Apuração centrada na Contag inclui três antigos dirigentes do instituto entre os investigados
Agentes da Polícia Federal - Crédito: Brasil 247 / Dall-E
A Polícia Federal concluiu um novo inquérito sobre descontos indevidos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e indiciou seis pessoas por suspeitas de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A apuração da PF sobre os descontos no INSS teve como foco a atuação da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e inclui três ex-dirigentes da autarquia.
Foram indiciados o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da instituição Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis. Os três já haviam sido responsabilizados pela Polícia Federal no primeiro inquérito da Operação Sem Desconto.
A nova lista também reúne Thaisa Daiane, Edjane Rodrigues e Aristides Veras dos Santos. As defesas dos seis indiciados foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a divulgação das informações.
⦿ Relatório foi enviado ao STF
O relatório final do inquérito foi encaminhado na sexta-feira (10) ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso.
A investigação analisou especificamente os descontos relacionados à atuação da Contag. O recorte diferencia o procedimento da primeira apuração concluída pela Polícia Federal, que examinou cobranças atribuídas à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).
⦿ Primeira apuração resultou em 48 indiciamentos
Em julho, a Polícia Federal encerrou o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto com 48 indiciamentos ligados ao caso da Conafer. Aquela etapa ficou restrita aos descontos realizados pela entidade.
Por ter um objeto específico, o inquérito sobre a Conafer não incluiu outros personagens que foram alvo da investigação, como Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.
Fonte: Brasil 247
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