notícias são ou não verdadeiras”, afirmou Carvalho. A declaração mantém como questões a esclarecer tanto as circunstâncias do suposto depoimento quanto a alegada oferta de soltura.

Campanha de Lula compara Flávio a Collor para rebater discurso de renovação

 Comparação com o ex-presidente integra ofensiva contra discurso de futuro do candidato do PL e associa cortes de gastos ao risco de perdas sociais

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro avançam ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a comparar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Fernando Collor de Mello para questionar sua promessa de renovação e associar os cortes de gastos defendidos pelo adversário ao risco de perdas para a população. Segundo reportagem da CNN Brasil, a estratégia busca recuperar a memória das promessas de modernização feitas por Collor e do bloqueio de recursos financeiros ocorrido após sua chegada ao poder.

A ofensiva responde ao discurso que a equipe de Flávio pretende reforçar no segundo turno. De acordo com a CNN Brasil, o candidato do PL deve adotar o mote “um novo presidente para um novo Brasil”, com uma mensagem de mudança em oposição à continuidade do governo Lula.

O PT levou a comparação às redes sociais em uma publicação que funde os rostos de Collor e Flávio. A montagem reúne manchetes sobre o confisco de recursos no início dos anos 1990 e sobre as propostas de redução de despesas do senador. A peça traz a frase: “Às vezes o futuro pode ser uma volta ao passado”.

Na legenda, o partido reforça a associação entre a promessa de mudança e consequências negativas para os brasileiros: “O Brasil já viu esse filme. A vítima no fim é sempre o povo. Lembrar para não repetir!”.

Lula retoma campanha nas ruas a partir desta sexta-feira

 Presidente vai a Ceilândia e Natal para apoiar Leandro Grass e Cadu Xavier no segundo turno, após mudanças na coordenação da campanha

Ato de lançamento da campanha de Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma nesta sexta-feira (9) os atos de rua de sua campanha à reeleição, com uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass (PT). No sábado (10), a programação segue em Natal, com Cadu Xavier (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte.

Segundo a CNN Brasil, os compromissos inauguram uma nova etapa da mobilização para o segundo turno, após mudanças na coordenação e na estratégia eleitoral.

A escolha dos destinos segue a decisão de priorizar palanques de candidatos petistas que também disputarão a segunda rodada das eleições. Desde a votação de domingo (4), Lula concentrou sua agenda em reuniões com aliados em Brasília para avaliar o resultado e reorganizar a campanha contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal, a concentração está marcada para as 8h, na Feira da Ceilândia. De acordo com o Correio Braziliense, a caminhada está prevista para as 10h, com participação de parlamentares distritais, lideranças políticas e apoiadores.

Lula também utilizou as redes sociais para convocar os moradores do Distrito Federal. Em vídeo divulgado na quinta-feira (8), o presidente apareceu com um megafone e anunciou: “Uma grande passeata, a passeata da vitória”. A gravação foi publicada pelo candidato ao governo distrital e noticiada pelo Metrópoles.

Lula: “Flávio Bolsonaro vai colocar sua família em risco!” (vídeo)

 Peça alerta para o aumento de armas durante o governo Bolsonaro e exibe cena chocante sobre violência escolar

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil | Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Lula (PT) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (9) para fazer um forte alerta sobre as políticas de armamento e criticar diretamente seu adversário político, afirmando que “Flávio Bolsonaro vai colocar sua família em risco!”. A declaração acompanha dados sobre a proliferação de armas de fogo no país no governo Jair Bolsonaro (PL).

Na publicação, Lula destacou as consequências da flexibilização do acesso a armas promovida na gestão anterior. “Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, mais de 1 milhão de armas chegaram aos lares brasileiros. E essas armas estão também nas mãos do crime organizado, ameaçando a segurança das famílias. É isso que você quer para o Brasil?”, questionou o presidente.

A postagem foi acompanhada por um vídeo de propaganda eleitoral de tom impactante. A peça mostra um menino pegando a arma de seu próprio pai e a levando para a escola. Em seguida, sob uma tela preta, ouve-se o som de um disparo acompanhado de gritos em sequência, em uma representação dramática de um ataque a tiros em ambiente escolar. Logo após a cena, um narrador intervém com a pergunta: “Com Flávio Bolsonaro, você perde. É isso que você quer para o Brasil?”.

O vídeo prossegue exibindo imagens reais registradas durante a comemoração de apoiadores bolsonaristas após o resultado eleitoral do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula na disputa. Nas filmagens, ocorridas no município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte (RN), uma criança aparece em cima de um carro, dançando e segurando o que parece ser uma pistola. A peça publicitária encerra com o alerta do narrador: “Uma criança não pode passar por isso”.