segunda-feira, 5 de outubro de 2026

VÍDEO – Valdemar vira piada na GloboNews ao dizer que Bolsonaro “respeita o Judiciário”


                               Valdemar Costa Neto em entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro “sempre respeitou o Poder Judiciário”, apesar dos ataques do ex-presidente a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante seu governo. A declaração ocorreu em entrevista à GloboNews e ele virou piada após a fala.

Questionado pelo jornalista Octavio Guedes sobre a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Valdemar chamou Bolsonaro de “um cara surpreendente” e alegou que ele respeita o Judiciário.

Guedes contestou a fala e lembrou a postura de Bolsonaro quando ocupava a Presidência. “No governo ele ficava xingando, dizia que não ia respeitar o STF. Ele sempre desrespeitou o STF”, afirmou o jornalista.

Valdemar respondeu que Bolsonaro apenas reclamava das decisões, sem levar adiante confrontos institucionais. “Não fazia nada”, disse o dirigente partidário.

Flávio Bolsonaro vence em 14 Estados e Lula domina em 13 no primeiro turno

 Candidato do PL avançou no Sul, Sudeste e Centro-Oeste; presidente Lula venceu em todo o Nordeste e ficou à frente em três estados do Norte

Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Reprodução/Band

O primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma divisão geográfica entre Flávio Bolsonaro (PL), que venceu em 14 unidades da Federação, e o presidente Lula (PT), que terminou à frente em 13 estados, destacou uma reportagem publicada nesta segunda-feira (5) pelo Congresso em Foco.

O senador da extrema direita registrou 47,03% dos votos válidos no país, enquanto Lula teve 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro, após uma votação marcada por blocos regionais bem definidos.

Lula deve reformular campanha e reforçar atuação em Minas no 2º turno

 Resultado abaixo do esperado no primeiro turno amplia pressão por mudanças na coordenação e mobilização regional

Lula ´Crédito: Ricardo Stuckert

O desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições aumentou a pressão dentro do PT por mudanças na estrutura de sua campanha para a disputa decisiva contra Flávio Bolsonaro. Entre as principais preocupações estão a coordenação política, a comunicação e a necessidade de ampliar a presença da campanha nos estados.

Segundo a jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil, interlocutores do presidente já defendiam, antes mesmo da votação, o reforço do núcleo responsável pela campanha, com maior participação de lideranças experientes e uma organização mais robusta das ações regionais.

Fandoms de Beyoncé, Anitta e outros artistas abrem redes para campanha de Lula

 Comunidades de fãs dizem que vão divulgar informações da campanha, mobilizar eleitores e estimular participação no segundo turno

       Anitta - Crédito: Reprodução/Twitter/@Anitta

Comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais anunciaram nesta segunda-feira (5) que vão colocar seus perfis nas redes sociais à disposição da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Segundo o blog Sonar, de O Globo, perfis ligados a artistas como Beyoncé e Anitta publicaram mensagens semelhantes no X para declarar apoio ao candidato petista e oferecer seus canais para a divulgação de informações de interesse público e conteúdos eleitorais.

“Oi, @LulaOficial! Nossas redes estão abertas para você e sua equipe. Estamos disponíveis para compartilhar informações de interesse público e conteúdos relacionados à sua campanha, sempre com o objetivo de ampliar o acesso do nosso público às informações. Estamos à disposição!”, diz uma das publicações compartilhadas pelos grupos.

A mobilização ocorre após o primeiro turno da eleição presidencial, no qual Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula. Segundo os números citados pela publicação, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.

Câmara terá maior bancada feminina da história com 108 deputadas em 2027

 Crescimento das candidaturas eleitas reflete avanço gradual da participação das mulheres no Congresso Nacional

Plenário da Câmara dos Deputados - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 A Câmara dos Deputados terá, a partir de 2027, a maior bancada feminina de sua história. Nas eleições realizadas neste domingo (4), 108 mulheres conquistaram vagas para deputada federal, o que representa um avanço de 17 cadeiras em comparação com o pleito de 2022, quando 91 deputadas foram eleitas para a Casa Baixa.

