sexta-feira, 7 de agosto de 2026

SBT interrompeu entrevista com Flávio Bolsonaro quando perguntas chegaram a Vorcaro

 

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
Uma entrevista de Flávio Bolsonaro ao SBT expôs os bastidores da tensão entre política, jornalismo e os interesses que cercavam a campanha do senador à Presidência da República.

Segundo a revista piauí, a conversa terminou após a intervenção de seu assessor, depois que os jornalistas começaram a questionar o presidenciável sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O episódio ocorreu em junho de 2026, durante uma participação de Flávio Bolsonaro no SBT News. O senador havia sido convidado para uma entrevista ao vivo no programa Central de Notícias, após uma visita à emissora. A conversa contou com perguntas dos jornalistas Amanda Klein, Nathalia Fruet e Eduardo Gayer.

O clima mudou quando entraram na pauta assuntos considerados sensíveis para a campanha de Flávio, como o caso “Dark Horse” — a cinebiografia de Jair Bolsonaro que recebeu investimentos milionários atribuídos a Vorcaro — e as relações políticas e empresariais envolvendo o banqueiro investigado pela Polícia Federal.

Segundo relatos de bastidores, o assessor do presidenciável, Fábio Portela, passou a reclamar da condução da entrevista. De dentro do estúdio, ele teria afirmado que os jornalistas estavam apenas “dando paulada” no entrevistado e pediu que a conversa fosse encerrada.

A pressão chegou à direção do jornalismo do SBT. O diretor nacional de jornalismo da emissora e do SBT News, Leandro Cipoloni, apoiou o encerramento sob o argumento de que a entrevista teria sido combinada para ser mais curta.

Vice de Flávio pede à PGR conclusão de inquérito sobre suposto estupro de vulnerável

 Campanha tenta acelerar desfecho do caso no STF para conter desgaste e transformar acusação em ativo político

      Alfredo Gaspar   -  Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), solicitará uma audiência com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para pedir celeridade na conclusão das investigações contra ele sobre uma suspeita de estupro, informa Caio Junqueira, da CNN Brasil. Paralelamente, os advogados do parlamentar requereram uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, relator do caso na Corte, com o objetivo de acelerar a tramitação dos autos e garantir o confronto de seu material genético com o da filha da suposta vítima.

Gaspar já havia promovido uma ação cautelar antecipatória de prova na Justiça de Alagoas, na qual obteve uma medida liminar que permitiu a coleta de seu material genético. Agora, a defesa do candidato a vice quer que essa amostra seja comparada ao DNA da criança envolvida no suposto crime. Em petição enviada a Gilmar Mendes na quinta-feira (6), a equipe jurídica do deputado pediu que o ministro determine a realização do exame no prazo de até 72 horas. Caso o Supremo entenda ser necessária uma nova coleta, o parlamentar informou que está à disposição para fornecer novo material no mesmo intervalo de tempo.

Nome de Alfredo Gaspar na vice de Flávio Bolsonaro frustra agronegócio e Faria Lima

 Escolha de deputado alagoano é vista por lideranças como oportunidade perdida para ampliar alcance eleitoral da chapa

          Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar  -  Crédito: Adriano Machado/Reuters

A indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República frustrou representantes do agronegócio e do mercado financeiro. Integrantes do setor agropecuário e parlamentares ligados ao segmento foram pegos de surpresa com a definição e avaliam, nos bastidores, que o nome do parlamentar alagoano não anima a categoria nem possui interlocução consistente com as pautas do campo, informa Milena Teixeira, do Metrópoles.

Lideranças do setor destacam que a trajetória de Alfredo Gaspar está fortemente concentrada na área de segurança pública, ramo em que construiu sua atuação profissional como promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas. Em razão desse perfil, o entendimento prévio de agentes do setor é de que o deputado tem pouca aproximação e familiaridade com as pautas prioritárias do agronegócio brasileiro.

