Ex-deputado cassado criticou regra prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente
Ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil
O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro voltou a atacar a política brasileira de vacinação infantil ao defender, em vídeo publicado no X, que pais possam recusar imunizantes obrigatórios para seus filhos. O vídeo com a crítica contra a obrigatoriedade da vacinação de crianças no Brasil, regra prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, foi publicado na sexta-feira (7).
“No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado”, afirmou o ex-parlamentar no vídeo, de acordo com o Estadão Conteúdo.
⦾ Documento no Texas
Residindo atualmente nos Estados Unidos, Eduardo disse ter assinado uma declaração no Texas para isentar a filha da obrigatoriedade de vacinação e viabilizar sua matrícula em uma escola.
“Imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe em uma espécie de cartório, só que sem fila. Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas”, declarou.
Eduardo afirmou ainda que o modelo texano deveria ser adotado no Brasil. Para ele, a decisão sobre a vacinação de crianças deveria caber aos pais, e não ao Estado.
⦾ Ataque à legislação brasileira
A crítica do ex-deputado mira diretamente a regra brasileira que estabelece a vacinação infantil como obrigação legal. O dispositivo citado está previsto no ECA, legislação voltada à proteção integral de crianças e adolescentes.
Eduardo também atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao associar a obrigatoriedade da vacinação infantil ao governo federal. Em sua manifestação, ele questionou quem seria responsabilizado em caso de eventuais efeitos adversos.
“Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita”, disse.
As declarações reforçam o alinhamento do ex-deputado a posições críticas à obrigatoriedade de vacinas, tema que ganhou força entre setores bolsonaristas e da extrema direita estadunidense nos últimos anos.
Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo
Nenhum comentário:
Postar um comentário