O resultado das urnas consolida uma trajetória ascendente na representatividade das mulheres nas últimas três eleições. Entre os partidos políticos que mais elegeram bancadas femininas para a próxima legislatura destacam-se o PT, que lidera o ranking com 26 deputadas eleitas, seguido pelo PL, que garantiu 22 vagas para mulheres na Câmara.

Bolsonaro pode ser candidato à Presidência em 2030, diz Valdemar Costa Neto

 Presidente do PL afirma que Flávio Bolsonaro, se eleito neste ano, garantirá a liberdade do pai e aposta em nova candidatura do ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF – 14/09/2025 - Crédito: REUTERS/Mateus Bonomi

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro poderá voltar a disputar a Presidência da República em 2030 e disse acreditar que o ex-presidente seria um “forte candidato” ao Palácio do Planalto daqui a quatro anos. A declaração foi dada à CNN Brasil e divulgada nesta segunda-feira (5).

Valdemar também afirmou não ter dúvidas de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato da legenda à Presidência neste ano, atuará para garantir a liberdade do pai caso vença a eleição.

“O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, declarou o dirigente partidário.

Lula avalia anunciar Alckmin ministro da Fazenda em tentativa de virada no 2º turno

Plano discutido pela campanha prevê vice-presidente no comando da economia em eventual quarto mandato; medida busca atrair centro e reforçar credibilidade fiscal

Lula e Geraldo Alckmin - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda apresentar Geraldo Alckmin como futuro ministro da Fazenda caso seja reeleito, numa tentativa de reforçar a confiança na condução da economia e ampliar o apoio entre eleitores de centro no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta segunda-feira (5) pela Reuters.

A proposta ainda está em análise e prevê que Alckmin acumule a Vice-Presidência com o comando da Fazenda a partir de 2027. Procurado pela Reuters, o Palácio do Planalto não comentou.

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

A escolha de Alckmin teria como objetivo dar uma sinalização de estabilidade aos agentes econômicos. A avaliação é que, por ocupar simultaneamente a Vice-Presidência, ele teria maior peso político e autonomia na condução da política econômica, além de menor risco de ser substituído durante o mandato.

A estratégia também teria um componente eleitoral. A campanha de Lula pretende disputar eleitores de centro que demonstram preocupação com a situação fiscal do país, mas que resistem à candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Maioria é petista”: médica é denunciada por mandar prender pacientes em maternidade


          Print de conversa em grupo de WhatsApp de profissionais de saúde. Foto: Reprodução

Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia, foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de orientar profissionais a não conceder alta a pacientes no fim de semana das eleições por suposta motivação política. A informação é da coluna Na Mira no Metrópoles.

A denúncia relata que a médica alegou, em conversa interna, que a maior parte dos pacientes seria simpatizante do PT. A orientação teria alcançado quem estivesse de plantão na enfermaria no sábado e no domingo do pleito.

A mensagem foi enviada por volta das 16h58 de sexta (2) em um grupo de WhatsApp que reúne profissionais da unidade municipal. A médica também compartilhou uma figurinha com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo.

Ao menos 12 integrantes do grupo reagiram à publicação com emojis de riso, afirmação e bandeira do Brasil. Um colaborador respondeu “combinado”, enquanto outro enviou emojis de gargalhada.

Bancada bolsonarista articula proposta para tirar foro de autoridades do STF


Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A bancada bolsonarista no Senado pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição para retirar do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de processos criminais contra autoridades. A medida transferiria essas ações para outras instâncias, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

A articulação busca alterar as atribuições da Corte por meio de uma reforma constitucional, em vez de concentrar a ofensiva política no impeachment de ministros. A mudança reduziria a competência criminal originária do STF, hoje responsável por julgar determinadas autoridades em razão do cargo.