Ministro da Justiça tentar mitigar crise entre direção da PF e STF após escalada de tensão

 Wellington César busca mediação entre o diretor-geral da Polícia Federal e o ministro André Mendonça para blindar investigações do Master e do INSS

      André Mendonça e Andrei Rodrigues  -  Crédito: Victor Piemonte/STF | José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, assumiu a missão de intermediar um diálogo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nos próximos dias, em uma tentativa de construir um acordo de pacificação e definir condições que preservem a atuação da corporação sem gerar atritos com o Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi articulada após uma reunião de emergência entre Wellington, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do STF, André Mendonça, relator dos inquéritos que apuram irregularidades no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informa Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A articulação política e institucional ocorreu às pressas na quinta-feira (6) em resposta à publicação de uma nota oficial assinada por todos os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal. No documento, as chefias estaduais defenderam categoricamente a “credibilidade” e a autonomia funcional da instituição, afirmando de forma enfática que “a atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”.

Projeto de Milei leva multidão às ruas do país com gritos: “Argentina não está à venda”

 As tropas de choque rodearam o Congresso Nacional, onde o texto era debatido

       Javier Milei vende a Argentina  -  Crédito: Brasil 247 / Dall-E

Por Marcia Carmo, 247 – A cidade de Buenos Aires foi o epicentro dos protestos, nesta quinta-feira, contra o projeto de lei do governo Milei que modifica a legislação atual sobre propriedade privada – que foi batizada de “lei de terras” e, oficialmente, “lei de não violação da propriedade privada”. A manifestação contou com apoio de movimentos sociais e sindicatos.

Patrimônio de Zema cresce R$ 49 milhões em quatro anos e atinge R$ 178,8 milhões

 Declaração apresentada à Justiça Eleitoral aponta evolução patrimonial de 38% desde as eleições de 2022, impulsionada por holdings familiares e fundos de investimentos

       Romeu Zema  -  Crédito: CNC

O patrimônio do ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, registrou um crescimento de R$ 49,1 milhões em um intervalo de quatro anos, segundo dados declarados pelo próprio político à Justiça Eleitoral, informa a Folha de São Paulo.

Com a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zema informou possuir atualmente um montante total de R$ 178,8 milhões distribuídos em aplicações financeiras, participações em empresas e bens imóveis. O valor representa uma expansão patrimonial expressiva quando comparado ao pleito de 2022, ocasião na qual o então candidato à reeleição para o governo mineiro declarou R$ 129,7 milhões em bens.

O avanço no patrimônio do ex-governador equivale a um crescimento percentual de 38% no período acumulado. O índice supera a inflação acumulada no mesmo intervalo, mensurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 19%.

PT aciona TSE para tirar do ar site ligado ao PL e suspender ‘hub’ de desinformação bolsonarista

 Partido acusa página de distribuir conteúdos manipulados e deepfakes para inflar redes sociais e atacar Lula

        Crédito: Roque de Sá/Agência Senado | Pedro França/Agência Senado | Lula Marques

O PT protocolou, na quinta-feira (6), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) requerendo a remoção imediata de conteúdos veiculados pelo site Direita Já, plataforma vinculada ao PL. A sigla alega que a página funciona como uma central de distribuição de desinformação para impulsionar a militância digital bolsonarista, segundo o O Globo.

De acordo com o documento apresentado pela coligação, o portal opera como um verdadeiro “hub de alimentação de outras páginas na internet”, disponibilizando um fluxo constante de artes gráficas, cards e vídeos. A estimativa apontada na ação é de que a plataforma libere até 50 publicações por semana, cuja maioria é composta por investidas e ataques direcionados ao presidente Lula (PT) e aos seus aliados políticos.

