A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entregou ao Papa Leão XIV um dossiê em que denuncia restrições à atuação da Igreja Católica no sistema penitenciário brasileiro e aponta tratamento mais favorável a grupos evangélicos dentro das unidades prisionais. O relatório, elaborado pela Pastoral Carcerária, sustenta que padres, freiras e agentes católicos vêm enfrentando barreiras crescentes para prestar assistência espiritual aos detentos, apesar de esse ser um direito previsto na Constituição. Com informações são do Metrópoles.
Segundo o documento, o endurecimento dessas limitações ganhou força nos últimos anos, em paralelo ao avanço da influência política de setores conservadores ligados a igrejas evangélicas, sobretudo após o governo Jair Bolsonaro. A avaliação da Pastoral é de que a desigualdade no acesso religioso passou a se consolidar como prática em diversos presídios do país.
Batizado de “Dossiê Nacional sobre as Restrições à Assistência Religiosa nas Unidades Prisionais Brasileiras”, o material reúne relatos de agentes católicos impedidos de circular livremente, celebrar missas ou manter contato direto com os presos. Em vários casos, as atividades religiosas ocorrem com grades, telas ou cercas separando celebrantes e detentos, o que, para a entidade, compromete o sentido da assistência pastoral.