A coluna de Mônica Bergamo afirma que o grupo bolsonarista terá ao menos 49 senadores favoráveis ao impeachment de ministros, ao somar parlamentares que seguem no mandato e os 35 eleitos no domingo (4). Esse total não alcança os 54 votos necessários para afastar um integrante do Supremo.

Os 49 votos, porém, seriam suficientes para sustentar uma proposta de mudança constitucional no Senado. O plano prevê que o STF passe a atuar de forma mais restrita como Corte constitucional, sem parte das competências criminais que hoje concentra.

Nova regra da cláusula de barreira ameaça PSOL, PDT, Missão e outras 9 siglas; entenda


       Plenário da Câmara vazio na semana do feriado de Corpus Christi. Foto: Reprodução/Leticia Pille

Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 12 siglas devem ficar abaixo da cláusula de barreira nas eleições de 2026, o que restringe o acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão. Entre os partidos que aparecem nesse grupo estão a federação PSOL-Rede, o PDT, o Missão, de Renan Santos, e o Avante, de Augusto Cury.

A regra exige que cada legenda eleja 13 deputados federais em pelo menos nove estados ou alcance 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país. Nesta segunda alternativa, o partido também precisa obter ao menos 1,5% dos votos válidos em nove unidades da Federação.

Quem não cumpre uma das exigências perde o acesso ao fundo partidário pelos quatro anos seguintes e fica fora da divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O critério avalia o desempenho nacional e a distribuição territorial dos votos ou das bancadas eleitas.

PSOL e Rede, que disputaram a eleição em federação, somaram 4,89% dos votos válidos para a Câmara. Apesar do percentual nacional, a federação atingiu o índice mínimo em apenas oito estados, um a menos que o necessário para cumprir a cláusula.
PDT, Avante e Missão também não alcançaram os requisitos

O PDT registrou 1,64% dos votos válidos e elegeu quatro deputados federais, número inferior à exigência de 13 parlamentares distribuídos por nove estados. A legenda também não alcançou o percentual nacional previsto pela nova regra.

Diferenças entre a regra antiga e a nova. Foto: Reprodução/Congresso em Foco

Campanha de Lula diz que proibição das bets alavancou desempenho ruim no 1° turno


Lula em pronunciamento após o 1º turno das eleições presidenciais. Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo

Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a proibição das bets prejudicou seu desempenho no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Lula anunciou o banimento das apostas online nove dias antes da eleição.

O grupo monitorou nas redes sociais a atuação de influenciadores voltados à classe C que pediam voto útil em Flávio Bolsonaro (PL). As postagens associavam o apoio ao senador à oposição ao fim das apostas.

A campanha também teme que o tema ganhe mais força quando a medida provisória determinar a retirada dos sites do ar, prevista para terça-feira. Até então, usuários com recursos depositados nas plataformas ainda podem continuar jogando.

A decisão de proibir integralmente as bets dividiu o entorno de Lula durante a campanha. Parte dos aliados considerava a medida radical e avaliava que ela trazia riscos eleitorais na reta final.

Constantino ataca Bahia após vitórias do PT nas eleições: “câncer do Brasil, ninguém quer trabalhar lá”

 O comentarista também dirigiu ataques a Salvador, que classificou como “um lixo”

Rodrigo Constantino -  Crédito: Reprodução/Captura de tela/X

Rodrigo Constantino, apoiador extremista da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), atacou a Bahia com xenofobia e a população baiana após a divulgação dos resultados das eleições deste domingo (4), que deram ao PT vitórias na disputa pelo governo estadual e pelas duas vagas ao Senado.

Em um vídeo publicado depois da votação, Constantino afirmou: “Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia, estou pouco me lixando para isso. A Bahia é o câncer do Brasil”.

Na gravação, o comentarista também dirigiu ataques a Salvador, que classificou como “um lixo”. Para justificar as críticas, relatou experiências pessoais vividas durante viagens ao estado, descritas por ele próprio como “evidências anedóticas”.