PF desmarca depoimento de Jaques Wagner em inquérito sobre caso Master

Segunda oitiva relacionada à investigação foi cancelada nesta semana

      Jaques Wagner  -  Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, previsto para esta sexta-feira (7), foi desmarcado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A informação foi publicada pelo blog da jornalista Camila Bomfim, no G1

Esta é a segunda oitiva cancelada nesta semana no inquérito que apura as relações entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Wagner havia sido intimado pela PF em 21 de julho para prestar depoimento. A oitiva estava marcada para esta sexta-feira (7), mas não ocorreu. O blog do G1 informou ter procurado a defesa e a assessoria do senador para saber se o cancelamento foi solicitado por Wagner, qual justificativa foi apresentada e se uma nova data será marcada. Até a publicação da reportagem original, não havia resposta.

VÍDEO : Ana Campagnolo se recusa a pedir voto para Carlos Bolsonaro e deixa gravação em SC

 

Carlos Bolsonaro
Ana Campagnolo, Carol de Toni, Rubens Angioletti e Carlos Bolsonaro, todos do PL. Foto: Reprodução

A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) voltou a expor publicamente sua resistência à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. Durante a gravação de material político em Itajaí, ela deixou o enquadramento e fez um gesto negativo no momento em que o vice-prefeito Rubens Angioletti (PL) iniciou um pedido de voto para o filho de Jair Bolsonaro.

As imagens foram gravadas ao lado da deputada federal Carol De Toni (PL-SC), também candidata ao Senado. Quando Angioletti cita o nome dela e, na sequência, começa a mencionar Carlos, Campagnolo sinaliza negativamente e sai de cena. Carol confirmou ao Jornal Razão que o episódio ocorreu durante uma gravação antecipada de material que seria utilizado posteriormente na campanha.

A reação não surgiu do nada. Campagnolo e Carlos acumulam embates públicos desde o ano passado, quando a entrada do então vereador carioca na disputa pelo Senado catarinense desorganizou a composição que vinha sendo discutida pela direita local. A deputada passou a defender que uma das vagas fosse ocupada por Carol De Toni e criticou a imposição de um integrante da família Bolsonaro vindo de outro estado.

Lei Maria da Penha completa 20 anos; veja os tipos de violência e as proteções

 

Ilustração sobre violência contra a mulher
Protesto contra violência contra a mulher. Foto: Reprodução
A Lei Maria da Penha completa 20 anos nesta sexta-feira (7). A legislação protege mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em relações heterossexuais ou homoafetivas e também alcança mulheres transexuais. Entre as garantias estão a prisão em flagrante ou preventiva do agressor quando houver risco, o afastamento do lar, a proibição de contato e a proteção do patrimônio da vítima.

A norma também assegura a manutenção do emprego por até seis meses para mulheres que precisem se afastar do trabalho por segurança. Ela prevê cinco formas de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência psicológica passou a constar como crime específico no Código Penal em 2021 e inclui condutas como humilhação, ameaça, isolamento de amigos e familiares e violação da intimidade.

Um vice para enterrar de vez a candidatura de Flávio Bolsonaro

 

Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
As rainhas de bastidores políticos que trabalham na Globo News são as pessoas mais indicadas para fazer previsões eleitorais – e errar. Mas este vetusto jornalista também possui sua bola de cristal – falível, é claro. Nossa aposta é que Alfredo Gaspar, bolsonarista empedernido do PL de Alagoas, será a âncora definitiva da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Brilhantes, os estrategistas da campanha reacionária entendem que, por ter sido relator da CPMI do INSS, Gaspar será um potente instrumento de exploração política da figura de Lulinha, ora triplamente investigado. Esquecem de que isso já é feito pela mídia e continuará sendo, mediante vazamentos seletivos da Polícia Federal e ilegalidades do gênero, independentemente da presença do parlamentar na chapa.

Para quem busca amealhar os votos dos eleitores que antipatizam com Lula e ao mesmo tempo repudiam o medievalismo bolsonarista, o nome do truculento Alfredo Gaspar não agrega. A simples hipótese, mesmo sem comprovação, de que o deputado alagoano esteve envolvido em estupro de vulnerável é eleitoralmente devastador.

