sábado, 1 de agosto de 2026

Esquerda e centro-esquerda se unem para reeleger Lula

 

Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
A candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será oficializada em 2 de agosto com o apoio conjunto de sete partidos: PT, PV, PCdoB, PSB, PSOL, Rede e PDT. A composição dá ao petista uma largada mais coesa para enfrentar a extrema direita na eleição de 2026.

Segundo o Partido dos Trabalhadores, é a primeira vez desde a eleição presidencial de 1989 que todo esse arco de esquerda e centro-esquerda chega unido desde o início da disputa. O partido apresenta a convergência como resposta às ameaças à democracia e à soberania nacional, além de uma aliança em defesa da inclusão social.

A fragmentação foi a regra durante a maior parte da Nova República. Leonel Brizola disputou com Lula em 1989 e 1994 antes de se tornar seu candidato a vice em 1998. Nas eleições seguintes, nomes do PSOL, PDT, PV, PSB e Rede também concorreram contra candidatos petistas, como ocorreu com Heloísa Helena, Cristovam Buarque, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio, Luciana Genro e Eduardo Jorge.

Alckmin Lula
O presidente Lula, e o vice-presidente Geraldo Alckimin, durante a convenção do PSB. Foto: Wilson Junior/Estadão
A atual composição também consolida a reaproximação entre PT e PSB, que lançou a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin em 2022 e repetirá a parceria neste ano. Ex-presidente do PSB, Carlos Siqueira afirma que “unir as forças democráticas ajuda a unir a população” e vincula a aliança a um projeto de desenvolvimento nacional.

Juliano Medeiros, que presidiu o PSOL entre 2017 e 2023, reconhece que a disputa pela hegemonia sempre atravessou a esquerda brasileira. Para ele, o avanço da extrema direita e a experiência dos últimos anos permitiram construir convergências em torno de temas como redução da jornada de trabalho, taxação dos super-ricos e combate às mudanças climáticas.

A lista divulgada pelo PT reúne as siglas que aderiram à estratégia eleitoral de Lula, mas não representa a totalidade da esquerda brasileira. Partidos como UP, PCB e PSTU permanecem fora da frente.

Fonte: DCM

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