Constantino afirmou que, em uma de suas passagens pela Bahia, encontrou pessoas em bares em uma manhã de segunda-feira e associou a cena a uma suposta falta de disposição para o trabalho. “Ninguém quer trabalhar”, declarou.

Em outro relato, disse que uma pessoa teria tentado comprar água de coco, mas foi informada de que o responsável por retirar os frutos não havia comparecido ao trabalho naquele dia. Também mencionou um episódio em que alguém teria pedido um queijo quente em um estabelecimento e recebido a informação de que havia apenas misto quente já preparado.

A partir dessas experiências, Constantino generalizou suas críticas aos moradores do estado. “Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil”, afirmou.

The Guardian expõe conexões de Flávio Bolsonaro com “máfias paramilitares”


  Reportagem do jornal britânico The Guardian, com Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/The Guardian


O jornal britânico The Guardian afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “ligações com membros das máfias paramilitares do Rio”, ao publicar uma reportagem sobre a disputa presidencial brasileira e o desempenho do parlamentar no primeiro turno neste domingo (04).

O periódico abriu o texto com uma declaração de Flávio Bolsonaro após a votação: “Estou mais do que pronto para liderar este país e dar às famílias brasileiras o direito de sonhar novamente”. Na sequência, contrapôs a fala à promessa do senador de adotar uma repressão dura ao crime.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro teve 56.104.049 votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula recebeu 53.876.219 votos, ou 45,16%, e os dois avançaram para o segundo turno previsto para o dia 25.

Na avaliação do Guardian, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia beneficiar seu pai, Jair Bolsonaro. O jornal escreveu que o senador espera “libertar seu pai”, a quem descreveu como condenado a 27 anos por planejar uma tentativa de golpe após a derrota eleitoral para Lula.

Homenagem a Adriano da Nóbrega e caso das rachadinhas

A reportagem retomou a relação da família Bolsonaro com o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime. Em 2005, Flávio e Jair Bolsonaro o visitaram na prisão e entregaram a ele a Medalha Tiradentes, da Alerj.

Diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é a menor da história no 1º turno desde 1989


Flávio Bolsonaro e Lula. Fotomontagem: Reprodução/Arte Migalhas

Nenhum dos candidatos atingiu mais da metade dos votos válidos, e a disputa pela Presidência seguirá para o segundo turno em 25 de outubro. Flávio e Lula concentraram a votação, enquanto os demais concorrentes ficaram distantes dos dois primeiros colocados.

Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ficaram atrás dos finalistas. A definição do próximo presidente dependerá da disputa direta entre o senador do PL e o atual chefe do Executivo.

O recorde anterior de menor margem no primeiro turno pertencia à eleição de 2022. Naquela votação, Lula recebeu 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL) teve 43,2%, uma diferença de 5,23 pontos percentuais.

Disputas presidenciais tiveram margens maiores no primeiro turno

Antes de 2022, a menor distância entre os dois primeiros colocados havia ocorrido em 2006. Lula terminou aquela primeira etapa com 48,61%, contra 41,64% de Geraldo Alckmin (PSDB), uma diferença de quase sete pontos percentuais.

As maiores vantagens da série ficaram com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito no primeiro turno em 1994 e 1998. Na primeira disputa, FHC teve 54,3% contra 27% de Lula; quatro anos depois, obteve 53,06%, diante de 31,71% do petista.