Para quem procurava uma mulher para suavizar o matiz misógino da candidatura Flávio, a figura de Gaspar constitui inversão diametral de estratégia, ou seja, óbvio improviso que se fez necessário pela completa ausência de quadros dispostos a entrar na barca.

Só extremistas votarão na dupla Flávio-Gaspar, e esses votos já estão contabilizados faz tempo. Todos aqueles que votariam num “Bolsonaro moderado” repudiarão, diante da urna, nome tão identificado com o golpismo. Em discursos veementes na tribuna da Câmara, Gaspar afirmou categoricamente que o Brasil vive sob uma “ditadura judicial”, acusando diretamente o Supremo Tribunal Federal.

Tornado, serviços parados e estruturas derrubadas: os efeitos do temporal no RS

Muro do pátio de um presídio danificado após temporal em Pelotas. Foto: Reprodução

O temporal que atingiu o Rio Grande do Sul na quinta-feira (6) deixou danos em diversas regiões, com destelhamentos, queda de árvores e estruturas, alagamentos e prejuízos em prédios públicos e rurais. A frente fria associada à formação de um ciclone extratropical no oceano também provocou um tornado no interior de Pedro Osório, no Sul do estado. Não havia informações sobre feridos.

Porto Alegre registrou rajada de vento de 120,4 km/h, a maior do estado até as 21h, segundo dados da Climatempo. Canoas teve ventos de 113 km/h, enquanto Parque Eldorado, Arroio Grande e Charqueadas superaram os 100 km/h. A Defesa Civil contabilizava 121 pessoas acolhidas em abrigos em sete municípios e alertou moradores da Região Metropolitana sobre a possibilidade de ventos acima de 90 km/h.

Em Pelotas, o vento derrubou parte do muro do pátio de um presídio, e a Polícia Penal reforçou a segurança do local. A queda de uma árvore sobre a rede aérea de energia em Sapucaia do Sul interrompeu a operação da Trensurb por volta das 21h; os trens voltaram a circular em todas as estações às 5h.

Em Porto Alegre, o temporal arrancou o telhado de um prédio e derrubou tapumes de um colégio, enquanto a falta de energia ameaçou o abastecimento de água em ao menos 43 bairros.

Valdemar veta candidatura de militar “anti-melancia” após pedido de Múcio

 

José Múcio Monteiro e Valdemar Costa Neto
José Múcio Monteiro e Valdemar Costa Neto. Foto: Reprodução
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, retirou a legenda do major da ativa Emmanuel Novaes, pré-candidato a deputado federal por Roraima, após pedido do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O militar vinha atacando integrantes do alto comando das Forças Armadas em suas redes sociais.

Piloto de caça, Novaes adotava como lema de pré-campanha a frase “pelo fim dos melancias”. A expressão pejorativa, usada pela extrema-direita, mira militares que o grupo considera simpáticos à esquerda.

A metáfora sugere que esses integrantes das Forças seriam verdes por fora e vermelhos por dentro. Os principais alvos do major eram membros do alto comando militar, que mantêm relação institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Militares da ativa não podem realizar manifestações político-partidárias nem participar de atos políticos fardados. Novaes, porém, publicou uma série de postagens que desrespeitam essas regras.

Ciclone-bomba se aproxima do Sudeste nesta sexta e ventos podem chegar a 110 km/h

 Um ciclone extratropical já formado sobre o Atlântico Sul pode se intensificar a ponto de ser classificado como ciclone-bomba

      Formação de ciclone  -  Crédito: Reprodução/ Zoom Earth

Sudeste enfrenta nesta sexta-feira (7) o período de maior risco de ventania, com rajadas que podem alcançar 110 km/h em áreas do litoral e do leste de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro. Um ciclone extratropical já formado sobre o Atlântico Sul pode se intensificar a ponto de ser classificado como ciclone-bomba, enquanto a frente fria associada ao sistema mantém a possibilidade de temporais no Sul e favorece a entrada de ar frio durante o fim de semana. As informações são do ClimaTempo.

