Ancelotti prepara mudança tática para reforçar velocidade e mobilidade pelo lado esquerdo da Seleção
Gabriel Martinelli ganhou força nos treinos da Seleção Brasileira e deve ser o escolhido por Carlo Ancelotti para substituir Lucas Paquetá no duelo entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A informação é do Lance!, que analisou os testes feitos pelo treinador italiano desde sua chegada ao comando da equipe.
À primeira vista, a opção por Martinelli pode parecer surpreendente, já que Danilo Santos seria, em tese, uma alternativa mais próxima das características de Paquetá. No entanto, Ancelotti tem usado amistosos e partidas da Copa como laboratório tático para encontrar novas formas de manter o equilíbrio da Seleção sem reduzir sua força ofensiva.
“Bom, a primeira coisa que a gente tem que dizer, como jogador que pode defender pelo lado esquerdo, como é o caso do Paquetá, também é um jogador extremo; quando o time não tem a bola, ele tem que defender pelo lado esquerdo. Isso acontece com Martinelli e também com o Danilo. Com a bola, tem que ocupar bem a posição de centro-esquerda”, explicou Ancelotti em entrevista coletiva neste sábado.
O primeiro sinal dessa escolha apareceu na vitória sobre o Chile, no Maracanã, quando Martinelli começou como titular e Paquetá ficou no banco. Depois, nos jogos contra Haiti e Escócia, Paquetá deixou o campo e Martinelli foi novamente acionado. Para quem observou apenas a substituição, parecia uma troca comum. Para Ancelotti, era mais um ensaio de reorganização coletiva.
O teste mais revelador veio diante do Japão. Quando Paquetá saiu, Ancelotti colocou Endrick em campo e recuou Matheus Cunha para ocupar a faixa central pela esquerda. Minutos depois, Martinelli entrou justamente na vaga de Cunha e passou a desempenhar essa função. A movimentação indicou que o técnico vê no atacante do Arsenal uma alternativa para mudar a dinâmica ofensiva sem perder agressividade.
Sem a bola, o Brasil deve manter sua estrutura em 4-4-2, com Casemiro como vértice defensivo, Matheus Cunha mais avançado, Bruno Guimarães pelo lado direito e Martinelli fechando o lado esquerdo. A principal mudança aparece quando a Seleção tem a posse.
Com Douglas Santos avançando pela esquerda e Vinícius Júnior alternando entre o corredor e as zonas internas, Martinelli pode assumir o papel de atacar espaços, infiltrar entre os defensores e oferecer profundidade. A semelhança de características entre Vini Jr. e Martinelli — velocidade, explosão e capacidade de atacar em movimento — torna o lado esquerdo brasileiro mais móvel e imprevisível.
A ausência de Paquetá, portanto, não deve gerar apenas uma troca de nomes. Ancelotti prepara uma mudança estrutural para potencializar o setor mais perigoso da equipe. Com Douglas Santos, Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli alternando posições, o Brasil deve enfrentar a Noruega com um lado esquerdo veloz, agressivo e difícil de marcar.
Fonte: Brasil 247
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