Flávio Bolsonaro mira o Nordeste e Lula prioriza o Sudeste para o segundo turno

 Candidatos concentram agendas nas regiões onde registraram resultados abaixo da expectativa no primeiro pleito

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert | Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

No segundo turno das eleições presidenciais, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o presidente Lula (PT) vão concentrar suas viagens e agendas públicas nas regiões onde tiveram desempenhos eleitorais considerados abaixo da expectativa inicial, segundo Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

O plano da campanha do senador bolsonarista prevê um mergulho estratégico nos estados do Nordeste, região em que o atual mandatário manteve a liderança na preferência do eleitorado no primeiro turno. O objetivo central do candidato do PL será cortar a margem de vantagem do adversário em bases tradicionais do petismo, incluindo localidades de estados como Ceará, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Por outro lado, Lula deve dedicar os esforços de sua agenda eleitoral prioritariamente ao Sudeste, cobrindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A definição dessa estratégia ocorreu após um diagnóstico feito pela articulação petista, que atribuiu a vantagem do primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ao desempenho de Lula ter ficado aquém do esperado nos maiores colégios eleitorais do país.

Flávio Bolsonaro vence em 16 capitais; Lula lidera em 11 no primeiro turno

 Candidato do PL domina capitais do Norte e Centro-Oeste, além do Rio e Belo Horizonte; Lula concentra vitórias no Nordeste e vence também em São Paulo, Porto Alegre e Belém

            Lula e Flávio Bolsonaro -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

 O resultado do primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma divisão regional clara entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas capitais brasileiras. O candidato do PL terminou à frente em 16 das 27 capitais, enquanto Lula venceu em 11.

Flávio Bolsonaro venceu em seis das sete capitais da Região Norte: Rio Branco, Macapá, Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Palmas. A única exceção foi Belém, onde Lula recebeu 48% dos votos, contra 43,74% do adversário.

No Centro-Oeste, o candidato do PL ganhou em todas as capitais. Flávio marcou 51,31% em Brasília, 54,68% em Goiânia, 57,70% em Cuiabá e 58,68% em Campo Grande.

Lula, por sua vez, teve seu melhor desempenho regional no Nordeste. O presidente venceu em oito das nove capitais: Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju.

A única capital nordestina em que Flávio Bolsonaro terminou à frente foi Maceió. Na capital alagoana, o candidato do PL obteve 52,36%, enquanto Lula registrou 41,09%.

Além das vitórias no Nordeste, Lula também superou Flávio Bolsonaro em Belém, Porto Alegre e São Paulo, a maior cidade do país.

Na capital paulista, Lula recebeu 46,58% dos votos, contra 42,13% de Flávio. Em números absolutos, foram cerca de 3,05 milhões de votos para o presidente e 2,76 milhões para o candidato do PL, uma diferença de 291.602 votos.

PT elege 70 deputados e deputadas federais

PT terá a segunda maior bancada

                Câmara dos Deputados - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu 70 deputados e deputadas federais nas eleições realizadas no domingo (4), informou o PT nesta segunda-feira (5). A nova bancada petista estará presente em 20 estados e no Distrito Federal e iniciará a próxima legislatura em 1º de fevereiro de 2027.

Dos 70 parlamentares eleitos, 25 são mulheres, o equivalente a pouco mais de um terço da bancada. A composição reúne nomes com experiência parlamentar e novas lideranças que chegam à Câmara dos Deputados para a próxima legislatura.

A eleição de 2026 também confirma a presença do PT entre as principais forças políticas da Câmara, sendo a segunda maior bancada.

O líder da bancada petista, Pedro Uczai (SC), foi um dos parlamentares reeleitos. “Estamos reeleitos. Obrigado, Santa Catarina. Foram 164.389 pessoas que confiaram o seu voto no nosso trabalho. Fica aqui minha gratidão e a certeza de que vou honrar cada um desses votos assim como venho fazendo nos últimos anos. Gratidão e vamos juntos!”.

VÍDEO: a reação animada de Tralli e Lo Prete na Globo após vitória de Flávio Bolsonaro no 1° turno


      César Tralli e Renata Lo Prete. Foto: Reprodução/TV GLOBO

César Tralli e Renata Lo Prete encerraram de forma efusiva e descontraída a cobertura da Globo sobre o primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). Após a confirmação de que Flávio Bolsonaro (PL) avançaria para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, os jornalistas apareceram sorridentes, trocaram elogios, deram as mãos, riram e lamentaram o fim da transmissão.

“Acabou?”, perguntou Lo Prete. “Acabou”, respondeu Tralli. “Que pena, né, que acabou”, afirmou a jornalista, ainda sorrindo. “Podia esticar mais um pouco, né?”, acrescentou. O tom festivo chamou atenção nas redes justamente por ocorrer ao final de uma cobertura marcada pelo destaque dado ao desempenho do filho de Jair Bolsonaro.

Tralli colocou a mão no ombro da colega e os dois permaneceram de mãos dadas durante parte dos agradecimentos. “Queria te agradecer muito”, disse Lo Prete. “Eu que quero te agradecer. Pela parceria, foi incrível. Muito obrigado mesmo”, respondeu o apresentador. Ela ainda agradeceu ao colega pela “aula” durante a apuração.

Os dois também riram ao se confundir sobre a data do segundo turno. Tralli citou inicialmente o dia 24, corrigiu para 25 e explicou que estaria no estúdio desde a véspera. Ao final, eles acenaram para a câmera, e Lo Prete mandou um beijo. “Nós juntos aqui celebrando a democracia nesse dia tão especial”, afirmou o âncora.


Campanha de Lula aposta em teto de Flávio Bolsonaro e mira Norte e Nordeste no 2º turno

 Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que Flávio Bolsonaro (PL) pode ter alcançado seu “teto” eleitoral no primeiro turno e planejam concentrar a campanha no Norte e Nordeste para a disputa final pela Presidência. A leitura no entorno do petista é que o adversário reuniu antecipadamente o voto útil de eleitores de direita na reta final.

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. Integrantes do governo e da campanha do presidente acreditam que a diferença deixa mais espaço para Lula crescer na segunda etapa do que para o candidato do PL.

A estratégia petista prevê ampliar as agendas nas duas regiões, onde Lula teria perdido mais de 3 milhões de votos em comparação com a eleição de 2022, conforme cálculos de aliados. A campanha busca recuperar parte desse eleitorado nas semanas que antecedem o segundo turno.

Entre as medidas que o grupo pretende explorar estão o aumento do Bolsa Família, com início previsto para 19 de outubro, e a PEC 6×1, que deve ser votada pelo Senado nesta semana. A aposta é associar essas propostas a temas de impacto direto na renda e na jornada de trabalho.

Debates e apoio de aliados entram na estratégia de Lula

Conselheiros de Lula também devem recomendar que ele participe dos debates promovidos por veículos de imprensa no segundo turno. A campanha pretende intensificar a propaganda para confrontar as posições dos dois candidatos e explorar diferenças entre Lula e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cleitinho (Republicanos) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Fotomontagem: Reprodução e Julia Ju/Reuters
Outro cálculo dos petistas envolve o empenho de aliados de Flávio Bolsonaro que venceram eleições estaduais no primeiro turno. A expectativa é de que nem todos atuem com a mesma intensidade na campanha presidencial, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito, e o senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais.

Um ministro influente do governo resumiu a avaliação sobre a disputa: “É um cenário difícil, mas não é impossível”. O Palácio do Planalto trabalha com uma campanha de contraste e com ações direcionadas a regiões onde o presidente teve desempenho menor que o registrado há quatro anos.

Bolsonarismo cresce no Senado e fica a 5 votos do mínimo para impeachment no STF

 O PL terá a maior bancada da Casa a partir de 2027, com 28 senadores, cerca de três vezes o tamanho da bancada do PT

Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF I Agência Senado

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que com ressalvas, o que deixa o grupo a cinco votos dos 54 necessários (dois terços da Casa) para aprovar o afastamento de magistrados.

Atualmente, 14 senadores que possuem mais quatro anos de mandato já se posicionaram a favor da abertura de processos por crimes de responsabilidade contra ministros da Corte. A partir do próximo ano, eles se somarão aos 35 que foram eleitos neste domingo (4) e que também endossam a medida.

