domingo, 11 de outubro de 2026

PT pedirá quebra de sigilo e quer identificar quem gravou Vorcaro na prisão


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro em evento do Grupo Esfera. Foto: Reprodução

O time jurídico da campanha do PT pedirá à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República a identificação de todas as pessoas que visitaram o empresário Daniel Vorcaro nas unidades prisionais onde ele ficou custodiado. A iniciativa busca descobrir quem gravou o áudio em que ele associa recursos ao documentário “Lula”, do cineasta Oliver Stone. Com informações de Folha de S.Paulo.

Os advogados também pretendem solicitar a quebra do sigilo telemático dos visitantes identificados, especialmente dos que tenham entrado nas unidades com equipamentos capazes de fazer gravações. A medida pretende apurar eventual violação de sigilo funcional e outros possíveis crimes ligados à captação e à divulgação do conteúdo.

A revista Veja divulgou o áudio atribuído a Vorcaro. Na gravação, ele diz que negociou com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o pagamento de propinas para obter acesso a fundos de pensão de servidores federais.

Vorcaro afirma no áudio que R$ 30 milhões desses recursos teriam financiado o filme de Stone sobre o presidente Lula (PT). A equipe do cineasta negou ter pedido ou recebido qualquer valor do empresário e declarou que não foi informada sobre a suposta solicitação.


PGR suspeita de gravação irregular dentro de prisão

A PGR desconfia que alguém tenha captado ilegalmente o áudio enquanto Vorcaro estava preso e o tenha divulgado com objetivo eleitoral. A suspeita se apoia nas regras de segurança da Papudinha, em Brasília, onde ele está custodiado.

Pessoas que visitam Vorcaro na unidade não podem entrar com celular ou gravador. A campanha petista quer levantar quem teve acesso ao empresário e quais condições cada visitante teve para portar ou operar dispositivos de registro.

A Polícia Federal nega que Vorcaro tenha prestado depoimento ou entregado documentos sobre um suposto financiamento do documentário “Lula”, como noticiado pela Veja. Parte da defesa do empresário, formada por 23 profissionais, também avalia que a gravação ocorreu de forma ilegal, mas em período anterior ao vazamento.

Integrantes da defesa consideram a possibilidade de agentes públicos, advogados de uma das bancas que representam Vorcaro ou uma visita terem feito a gravação. Quando esteve sob custódia da Polícia Federal, os advogados podiam levar computadores e gravadores para colher depoimentos voltados às tratativas de colaboração premiada; na Papudinha, conversas por vídeo também podem ser registradas.

Fonte: DCM

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