

Presidenciável do partido Missão estreia na disputa com retórica de extermínio incompatível com a Constituição, que não admite pena de morte no Brasil, salvo em caso de guerra declarada
O empresário Renan Santos lançou sua candidatura à Presidência da República neste sábado (1º), durante o primeiro congresso nacional do partido Missão, na zona leste de São Paulo, recorrendo a um discurso radical de direita e a uma promessa incompatível com a Constituição brasileira: “nós vamos matar quem roubar”.
Segundo a Folha de S.Paulo, Renan atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, chamou os dois de “vagabundos” e procurou apresentar sua legenda como uma alternativa aos dois principais campos políticos da disputa presidencial.
A frase sobre “matar quem roubar”, no entanto, ultrapassa o terreno da truculência verbal e expõe uma concepção autoritária de Estado, na qual agentes públicos poderiam decidir, sem julgamento, quem merece viver ou morrer.



Quase 63% não veem capacidade de reação do governo de extrema direita
A percepção dos argentinos sobre a crise econômica mudou de forma significativa e passou a atingir diretamente o presidente Javier Milei. Segundo pesquisa divulgada pelo site La Política Online, 63,7% dos entrevistados consideram o líder libertário o principal responsável pela situação econômica do país.
O levantamento, realizado em conjunto pelas consultorias Alaska e TresPuntozero, mostra uma virada de tendência em relação a dezembro do ano passado. Naquele momento, 44,1% dos argentinos ainda atribuíam a crise aos governos anteriores, enquanto 49,2% responsabilizavam Milei. Agora, os que culpam gestões passadas caíram para menos de 30%.
O dado representa um alerta para a Casa Rosada, que vinha tentando sustentar o discurso de que os problemas econômicos eram resultado da “herança recebida” do peronismo. Com a mudança na percepção pública, cresce a pressão sobre o governo em meio à estratégia eleitoral dos libertários, que apostam em uma vitória de Milei em primeiro turno para garantir a reeleição em outubro de 2027 e evitar um segundo turno.
Evento em São Paulo reuniu aliados do governador, teve declarações de exaltação a Jair Bolsonaro e presença de bandeiras norte-americanas entre apoiadores
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), oficializou neste sábado (1º) sua candidatura à reeleição durante convenção partidária realizada na capital paulista. O evento, que contou com a presença do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), ficou marcado pela exibição de bandeiras dos Estados Unidos por apoiadores presentes no local.
A presença das bandeiras norte-americanas chamou atenção durante a convenção e motivou reações nas redes sociais. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) comentou o episódio em publicação na plataforma X. “Na convenção de Tarcísio junto com Flavio Bolsonaro não poderia faltar a bandeira de quem eles representam nessas eleições: os EUA. Perderam qualquer vergonha de ser lesa-pátria!”, escreveu.



Projeto prevê multas de até R$ 20 mil por animal e mira abate de bovinos, suínos, ovinos, caprinos, bubalinos e equídeos no exterior
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), pré-candidata ao Senado pelo Paraná, apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4.795/2026, que proíbe a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda fora do Brasil. A proposta busca deslocar para o território nacional o processamento de rebanhos hoje enviados ao exterior ainda vivos.
Segundo o Blog do Esmael, a iniciativa atinge bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos quando a finalidade da operação internacional for abate ou engorda para posterior abate. A proposta preserva, no entanto, exportações voltadas à reprodução, melhoramento genético, pesquisa científica, conservação de espécies, animais de companhia e material genético.
Na justificativa do projeto, Gleisi afirma que a medida tem como objetivo agregar valor à cadeia produtiva no Brasil, ampliar a geração de empregos e reduzir práticas associadas ao sofrimento animal.
“O Brasil é líder mundial na exportação de carne processada, inclusive para mercados que hoje também recebem animais vivos. Agregar valor aqui dentro significa gerar mais empregos, ampliar a arrecadação, fortalecer a indústria nacional e, ao mesmo tempo, eliminar uma prática que causa sofrimento aos animais e prejudica a imagem da pecuária brasileira”, destacou a parlamentar.

O conflito que nasceu da rivalidade entre impérios, do militarismo e do nacionalismo deixou cerca de 20 milhões de mortos, destruiu antigas potências europeias e criou as condições para a ascensão do nazismo e a Segunda Guerra Mundial
Em 1º de agosto de 1914, a Alemanha declarou guerra ao Império Russo, dando início à rápida escalada diplomática e militar que transformaria uma crise regional nos Bálcãs na Primeira Guerra Mundial. Nos dias seguintes, França e Reino Unido entrariam no conflito, enquanto os planos militares cuidadosamente preparados durante décadas colocavam milhões de soldados em marcha.
O que muitos governos imaginavam ser uma guerra breve tornou-se um conflito de quatro anos que matou cerca de 20 milhões de pessoas, entre militares e civis, devastou a Europa, provocou o colapso de quatro grandes impérios e remodelou completamente a ordem internacional. Mais do que um episódio isolado, a Primeira Guerra Mundial inaugurou o chamado “século das guerras totais”, cujas consequências se estenderam até a Segunda Guerra Mundial e continuam influenciando a política internacional.







