domingo, 16 de agosto de 2026

Dino rebate vídeo antigo e cobra correção de informações falsas

 Ministro afirma que gravação na praia é de maio de 2023, mostra carro particular e critica manipulações que, segundo ele, alimentam ódio e ameaças graves.

Ministro do STF Flávio Dino afirma que vídeo em que aparece na praia foi gravado em maio de 2023, antes de sua posse no STF, e diz que o veículo mostrado nas imagens é particular
Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino voltou a desmentir neste domingo a circulação de um vídeo em que aparece em uma praia, próximo a um veículo. Segundo ele, as imagens são antigas, foram registradas em maio de 2023 e mostram um carro particular, período em que ainda não integrava a Corte.

Em publicação feita em seu perfil no Instagram, fonte original da informação, Dino afirmou que a gravação tem sido usada fora de contexto e ressaltou que tomou posse no STF apenas em 2024. “Informo, mais uma vez, que esse VÍDEO em que apareço na praia – abrindo a porta de um carro – é BEM ANTIGO, quando NÃO ERA ministro do STF. E aquele carro mostrado é PARTICULAR. Basta ver a data no print: maio de 2023. Minha posse no STF foi em 2024.”

A manifestação ocorre após a repercussão das imagens nas redes sociais. No registro divulgado, é possível visualizar a indicação de maio de 2023, elemento destacado pelo próprio ministro para contestar versões que associam o episódio ao período em que passou a exercer o cargo de ministro do Supremo.

⦿ Dino relaciona segurança a riscos fora do expediente

Ao comentar críticas relacionadas à segurança de autoridades, Dino argumentou que ameaças e ações criminosas não se restringem ao horário de trabalho nem aos ambientes institucionais. “De todo modo, ASSASSINOS e criminosos em geral não respeitam locais de lazer e o horário de expediente normal dos servidores públicos.”

O ministro acrescentou que pessoas dispostas a cometer crimes também não observam regras administrativas ou trabalhistas que delimitem jornadas e espaços de atuação. “Pessoas que não cumprem as leis penais não obedecem leis trabalhistas e administrativas sobre jornadas laborais, nem leis de proteção a crianças e adolescentes.”

Na mesma publicação, Dino rejeitou a ideia de que uma autoridade pública tenha de se expor a riscos como consequência de suas atribuições. “Destaco que “aceitar” ser alvo de crimes não se insere no rol de minhas obrigações funcionais.”

⦿ Ministro critica ciclo de desinformação e ameaças

Dino também associou a divulgação de informações falsas ou manipuladas ao aumento da hostilidade contra autoridades. Para ele, esse processo pode alimentar novos ataques e, consequentemente, elevar a necessidade de medidas de proteção.

“Lamento que a indústria criminosa de fake news e manipulações gere ainda mais ÓDIOS, com isso mais ataques e, portanto, mais necessidade de segurança, em um ciclo sem fim”, declarou o ministro.

A crítica foi acompanhada de uma defesa da apuração jornalística e do cumprimento das leis como instrumentos para preservar a liberdade. Dino sustentou que o debate público deve se basear em informações verificadas e em uma análise responsável dos fatos.

⦿ Dino defende apuração jornalística e respeito às leis

“O cumprimento das leis, a boa apuração jornalística e a reflexão serena são FONTES essenciais para realmente defender a liberdade”, afirmou. Na sequência, o ministro delimitou o que, em sua avaliação, não pode ser apresentado como exercício legítimo de liberdade.

“Afinal, não existem liberdades para mentir, agredir, perseguir, ameaçar, atacar, matar. Tampouco para tentar intimidar juízes”, escreveu Dino, ao relacionar a disseminação de conteúdos falsos a possíveis consequências concretas para integrantes do Judiciário e outras autoridades.

Ao encerrar a publicação, o ministro reiterou que o vídeo é anterior à sua chegada ao Supremo e pediu a retificação das informações divulgadas de forma equivocada. “Sobre essa mentira do vídeo na praia – que é de 2023 e com carro particular – espero que jornalistas, comentaristas de TV e demais autores de postagens corrijam, em nome da ética (a fonte da verdade).”

⦿ Vídeo é anterior à posse de Dino no Supremo

Flávio Dino tomou posse como ministro do STF em 2024, enquanto a data indicada no registro compartilhado por ele aponta para maio de 2023. Esse intervalo temporal é o principal argumento apresentado pelo magistrado para desmentir a interpretação de que as imagens mostrariam uma situação ocorrida já durante seu exercício no Supremo.

Além de contestar a cronologia atribuída ao vídeo, Dino enfatizou que o automóvel que aparece na gravação era particular. A explicação busca afastar também interpretações relacionadas ao uso de estrutura pública no episódio retratado pelas imagens.

Com a publicação, o ministro procurou responder tanto ao conteúdo específico que voltou a circular nas redes quanto ao que classificou como um problema mais amplo de desinformação. Em sua manifestação, ele defendeu a correção pública de informações falsas e atribuiu à imprensa, aos comentaristas e aos autores de postagens a responsabilidade de retificar versões incorretas sobre o episódio.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário