Quase 63% não veem capacidade de reação do governo de extrema direita
A percepção dos argentinos sobre a crise econômica mudou de forma significativa e passou a atingir diretamente o presidente Javier Milei. Segundo pesquisa divulgada pelo site La Política Online, 63,7% dos entrevistados consideram o líder libertário o principal responsável pela situação econômica do país.
O levantamento, realizado em conjunto pelas consultorias Alaska e TresPuntozero, mostra uma virada de tendência em relação a dezembro do ano passado. Naquele momento, 44,1% dos argentinos ainda atribuíam a crise aos governos anteriores, enquanto 49,2% responsabilizavam Milei. Agora, os que culpam gestões passadas caíram para menos de 30%.
O dado representa um alerta para a Casa Rosada, que vinha tentando sustentar o discurso de que os problemas econômicos eram resultado da “herança recebida” do peronismo. Com a mudança na percepção pública, cresce a pressão sobre o governo em meio à estratégia eleitoral dos libertários, que apostam em uma vitória de Milei em primeiro turno para garantir a reeleição em outubro de 2027 e evitar um segundo turno.
A pesquisa também aponta pessimismo em relação à capacidade do governo de reverter o cenário econômico. De acordo com o levantamento, 62,9% dos argentinos não acreditam que a administração Milei consiga superar a crise atual. Apenas 28,9% afirmam confiar que o presidente seja capaz de conduzir o país para fora da turbulência.
Em dezembro, a percepção era menos negativa para o governo: 40,6% dos entrevistados ainda viam Milei como capaz de enfrentar a crise. A queda nesse indicador reforça o desgaste do presidente no tema econômico, principal eixo de sua agenda política desde a campanha eleitoral.
O levantamento também avaliou a imagem de lideranças políticas argentinas. Milei aparece com 64,6% de imagem negativa, uma das piores entre os nomes analisados. O índice é próximo ao registrado por Sergio Massa e fica atrás apenas de Mauricio Macri, que tem 68,7% de avaliação negativa.
Fonte: Brasil 247
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