domingo, 24 de maio de 2026

Jair Bolsonaro não aproveita redução de pena por falta de leituras, diz polícia

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Cristiano Mariz

O ex-presidente Jair Bolsonaro não aproveitou a oportunidade de reduzir sua pena por leitura, mesmo após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 15 de janeiro. Segundo relatórios semanais da PM do Distrito Federal, enviados ao STF, o campo de leituras no acompanhamento de atividades de Bolsonaro durante a prisão registra continuamente a informação: “não houve”. As informações são de Guilherme Amado. 

Bolsonaro, que sempre declarou não ter o hábito de leitura, manteve sua postura mesmo com tempo disponível e a possibilidade de abatimento da pena a cada livro lido. A remição de pena por estudo é prevista na Lei de Execução Penal e também pode ser aplicada para leituras, incentivando a educação no sistema prisional.


Enquanto Bolsonaro não participa do programa, outros condenados pela trama golpista têm aproveitado o benefício. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres leu “A metamorfose”, de Franz Kafka, e o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira de Oliveira optou por títulos como “Vidas Secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, além de “Reminiscências da campanha do Paraguai”, de Dionísio Cerqueira.

Capa de livro de Graciliano Ramos que Bolsonaro poderia ter lido. Foto: Reprodução

O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, também aproveitou a remição, lendo obras como “A bordo do contratorpedeiro Barbacena”, de João Carlos Gonçalves Caminha, “Como Deus transforma a tristeza em alegria” e “O agir invisível de Deus”, ambos do pastor Luciano Subirá, e “O vinho novo é melhor”, de Robert Thom. Esses exemplos demonstram a aplicação efetiva do incentivo legal para reduzir penas.

Relatórios semanais da PM destacam que Bolsonaro não registrou nenhuma leitura desde que o abatimento foi autorizado, reforçando a percepção de que o ex-presidente não incorporou o hábito de estudo ou leitura durante o cumprimento da pena. “Não houve” é a observação constante no campo dedicado às leituras, segundo os documentos enviados ao STF.

Fonte: DCM com informações do jornalista Guilherme Amado 



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