O ciclone se formou entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve avançar rapidamente em direção ao alto-mar ao longo desta sexta-feira. Mesmo com o afastamento do continente, o sistema continuará exercendo influência sobre as condições meteorológicas nas costas das regiões Sul e Sudeste.

PT aciona TSE para tirar do ar site ligado ao PL e suspender ‘hub’ de desinformação bolsonarista

 Partido acusa página de distribuir conteúdos manipulados e deepfakes para inflar redes sociais e atacar Lula

      Crédito: Roque de Sá/Agência Senado | Pedro França/Agência Senado | Lula Marques

O PT protocolou, na quinta-feira (6), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) requerendo a remoção imediata de conteúdos veiculados pelo site Direita Já, plataforma vinculada ao PL. A sigla alega que a página funciona como uma central de distribuição de desinformação para impulsionar a militância digital bolsonarista, segundo o O Globo.

De acordo com o documento apresentado pela coligação, o portal opera como um verdadeiro “hub de alimentação de outras páginas na internet”, disponibilizando um fluxo constante de artes gráficas, cards e vídeos. A estimativa apontada na ação é de que a plataforma libere até 50 publicações por semana, cuja maioria é composta por investidas e ataques direcionados ao presidente Lula (PT) e aos seus aliados políticos.

Brasil resiste ao tarifaço de Trump e superávit comercial cresce 31,9% no ano

 Saldo positivo chega a US$ 49 bilhões entre janeiro e julho, enquanto exportações avançam para China e União Europeia e recuam no mercado dos Estados Unidos

      Lula reforça o plano Brasil Soberano  - Crédito: Ricardo Stuckert

A balança comercial brasileira manteve trajetória positiva em 2026 e acumulou superávit de US$ 49,04 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 31,9% em relação ao mesmo período anterior. Os números reforçam a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio internacional mesmo em um cenário de dificuldades nas relações comerciais com os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Somente em julho, o desempenho do comércio exterior brasileiro mostrou avanço nas vendas externas e crescimento de setores importantes da economia, com destaque para agropecuária, mineração e indústria de transformação.

⦾ Exportações brasileiras avançam

Em julho, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,12 bilhões, expansão de 6,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O crescimento foi puxado por diferentes segmentos da economia. As exportações da agropecuária aumentaram 9,3%, enquanto a indústria extrativa registrou expansão de 10,8%. A indústria de transformação, responsável por parcela relevante dos produtos de maior valor agregado vendidos pelo país, avançou 2,4%.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PF indicia seis em novo inquérito sobre descontos no INSS

 Apuração centrada na Contag inclui três antigos dirigentes do instituto entre os investigados

      Agentes da Polícia Federal  - Crédito: Brasil 247 / Dall-E

A Polícia Federal concluiu um novo inquérito sobre descontos indevidos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e indiciou seis pessoas por suspeitas de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A apuração da PF sobre os descontos no INSS teve como foco a atuação da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e inclui três ex-dirigentes da autarquia.

Foram indiciados o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da instituição Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis. Os três já haviam sido responsabilizados pela Polícia Federal no primeiro inquérito da Operação Sem Desconto.

A nova lista também reúne Thaisa Daiane, Edjane Rodrigues e Aristides Veras dos Santos. As defesas dos seis indiciados foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a divulgação das informações.

STJ decide afastar ministro acusado de assédio sexual e pede sua demissão

 

Ministro Marco Buzzi
Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça. Foto: Reprodução
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quinta (6), por maioria absoluta, aplicar a disponibilidade, que representa afastamento, ao ministro Marco Buzzi e pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua demissão, após reconhecer violações de deveres funcionais nas denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria contra o magistrado. O magistrado nega as acusações.

