segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Treta familiar sem controle: Michelle desafia filhos de Bolsonaro e bagunça o clã

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução
Michelle Bolsonaro evitou confirmar a pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e ampliou a lista de posições que divergem das defendidas pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após ser apontada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível candidata, a ex-primeira-dama afirmou que sua prioridade continua sendo o marido, preso em Brasília, e a filha, afastando uma definição imediata sobre disputar as eleições.

Em manifestação nas redes sociais no sábado (14), Michelle disse receber com “carinho as manifestações do povo brasiliense”, mas não confirmou a intenção de concorrer. “Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, escreveu.

Ela destacou ainda que Bolsonaro está “com a saúde debilitada desde 2018” e afirmou que sua maior preocupação é concentrar esforços nos cuidados com o ex-presidente. Michelle também agradeceu ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pela “compreensão” quanto ao período de licença da presidência do PL Mulher.

A declaração ocorreu dois dias após um pré-candidato à Presidência do partido afirmar em entrevista que Michelle disputaria a vaga no Distrito Federal e que os integrantes da família ajudariam a campanha ao Planalto “dentro da sua área e na internet”.
Story de Michelle Bolsonaro no Instagram. Foto: Reprodução

☉ Divergências com os filhos de Bolsonaro

O posicionamento reforça episódios recentes em que Michelle contrariou estratégias políticas defendidas pelos filhos do ex-presidente. Um deles foi o apoio à deputada Caroline de Toni (PL) ao Senado em Santa Catarina, após a parlamentar perder espaço na chapa do governador Jorginho Mello para dar lugar a Carlos Bolsonaro.

Em outro momento, Michelle apoiou publicamente a pré-candidatura de Flávio, escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas, mas entrou em conflito ao se opor à aproximação de bolsonaristas no Ceará com o ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB), recebendo críticas de Flávio, Eduardo e Carlos.

☉ Impasses internos na família

Os atritos incluem ainda o mal-estar após a prisão preventiva de Bolsonaro, quando Flávio foi definido como porta-voz do pai sem que Michelle fosse consultada, apesar de ser a única familiar a visitá-lo até então. Em dezembro, após críticas públicas, Flávio afirmou ter pedido desculpas e disse que decisões futuras seriam tomadas em conjunto e submetidas ao ex-presidente.

Michelle também entrou na mira de aliados de Flávio após “curtir” um comentário em que a mulher de Tarcísio de Freitas sugeria que ele deveria ser o “novo CEO” do Brasil. O episódio gerou críticas de apoiadores, como Allan dos Santos, a quem Michelle respondeu dizendo que o blogueiro fazia “acusações levianas”.

☉ Licença do PL Mulher

A ex-primeira-dama está licenciada da presidência do PL Mulher, movimento interno do partido voltado à mobilização feminina, justamente em meio às discussões sobre seu futuro político.

Aliados avaliam que Michelle segue como um dos principais ativos eleitorais do bolsonarismo, especialmente entre o eleitorado evangélico e conservador, o que mantém seu nome no centro das articulações para 2026, mesmo sem confirmação oficial de candidatura.

Fonte: DCM

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