Legenda confirmou em convenção virtual o apoio ao presidente e reforçou compromisso com a democracia, a sustentabilidade e a construção de uma ampla aliança de forças progressistas
O Partido Verde (PV) oficializou, nesta sexta-feira (31), seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A decisão foi tomada durante uma convenção nacional realizada de forma virtual, transmitida pela internet, consolidando a posição da legenda no processo eleitoral.
Segundo a Agência Brasil, o apoio ocorre às vésperas da convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), marcada para domingo (2), quando Lula será oficialmente confirmado como candidato à Presidência da República.
A posição do PV já vinha sendo sinalizada nas últimas semanas. Durante a convenção nacional do PDT, realizada anteriormente, o vice-presidente da legenda, Reynaldo Nunes, participou do evento e manifestou o alinhamento político do partido com a candidatura de Lula.
A oficialização desta sexta-feira consolida esse entendimento e amplia a frente de apoio ao presidente.
Ex-primeira-dama afirma que decisão sobre disputa ao Senado depende de conversa com Jair Bolsonaro
Michelle Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (31) que ainda não voltou a se encontrar pessoalmente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde o episódio de desgaste entre ambos. Segundo a ex-primeira-dama, um possível reencontro poderá ocorrer no domingo (2), durante a convenção do Partido Liberal no Distrito Federal, caso o parlamentar e candidato à Presidência participe do evento. As informações são do jornal O Globo.
Ao comentar a situação, ela declarou: “Não me encontrei com Flávio. Domingo, com certeza, né? Se ele estiver. Eu quase não tenho saído de casa.” Além da relação com o senador, Michelle voltou a tratar da possibilidade de disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
Ela afirmou que a decisão será tomada em conjunto com o ex-mandatário Jair Bolsonaro e ressaltou que, neste momento, sua principal preocupação é acompanhá-lo. “Tudo que eu gosto, gosto de fazer bem-feito, por isso vou definir com ele. Estou cuidando dele, e a prioridade é ele. Mas há uma expectativa do nosso grupo de mulheres”, disse.
Ex-primeira-dama se reuniu com Valdemar Costa Neto antes da convenção do PL no Distrito Federal
A eventual candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal ficará nas mãos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, caberá a ele decidir, até domingo (2), se a ex-primeira-dama entrará na disputa.
A informação foi publicada pelo UOL nesta sexta-feira (31). De acordo com a reportagem, Valdemar afirmou que Michelle comparecerá à convenção do diretório do PL no Distrito Federal, marcada para domingo (2), quando há expectativa de que ela anuncie se será candidata.
Valdemar e Michelle se reuniram na tarde desta sexta-feira (31) em uma cafeteria localizada em frente ao condomínio onde moram Michelle e Bolsonaro. O encontro durou cerca de uma hora e 20 minutos.
Ana Munhoz assume a coordenação do segmento feminino; ex-primeira-dama discutiu com Valdemar possível candidatura ao Senado pelo DF
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, anunciou que Ana Munhoz assumirá a coordenação do PL Mulher em substituição à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações são da coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Segundo Valdemar, Ana Munhoz foi indicada por Michelle Bolsonaro para assumir a função. Até então, ela exercia o cargo de secretária-geral do partido e ficará responsável pela articulação do segmento feminino da legenda.
“Ela vai ficar aqui trabalhando e tendo contato com as presidentes estaduais. Não vamos mais ter comando nacional”, explicou Valdemar ao comentar a nova estrutura do PL Mulher.
O dirigente também afirmou que Michelle Bolsonaro não pretende retornar, neste momento, à presidência do PL Mulher. “Vamos conversar sobre esse assunto só depois das eleições”, declarou.
Novo inquérito apura supostas irregularidades na relação de Fábio com o empresário do setor de tecnologia e a Dataprev
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um segundo inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, a nova investigação está relacionada às apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) sobre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
De acordo com a investigação, foram identificados indícios de possíveis irregularidades na relação entre Fábio e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT. Segundo a PF, a empresa teria buscado contratos junto à Dataprev, estatal de tecnologia vinculada ao governo federal, além de outros órgãos públicos. Os investigadores suspeitam que Fábio Luís tenha recebido ao menos uma viagem em troca de negócios relacionados à administração federal.