Todos os ministros presentes no julgamento reconheceram que o integrante da corte cometeu infrações disciplinares. A maioria optou pela disponibilidade, medida que mantém Buzzi afastado enquanto avançam os trâmites para a perda definitiva do cargo.

Bolsonaro é investigado por associar Lula à morte de minorias na Síria

 

Arte com Jair Bolsonaro, Lula e Bashar al-Assad
Arte com retratos de Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
A Polícia Federal reabriu um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para apurar postagens em seu canal oficial no WhatsApp que associaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao regime de Bashar al-Assad. A investigação avalia possíveis crimes de calúnia, difamação e incitação ao ódio.

As publicações vinculavam Lula ao governo sírio e ao assassinato de minorias. O então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediu formalmente a instauração do procedimento criminal após a divulgação do conteúdo.

Um despacho da PF, datado de 2 de julho, aponta que o caso chegou a ser arquivado em setembro do ano passado. A corporação desarquivou o procedimento para formalizar as diligências em um inquérito policial.

Os investigadores pediram ao Ministério Público os arquivos e as imagens das mensagens para comprovar a materialidade das supostas ofensas. O delegado Antonio Carlos Knoll de Carvalho afirmou que o material é necessário para instruir o processo e orientar eventuais depoimentos, pois o canal de Bolsonaro no WhatsApp foi desativado.

Joias sauditas: PGR dá aval para Receita ter acesso a laudos e avançar com processo fiscal

 Pedido do fisco busca apurar infrações aduaneiras contra Jair Bolsonaro antes do prazo de caducidade

Joias e Jair Bolsonaro  -  Crédito: Reprodução/TV Globo | REUTERS/Evelyn Hockstein

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com um pedido formulado pela Receita Federal e defendeu o compartilhamento de laudos periciais e outros documentos técnicos produzidos no processo das joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informa Teo Cury, da CNN Brasil.

O órgão de controle fiscal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o envio dos laudos periciais pela Polícia Federal é indispensável para a instrução do procedimento administrativo fiscal. A medida visa viabilizar a análise de eventuais infrações à legislação aduaneira e assegurar o resguardo do interesse público.

Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF sobre o caso, a Receita Federal destacou a urgência no envio das provas devido ao prazo de caducidade do direito de punição. Trata-se do período limite em que a administração pública perde o direito de aplicar penalidades por falta de ação, estipulado em cinco anos. No caso em questão, esse prazo se encerra em outubro deste ano.

Em reunião com ministro da Justiça, Mendonça manifesta preocupação com independência da PF

 Conversa com ministro da Justiça ocorreu durante crise envolvendo investigações sobre fraudes no INSS. Ministro Wellington Lima e Silva assegurou a autonomia da corporação

     André Mendonça  -  Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça reuniu-se nesta quinta-feira (6) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, para discutir a preservação da autonomia da Polícia Federal (PF) em meio às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o jornal O Globo, durante o encontro, Mendonça demonstrou preocupação com a necessidade de garantir a independência da Polícia Federal na condução dos inquéritos. Em resposta, Wellington Lima e Silva assegurou que a corporação continuará atuando com autonomia e que não haverá interferência do Ministério da Justiça nas investigações.

Vice de Flávio Bolsonaro oferece DNA à PGR para rebater acusação de estupro

 Defesa de Alfredo Gaspar pede comparação genética e arquivamento caso exame descarte vínculo

     Alfredo Gaspar  -  Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), procurou a Procuradoria-Geral da República para oferecer seu material genético à realização de um exame de DNA. A medida é apresentada pela defesa como forma de contestar a acusação de estupro de vulnerável levada por parlamentares à Polícia Federal.

