A pré-candidata ao Senado criticou a viagem de Flávio Bolsonaro para os EUA
Gleisi Hoffmann, Flávio Bolsonaro, Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro -
Crédito: Reprodução/Redes Sociais I Reprodução/Flickr
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Pré-candidata ao Senado pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) publicou nesta terça-feira (7) uma mensagem na rede social X para denunciar agressões da família Bolsonaro à soberania brasileira.
A petista criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o pré-candidato à Presidência da República participar de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), onde o parlamentar da extrema direita compareceu a um evento sobre o tarifaço de 25% que os EUA querem impor ao Brasil. Foi a sexta viagem do parlamentar ao território estadunidense este ano.
“É impressionante a capacidade de jogar contra o país. E por que está defendendo pressionar o Brasil? Essa família sempre usou o Brasil para seus interesses próprios. É um mal para o nosso país”, escreveu Gleisi.
“De novo, a família Bolsonaro atenta contra o Brasil. Na audiência de hoje sobre as taxas, o candidato Flávio Bolsonaro disse que ‘não era o momento agora’ — então pode ser depois? — e que há meios mais eficientes de pressionar o Brasil, como, por exemplo, sanções individuais”, acrescentou.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República repudiou a intervenção do parlamentar e acusou Flávio Bolsonaro de querer se aproveitar eleitoralmente do tarifaço.
Também no campo progressista, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, coordenador da campanha do presidente Lula, minimizou a participação do parlamentar da extrema direita durante o evento nos EUA. A viagem do senador não significa que o próprio parlamentar defenda a suspensão do tarifaço contra o Brasil, avaliou o petista.
Quem também criticou a iniciativa de Flávio Bolsonaro foi o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Além do tarifaço, os EUA também classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As duas facções nasceram nos estado de São Paulo (anos 90) e Rio de Janeiro (anos 70), respectivamente.
Fonte: Brasil 247
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