Declaração apresentada à Justiça Eleitoral aponta evolução patrimonial de 38% desde as eleições de 2022, impulsionada por holdings familiares e fundos de investimentos
Romeu Zema - Crédito: CNC
O patrimônio do ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, registrou um crescimento de R$ 49,1 milhões em um intervalo de quatro anos, segundo dados declarados pelo próprio político à Justiça Eleitoral, informa a Folha de São Paulo.
Com a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zema informou possuir atualmente um montante total de R$ 178,8 milhões distribuídos em aplicações financeiras, participações em empresas e bens imóveis. O valor representa uma expansão patrimonial expressiva quando comparado ao pleito de 2022, ocasião na qual o então candidato à reeleição para o governo mineiro declarou R$ 129,7 milhões em bens.
O avanço no patrimônio do ex-governador equivale a um crescimento percentual de 38% no período acumulado. O índice supera a inflação acumulada no mesmo intervalo, mensurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 19%.
☉ Composição dos bens e avanço desde 2018
A maior parcela dos bens declarados pelo presidenciável do Novo está concentrada em sua participação em uma holding familiar. Essa cota soma R$ 94 milhões do total informado. Logo em seguida, figura um fundo de investimentos que reúne R$ 56,2 milhões. O empresário mineiro também declarou manter R$ 4,3 milhões aplicados em investimentos de renda fixa.
Em 2022, a maior fatia de seus recursos também provinha do setor empresarial familiar: sua cota de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações correspondia a R$ 72,3 milhões. A companhia leva o nome de seu pai, Ricardo Zema, presidente do Grupo Zema, conglomerado que engloba um vasto conjunto de empresas, incluindo uma rede varejista e uma instituição financeira. Administrador formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o candidato construiu sua trajetória no setor privado a partir de Araxá (MG), sua cidade natal e ponto de origem dos negócios da família.
Analisando um histórico mais amplo, os dados do TSE mostram que o patrimônio de Romeu Zema cresceu 150% desde 2018, ano em que disputou sua primeira eleição ao governo de Minas Gerais e declarou R$ 69,7 milhões em propriedades. Para efeito de comparação, a inflação acumulada entre 2018 e o período atual, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) via IPCA, foi de 51%. A declaração aponta ainda que determinados bens permaneceram com seus valores inalterados ao longo dos anos, a exemplo de um imóvel residencial. A assessoria de imprensa do candidato foi procurada para comentar os números, mas não se manifestou até o encerramento da reportagem.
☉ Chapas e registros na Justiça Eleitoral
A chapa do Novo à Presidência conta com o senador Eduardo Girão (CE) como candidato a vice-presidente. Girão declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 34,1 milhões, detalhando entre seus ativos a posse de “depósito bancário no exterior” equivalente a US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 10 milhões).
Além do representante do Novo, até o momento do levantamento a única outra postulante ao Palácio do Planalto a formalizar o registro de candidatura acompanhado da declaração de bens foi Samara, do partido Unidade Popular (UP). A candidata declarou R$ 33 mil em patrimônio, composto unicamente por um automóvel e uma caderneta de poupança. O prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral para que todos os partidos e coligações registrem suas candidaturas termina no dia 15 de agosto.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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