O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou, na última quarta-feira (11), com a líder da direita venezuelana María Corina Machado durante a cerimônia de posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast. O encontro ocorreu de forma informal durante o evento que marcou o início do novo governo chileno.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio compartilhou nas redes sociais um vídeo do momento em que conversa com María Corina. Na gravação publicada em seu perfil no Instagram, o senador parabeniza a venezuelana pelo Nobel da Paz, prêmio que recebeu no ano passado, e afirma que ela é uma “grande inspiração” para o Brasil.
A conversa entre os dois seguiu em tom amistoso. Em determinado momento, Flávio pediu “justiça por nosso países”, ao que María Corina respondeu “pela justiça e democracia em nossos países”.
Maria Corína acusa o governo de Nicolás Maduro de fraudar as eleições na Venezuela. Aliada de Donald Trump, ela entregou o Nobel para o presidente estadunidense, no que foi visto como uma tentativa de convencê-lo a levá-la à Presidência venezuelana após o sequestro do sucessor de Hugo Chávez.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à cerimônia. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Flávio Bolsonaro participou do evento acompanhado da esposa e deve aproveitar a viagem ao Chile para se reunir também com outras lideranças políticas do país.
Com a posse de José Antonio Kast, o Chile passa a ser governado por um presidente identificado com a extrema-direita. O advogado, de 60 anos, sucede Gabriel Boric, que esteve à frente do país nos últimos quatro anos e representava uma coalizão de esquerda.
Kast assume o cargo com a promessa de instaurar um “governo de emergência” para enfrentar dois temas que dominaram o debate público no país: o aumento da criminalidade e a imigração irregular. Esses assuntos têm sido apontados como as principais preocupações da população chilena nos últimos anos.
A cerimônia de posse ocorreu diante de um Congresso com maioria de direita e foi marcada pela presença de aliados políticos e autoridades estrangeiras. Entre os líderes latino-americanos presentes estava o presidente da Argentina, Javier Milei.
Logo após assumir o cargo, Kast realizou o primeiro ato oficial de seu governo ao dar posse aos 24 ministros que compõem seu gabinete. Entre os escolhidos estão dois advogados que atuaram na defesa do ex-ditador Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990.
O regime militar de Pinochet deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos, segundo registros oficiais e investigações realizadas após o fim da ditadura. A presença de nomes ligados ao antigo governo militar na equipe de Kast tem sido alvo de críticas de setores da oposição e de organizações de direitos humanos.
Fonte: DCM
Nenhum comentário:
Postar um comentário