Segundo O Globo, advogados da campanha de Flávio Bolsonaro enviaram à PGR um documento em que pedem a comparação genética, a fixação de prazo curto para conclusão do procedimento e o arquivamento do caso se o exame descartar vínculo genético e não surgirem outros elementos contra Gaspar.

A PGR avalia se endossa um pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito. O caso está no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que encaminhou o procedimento para manifestação da Procuradoria.

Gaspar nega ter cometido crime e afirma que o exame de DNA comprovará sua inocência. Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (6), o deputado disse que seu material genético já está disponível às autoridades.

“Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica”, afirmou Gaspar.

Esposa de Ramagem está há nove meses sem trabalhar na PGE de Roraima

 Rebeca Ramagem está licenciada para disputar eleição, enquanto Alexandre Ramagem permanece nos EUA após condenação por participação na trama golpista

Rebeca e Alexandre Ramagem  -  Crédito: Reprodução/Instagram/@rebecaramagem

A procuradora de Roraima, Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado cassado Alexandre Ramagem, está há nove meses sem exercer suas funções no órgão. Segundo a coluna de Míriam Leitão, do jornal O Globo, ela deixou o país em novembro de 2025, quando viajou para os Estados Unidos após a fuga do marido, condenado pela participação na trama golpista.

Desde então, emendou períodos de férias, licença-prêmio e, atualmente, encontra-se licenciada para disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Além disso, ainda há um período de 45 dias de ausência que depende de justificativa.

Gilmar Mendes determina que Soraya Thronicke dê mais informações sobre denúncia de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar

 Caso foi apresentado na CPMI do INSS; Gaspar nega as acusações

     Alfredo Gaspar  - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresente informações adicionais sobre a suspeita de estupro de vulnerável atribuída ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A decisão foi revelada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (6). 

Soraya terá 15 dias para fornecer ao STF elementos que auxiliem na identificação de autores de mensagens incluídas nos autos, além de dados sobre ligações telefônicas relacionadas ao caso.

A suspeita foi levada à Polícia Federal após vir à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Soraya e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), adversários políticos do parlamentar na comissão, acionaram a PF sob o argumento de que tiveram acesso a “fatos graves”.

Superintendentes da PF defendem direção-geral em meio a crise com Mendonça

 Chefes regionais da corporação afirmam que investigações seguem critérios técnicos e rejeitam interferências políticas ou pessoais

     André Mendonça -  Crédito: Carlos Moura/STF

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em defesa da Direção-Geral da corporação, em meio ao aumento da tensão institucional com o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria de inquéritos criminais que envolvem a atuação da PF.

No documento, divulgado nesta quinta-feira (6), os chefes regionais reafirmam o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito, além de sustentar que a atividade investigativa da Polícia Federal deve ser guiada por provas e pelos mecanismos legais de controle.

“A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, diz a nota.

Míriam Leitão critica Mendonça na condução dos casos Master e INSS: “Distorção institucional”

André Mendonça, ministro do STF. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
A jornalista Míriam Leitão criticou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS. Em coluna publicada nesta quinta-feira (6) no jornal O Globo, ela afirmou que a condução dos inquéritos está provocando uma “distorção institucional”.

Segundo Míriam, a tensão entre Mendonça e a Polícia Federal seria ainda maior do que a registrada durante a relatoria do ministro Dias Toffoli no Caso Master. Ela afirma que Mendonça exige contato direto com delegados e agentes, sem a participação da direção da PF.

O ministro também teria requisitado todo o material bruto e indexado das investigações. Esse sistema permite pesquisar nomes e localizar rapidamente todas as referências a determinada pessoa nos documentos, mensagens e arquivos apreendidos. “É possível direcionar a investigação”, alertou a colunista.

Para Míriam, o relator está assumindo atribuições que deveriam permanecer com a Polícia Federal e o Ministério Público. “O juiz não pode ser o policial, o investigador, o diretor da polícia […] e a autoridade que julga, tudo ao mesmo tempo”, escreveu.