Entre os recém-eleitos estão Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas com recorde de votos pelo Distrito Federal desde a redemocratização, Guilherme Derrite (PP), por São Paulo, e Carlos Portinho (PL), pelo Rio de Janeiro.

Lula deve dar maior protagonismo a Alckmin para disputar eleitorado de centro no 2º turno

 Vice-presidente deve ganhar mais presença na propaganda eleitoral após avaliação de que pode dialogar com setores resistentes ao PT

Lula e Geraldo Alckmin  -  Crédito: Reprodução (YT)

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aumentar a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin na reta final da eleição, em uma tentativa de ampliar o diálogo com eleitores de centro e reduzir a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Segundo O Globo, integrantes do governo e da campanha avaliam que Alckmin pode alcançar uma parcela do eleitorado que mantém resistência a Lula e ao PT. A estratégia inclui maior presença do vice-presidente no horário eleitoral de televisão e em atos políticos durante o segundo turno.

Maioria dos políticos citados no caso Master vencem as eleições. veja os nomes


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

A maioria dos políticos citados nas apurações sobre o Banco Master conquistou mandato nas eleições deste domingo (4), entre eles Jaques Wagner (PT-BA), Hugo Motta (Republicanos-PB), Antonio Rueda (União Brasil-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Ciro Nogueira (PP-PI) e ACM Neto (União Brasil) ficaram entre os derrotados nas disputas que travavam.

Votação de Flávio supera desempenho de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022

 Senador cresce no Nordeste, vira votos em Minas Gerais e Tocantins e amplia vantagem no eleitorado sulista

Vídeo gerado por IA mostrando o ex-presidente Jair Bolsonaro no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Bia Borges

O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), superou a votação obtida por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), nos pleitos de 2018 e 2022. No eleitorado brasileiro como um todo, o parlamentar obteve 6,8 milhões de votos a mais que o pai em 2018 e 5 milhões a mais do que há quatro anos. O avanço foi impulsionado sobretudo pelo Nordeste, onde o presidente Lula (PT) manteve o patamar de votos, mas viu o adversário reduzir a distância em um histórico reduto petista.

Senado: PL domina, elege 19 e o PT fica com 6 cadeiras; saiba quem são os 54 eleitos


Plenário do Supremo Tribunal Federal durante sessão. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O eleitorado brasileiro elegeu neste domingo (4), 54 novos senadores para a renovação de dois terços do Senado Federal. O PL foi o partido com maior número de eleitos, com 19 nomes, seguido pelo MDB, que conquistou sete cadeiras. O PT elegeu seis candidatos.

Entre os 54 escolhidos estão nomes como Carlos Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Carlos Jordy, Deltan Dallagnol, Arthur Lira, Cid Gomes, Eduardo Braga, Jaques Wagner, Rui Costa e Flávio Bolsonaro. Com o resultado, o PL passará a ter a maior bancada da Casa a partir de 2027.

O PL elegeu André do Prado (SP), Bia Kicis (DF), Bruno Scheid (RO), Capitão Contar (MS), Carlos Bolsonaro (SC), Carlos Jordy (RJ), Carlos Portinho (RJ), Carol de Toni (SC), Domingos Sávio (MG), Dr. Fernando Máximo (RO), Eduardo Gomes (TO), Filipe Barros (PR), Gustavo Gayer (GO), Marcio Bittar (AC), Michelle Bolsonaro (DF), Nicoletti (RR), Reinaldo Azambuja (MS), Sanderson (RS) e Zé Medeiros (MT).

O MDB conquistou sete vagas com Alexandre Guimarães (TO), Delegado Alessandro (SE), Eduardo Braga (AM), Helder (PA), Marcelo Castro (PI), Teresa Surita (RR) e Veneziano (PB). O PT elegeu Humberto Costa (PE), Jaques Wagner (BA), Marília Campos (MG), Rogerio Carvalho (SE), Rui Costa (BA) e Samanda de Lula (RN).